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Especialistas discutem o desenvolvimento alternativo na Amazônia como base da política sobre drogas
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Brasília, 27/06/2025 – A Amazônia esteve em pauta no seminário Futuro Justo, Territórios Seguros: Diálogos sobre Políticas sobre Drogas, Segurança Pública e Desenvolvimento Alternativo Sustentável, nesta sexta-feira (27), no Palácio da Justiça, em Brasília (DF). O evento faz parte da programação da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad).
O objetivo do encontro é discutir os impactos do narcotráfico nas dinâmicas socioambientais e de segurança pública da Amazônia, assim como caminhos e soluções possíveis para o território, a partir de diagnósticos consolidados por pesquisas e lideranças locais. As discussões foram divididas em dois painéis:
– Diagnósticos Amazônicos: dinâmicas das economias ilícitas, pressões socioambientais e fragilidades institucionais
– Respostas Amazônicas: diálogos sobre soluções e desenvolvimento de alternativas sustentáveis para fortalecimento territorial na Amazônia
Para a secretária da Senad, Marta Machado, o seminário representa um marco do encontro de todos os parceiros de governo e da sociedade civil em torno da pauta. “Temos feito conversas bilaterais, mas hoje colocamos todos à mesa. Queremos ouvir, receber críticas, incorporar diagnósticos e alinhar esforços”, reforçou.
Marta disse que estudos recentes têm apontado o impacto do narcotráfico na Amazônia, com o surgimento de pistas de pouso clandestinas e a convergência de crimes ambientais e tráfico de drogas, reforçando a urgência de uma ação integrada e estruturada no local e da importância de se estabelecer o desenvolvimento alternativo na região.
Nesse cenário, comunidades vulneráveis, muitas vezes, são empurradas para o mercado ilícito por falta de opções. “O Estado precisa oferecer outras possibilidades econômicas e sociais para que essas populações não se tornem capital humano disponível para o crime organizado. Essa abordagem é parte da estratégia de redução da oferta, pois atua diretamente na descapitalização das organizações criminosas”, completou.
O diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal (Damaz), Humberto Freire, mencionou o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas) como uma proposta que traz uma nova configuração para a segurança pública na região amazônica. Para ele, proteger a Amazônia é mais do que cuidar do meio ambiente, é cuidar das pessoas que vivem na região, como povos indígenas. “Pela vulnerabilidade dessas populações, muitas vezes, elas são cooptadas pelo crime organizado para o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. Cuidar delas é oferecer oportunidades reais, com atividades econômicas que levem riqueza verdadeira a esses territórios”, explicou.
O diretor do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas, do Ministério dos Povos Indígenas, Avanilson Karajá, também destacou a importância de criar programas que ofereçam trabalho digno à juventude indígena como uma das estratégias mais eficazes para combater o avanço das drogas nos territórios e reduzir os impactos da criminalização.
Ele chamou a atenção para o aumento do número de jovens indígenas criminalizados e presos, muitas vezes sem o devido acompanhamento jurídico, o que agrava ainda mais a situação. “É urgente que atuemos de forma articulada, com ações conjuntas entre os órgãos do governo. Mas não basta apenas reprimir: é necessário proporcionar acesso a políticas sociais, como educação, trabalho e inclusão”, completou Karajá.
Também contribuíram para a mesa de abertura o coordenador-geral de Assuntos de Fronteiras do Gabinete de Segurança Institucional, André Bittencourt; o diretor de Departamento de patrimônio Genético e Cadeias Produtivas dos Biomas e Amazônia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Rafael Marques; a diretora de Obtenção de Terras do Incra, Maira Coraci; o coordenador-geral de Gestão do Território do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Vitarque Coelho; e a coordenadora-geral de Estrutura Produtiva e Sustentabilidade do Ministério da Fazenda, Júlia Mascarello.
Publicação
Durante o evento, foi lançada a publicação Tráfico de Drogas na Amazônia e Efeitos no Meio Ambiente: Uma Análise Exploratória, produzida pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário. O objetivo da publicação é investigar possíveis relações entre a atuação de organizações criminosas que traficam drogas e a degradação e/ou crimes que afetam o meio ambiente.
A publicação também estimula um olhar sobre como estas organizações criminosas exercem domínio e influência no local em que atuam, considerando a noção de governança criminal muito discutida em trabalhos acadêmicos.
O relatório ficará disponível no Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid) e no site do Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário.
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Ministro do Turismo destaca parcerias para desenvolvimento do setor: ‘não fazemos nada sozinhos’
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou nesta segunda-feira (15), que a ação conjunta entre municípios, estados e o Governo do Brasil é fundamental para o desenvolvimento do setor e para ampliar seus impactos positivos na economia e na geração de emprego e renda.
A afirmação foi feita na abertura da 9ª edição do Conexidades, realizada em Campos do Jordão (SP). O evento, que segue até a próxima sexta-feira (19), reúne representantes dos setores público e privado, incluindo gestores, empresários, especialistas e lideranças de todo o país, com o objetivo de promover debates e construir soluções voltadas ao desenvolvimento dos municípios brasileiros.
O turismo é um dos destaques do encontro, que tem como tema “Governança e Inovação Sustentável”.
“Quando a gente vem para um evento como esse, o Conexidades, podendo fazer essa interlocução com o setor produtivo, as prefeituras, as Câmaras Municipais, ou seja, dialogar com quem toma as decisões para a transformar a vida do povo, é algo muito importante. Uma das características do setor turístico é que não fazemos nada sozinhos”, afirmou Gustavo Feliciano.
Ele acrescentou que o Ministério do Turismo tem atuado em conjunto com estados e municípios para oferecer crédito para empreendedores do setor.
“Por meio do Fungetur [Fundo Geral de Turismo], por exemplo, disponibilizamos mais de R$ 1 bilhão para operações em 2026”, disse.
O Fungetur pode ser usado para financiar projetos, obras, adquirir equipamentos e capital de giro para empresas do setor. A política pública amplia as oportunidades de acesso ao crédito com condições facilitadas, contribuindo para a modernização dos serviços turísticos, a geração de emprego e renda e o fortalecimento da economia em todas as regiões do país.
“O turismo é, acima de tudo, uma verdadeira ferramenta de inclusão social, que gera emprego, renda e proporciona dignidade nos quatro cantos deste país. Estamos no caminho certo. Como sempre diz o presidente Lula: ‘o cidadão deve estar sempre no foco das nossas ações’. O turismo brasileiro está sendo bem cuidado e temos trabalhado incansavelmente para que os nossos números continuem crescendo. O turismo tem o poder de transformar vidas. A gente vê isso acontecer na prática quando um novo hotel se instala em uma região e garante carteira assinada para um trabalhador, dando uma condição melhor para a sua família. A gente vê isso acontecer em eventos grandiosos como este aqui. São transformações reais como essas que nos movem todos os dias”, emendou o ministro.
Além de discussões voltadas à gestão pública, a programação do Conexidades reserva espaço ao debate sobre a participação das mulheres na vida pública. A agenda inclui painéis a respeito de turismo e empreendedorismo, enfrentamento à violência de gênero e a proteção de crianças e adolescentes.
Gustavo Feliciano apontou o protagonismo feminino no turismo nacional.
“As mulheres vêm assumindo um papel cada vez mais relevante no nosso setor. Hoje, elas representam mais de 52% da força de trabalho do turismo. Mais do que isso: 57% dos negócios ligados ao turismo têm mulheres no comando”, comentou o ministro, lembrando que o Fungetur proporciona condições especiais a empreendedoras turísticas em situação de vulnerabilidade por violência doméstica ou de gênero.
Segundo o ministro, a crescente participação de mulheres tem contribuído para tornar o turismo mais inovador, inclusivo e competitivo.
“São empresárias, gestoras, guias, empreendedoras que movimentam a economia e fazem esse importante segmento ser mais inovador e mais humano. Por isso, promover a participação feminina não é apenas uma questão de justiça, é uma estratégia de desenvolvimento”, defendeu Feliciano, que lembrou da realização do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo em junho deste ano, em João Pessoa (PB).
Ele citou também o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas. nas versões em inglês e espanhol. A publicação reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo para o público feminino. No mês passado, em João Pessoa, o Ministério do Turismo lançou as versões em inglês e espanhol do material. O Guia pode ser acessado neste link.
“É muito importante que este evento tenha espaço dedicado às mulheres. Isso demonstra que construir cidades melhores significa construir cidades mais justas e mais inclusivas”, complementou.
Programação
Durante o Conexidades, haverá uma série de debates sobre os principais desafios da gestão pública, englobando temas a exemplo de inovação, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, políticas sociais e transformação digital, sempre com foco na aplicação prática e nos resultados para os municípios.
Especialistas e gestores também discutirão questões estruturais, como planejamento urbano, saúde, educação e segurança pública, além de pautas que envolvem cidades inteligentes, o uso de dados na administração pública e a adaptação às mudanças climáticas.
A proposta é incentivar a troca de experiências e a construção de soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento local em diferentes regiões do país.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo

