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Escuta Susp: programa supera 26 mil atendimentos psicológicos a profissionais de segurança

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Brasília, 05/01/2026  A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), encerra 2025 com resultados expressivos do Programa Escuta Susp. A iniciativa, coordenada pela Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), é voltada ao cuidado da saúde mental dos profissionais do setor. Desde maio de 2024, o programa contabilizou a realização de 26.415 atendimentos, a aprovação de 4.054 profissionais para acompanhamento e a mobilização de 131 terapeutas, consolidando-se como estratégia central de promoção da qualidade de vida. 

O Escuta Susp integra o Programa Nacional de Qualidade de Vida para o Profissional de Segurança Pública (Pró-Vida). A iniciativa resulta de uma parceria entre a Senasp e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com suporte de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). O projeto conta ainda com a colaboração da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), instituições que são referência na prevenção do sofrimento psíquico. 

Prevenção e cuidado especializado 

 O programa surge em um cenário de alerta. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o número de suicídios entre profissionais da área cresceu 26% em 2023. Esse aumento está ligado ao agravamento da depressão e de outros transtornos mentais. Diante desse quadro, o Escuta Susp reconhece que policiais, bombeiros, peritos e guardas municipais enfrentam riscos altos no dia a dia. Por isso, eles precisam de apoio psicológico para trabalhar com segurança e proteger a própria vida. 

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Concebido em caráter piloto, o programa desenvolve protocolos específicos de psicoterapia por meio de atendimento on-line, seguro e sigiloso. Para isso, utiliza uma plataforma exclusiva que garante a proteção das informações, a gestão de prontuários e a conexão segura entre terapeuta e paciente. 

Etapas do atendimento e público-alvo 

O modelo de assistência é estruturado em etapas integradas. O percurso inicia com a avaliação e o aconselhamento psicológico para acolhimento inicial; segue para as sessões de psicoterapia especializada, quando indicadas; e inclui o eixo de Promoção à Vida para casos de maior gravidade. Este último foco é voltado à prevenção do suicídio, ao atendimento psiquiátrico e ao gerenciamento da terapia medicamentosa para otimizar o tratamento. 

O público-alvo abrange integrantes das Polícias Civil, Militar, Científica e Penal, além de Bombeiros Militares e Guardas Municipais. Em dezembro de 2025, a iniciativa alcançou a Guarda Municipal do Recife (PE), ampliando o impacto da política pública que já soma R$ 26,06 milhões em investimentos. 

Segundo a diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, a iniciativa representa um avanço estrutural. “O programa cuida de quem está na linha de frente. Ao oferecer atendimento especializado e acessível, reafirmamos que a saúde mental é essencial para uma segurança pública mais humana e eficiente”, ressalta. 

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Como acessar o serviço 

Para participar, o profissional deve conferir se o seu estado aderiu ao programa. O cadastro é feito pelo site: www.gov.br/escutasusp e, após a inscrição, o agendamento da primeira sessão ocorre em até 48 horas. Os atendimentos por vídeo são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 12h. 

O servidor pode escolher o melhor horário e o terapeuta de sua preferência. Ao final de 2025, o Escuta Susp está presente em 25 estados, unindo tecnologia e ciência para cuidar da saúde mental de quem protege a sociedade. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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