BRASIL
Formalização na safra da uva cresce mais de 480% no Rio Grande do Sul em três anos
BRASIL
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho do Rio Grande do Sul, realizou um levantamento sobre a formalização dos trabalhadores na safra da uva e constatou um aumento de aproximadamente 486,05% nos vínculos formais. Os dados, apurados a partir das informações do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mostram que, entre abril de 2022 e abril de 2025, 7.487 trabalhadores foram formalizados.
A análise da evolução das contratações formais de trabalhadores safristas entre 2022 e 2025 revela um crescimento significativo no número total de contratações: de 2.720 em 2023 para 9.485 em 2024, um aumento de cerca de 249%. Esse avanço foi impulsionado, principalmente, pelos registros vinculados ao Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF), que saltaram de 2.006 para 8.396, indicando uma maior adesão à formalização por parte de produtores rurais pessoas físicas.
Em 2025, observa-se uma pequena elevação nas contratações totais, que chegaram a 10.207, com destaque para os registros feitos por meio do CAEPF, que somaram 9.329. O dado confirma a continuidade da tendência de formalização dos trabalhadores safristas por empregadores pessoas físicas, resultado direto das ações fiscais intensificadas nos últimos três anos no setor vitivinicultor.
No recorte por município, entre os anos de 2022 e 2025, os dados do Novo CAGED relativos à colheita da uva indicam avanços expressivos na formalização dos contratos de trabalho, não apenas na vitivinicultura, mas também em outras culturas agrícolas. Com exceção de Bento Gonçalves e Cotiporã, que apresentaram leve retração, todos os demais municípios da região registraram aumento nas contratações formais de trabalhadores safristas.
Principais destaques por município:
-
Caxias do Sul liderou o número de contratações formais em todos os anos analisados, mantendo um crescimento contínuo;
-
Flores da Cunha apresentou um avanço expressivo, passando de 123 contratações em 2023 para 1.641 em 2025;
-
Pinto Bandeira saltou de apenas 6 contratações em 2023 para 610 em 2025;
-
Garibaldi teve um crescimento de 4 contratações em 2023 para 813 em 2025.
Segundo o chefe da Fiscalização do Trabalho do Rio Grande do Sul, Gerson Pinto, as ações realizadas entre janeiro e maio de 2025 na Serra Gaúcha fazem parte do compromisso assumido com o Protocolo de Intenções firmado em 2023, que tem como objetivo promover boas práticas trabalhistas na vitivinicultura gaúcha. As fiscalizações, voltadas especificamente para a safra da uva, contaram com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e resultaram de pactos firmados entre empregadores e trabalhadores visando à melhoria das condições de trabalho no setor.
“Ao todo, foram inspecionadas 120 propriedades rurais, com foco na colheita de uvas. As propriedades foram selecionadas com base em critérios técnicos, priorizando locais que ainda não haviam sido fiscalizados e que, segundo indicadores do próprio MTE, apresentavam indícios de contratação irregular de trabalhadores safristas”, explicou Gerson.
Trabalho escravo contemporâneo ainda persiste no Rio Grande do Sul
Ainda segundo Gerson, de modo geral, foi constatada uma melhora nas condições dos alojamentos, refeitórios e ambientes de trabalho, evidenciando avanços significativos nas relações laborais na cadeia produtiva da uva e do vinho. “Apesar desse progresso, foram identificados 31 trabalhadores em condições análogas à escravidão, somente na colheita da uva. Todas as contratações irregulares envolviam trabalhadores migrantes, contratados informalmente por meio de intermediários, conhecidos como ‘empreiteiros’ ou ‘gatos’.”
Um dos casos mais graves foi registrado em Bento Gonçalves, onde 18 trabalhadores indígenas foram resgatados. Outros dois resgates de trabalhadores argentinos ocorreram em São Marcos, com quatro pessoas, e em Flores da Cunha, com nove.
Além desses casos na safra da uva, reflexo da atuação da fiscalização do Trabalho na região, outras duas fiscalizações realizadas no mesmo período resultaram no resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão na Serra Gaúcha. Na cultura da maçã, seis trabalhadores argentinos foram resgatados na zona rural de Caxias do Sul, enquanto na horticultura, outros três trabalhadores foram resgatados no município de Vacaria.
Como denunciar – Qualquer pessoa pode realizar denúncias de irregularidades trabalhistas por meio do portal Gov.br, com identificação obrigatória, acessando: https://denuncia.sit.trabalho.gov.br.
Já os casos de trabalho análogo ao de escravo devem ser denunciados pelo Sistema Ipê, no endereço: https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/, podendo ser de forma sigilosa. Essas denúncias são fundamentais para que os órgãos públicos tomem conhecimento das violações e adotem as medidas legais cabíveis.
BRASIL
Indústria brasileira está pronta para receber novos investimentos espanhóis, diz ministro
Após dois dias de encontros com representantes do governo e empresários da Espanha para fortalecer parcerias em diversos setores, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a Nova Indústria Brasil (NIB) está pronta para receber novos investimentos de grupos espanhóis nas seis missões da política industrial. O ministro integra a delegação brasileira em missão oficial à Europa, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco no fortalecimento de parcerias diplomáticas e econômicas.
Em reunião com empresários brasileiros e espanhóis , liderada pelo Presidente Lula, o ministro falou das amplas possibilidades de expansão do investimento espanhol no Brasil . “Ouvindo as senhoras e os senhores, eu fico imaginando que a NIB foi feita sob medida para a capacidade de investimento e de realização que têm os grupos econômicos espanhóis. A NIB é baseada em agroindústria, em infraestrutura, mobilidade, saneamento, em complexo econômico e industrial da saúde, transição digital, telecomunicações, na indústria da defesa e na bioeconomia. Ou seja, exatamente em torno de setores noticiados nessa mesa”, disse o ministro na sexta-feira (17/04) durante cúpula empresarial Brasil-Espanha, que também contou com a participação .
Lançada em 2024, a Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões que buscam enfrentar desafios sociais a partir do desenvolvimento industrial. Um exemplo é a missão 2, voltada ao fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde, com foco no atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o financiamento de iniciativas, o governo federal criou o Plano Mais Produção, que prevê R$ 713,3 bilhões em recursos entre 2023 e 2026. Até o fim de 2025, já foram aprovados R$ 653 bilhões para projetos que impulsionam o desenvolvimento industrial.
Cenário seguro para investimentos
Márcio Elias Rosa destacou que o Brasil reúne tem segurança jurídica, estabilidade política e previsibilidade econômica, três atributos relevantes para a realização de investimentos pelo setor privado. “Indicadores sociais, indicadores econômicos mostram que no Brasil de hoje nós temos estabilidade econômica ou previsibilidade econômica, com exceção da taxa de juros, que é um problema gravíssimo, porque afugenta o investimento ou torna mais difícil a obtenção de crédito. O fato é que a inflação, o câmbio e outros indicadores macroeconômicos são extremamente positivos”, avaliou.
A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia é um dos temas centrais dos encontros dessa missão presidencial. O ministro ressaltou o apoio do governo espanhol à aprovação do acordo na União Europeia e destacou a importância de fortalecer o diálogo com o setor produtivo para ampliar o comércio bilateral.
A partir de 1º de maio, pelo menos 540 bens que são reciprocamente importados e exportados terão redução tarifária. “Por isso, é necessário que façamos diálogos com o setor privado e com o setor público. Alguns produtos, milho, etanol, arroz, proteína animal, suína ou de aves, começam já a ter cotas e a alíquota é zero. E nós precisamos de um setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, explicou.
Para Márcio Elias Rosa, o acordo Mercosul-UE também é uma oportunidade para modernizar o parque industrial brasileiro. “Há necessidade de nós integrarmos as cadeias produtivas cada dia mais e mais, até para reduzir as nossas dependências. Eu cito como exemplo a política de biocombustíveis, seja de etanol, seja de SAF – combustível sustentável de aviação – ou de biodiesel. E é preciso reforçar parcerias para responder às intempéries da geopolítica, promover sempre diversidade nas parcerias comerciais”, concluiu.
Próximas agendas
Depois da Espanha, a delegação brasileira chegou à Alemanha, nos dias 19 e 20, em Hannover, onde é realizada a maior feira de tecnologia industrial do mundo. O Brasil é o parceiro oficial deste ano.
No domingo, o ministro Márcio Elias Rosa participa da 52ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Alemanha–Brasil (Comista). Já na segunda-feira (20), estará na abertura do Pavilhão Brasil e participará de painéis de debates sobre desenvolvimento e desafios geopolíticos globais.
Veja também
– Brasil oferece ambiente de negócios seguro para investimentos, afirma ministro
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

