CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Fórum proporciona acordos entre universidades do Brasil e da África

Publicados

BRASIL

Um dos resultados mais expressivos do I Fórum de Reitores Brasil-África, realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em Brasília no final de maio, foi a assinatura de 291 novos acordos de cooperação entre universidades brasileiras e africanas. O volume supera as 235 parcerias que existiam antes do evento. 

Os compromissos são voltados ao aprofundamento da cooperação, da mobilidade estudantil, do intercâmbio científico e das pesquisas conjuntas em áreas estratégicas, como agricultura, energias renováveis, mineração, inteligência artificial e ciências humanas. Ruanda liderou o número de acordos firmados durante o evento, que atingiu a marca de 36 assinaturas, seguida pelo Togo, com 26, e a República Democrática do Congo, que obteve 22. 

A maior parte dos documentos, viabilizados por encontros bilaterais, consistem em memorandos de entendimento (MoUs) – cerca de 80% –, embora também haja cartas de intenções. O MoU é um instrumento que estabelece os princípios gerais que nortearão uma cooperação, nesses casos, definindo metas e áreas de atuação conjunta entre as universidades e servindo como base para o desenvolvimento de futuras parcerias e projetos de cooperação. 

Segundo o assessor de Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Heimburger, o Fórum de Reitores Brasil-África, que foi encerrado com a aprovação da Carta de Brasília, “é um marco na cooperação educacional entre o Brasil e a África, pois a parceria estratégica e sinérgica entres as respectivas universidades fortalecerá mutuamente nossas instituições e nossos povos, estimulando uma presença ativa, autônoma, respeitosa e solidária no mundo”. 

Leia Também:  MJSP defende regulação para ampliar concorrência nos pagamentos digitais

Fórum – O 1º Fórum de Reitores Brasil-Áfricaocorreu de 25 a 27 de maio e buscou consolidar a educação superior como eixo central da relação bilateral entre o Brasil e os países do continente africano. 

Segundo o coordenador-geral de Internacionalização da Educação Superior do MEC, Virgílio Pereira de Almeida, o Fórum representou um marco no processo de internacionalização das universidades brasileiras, ao ampliar oportunidades de cooperação acadêmica, científica e institucional entre o Brasil e os países africanos. “O encontro abriu novos horizontes para a construção de parcerias duradouras, fortalecendo redes de pesquisa, mobilidade acadêmica e iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à produção compartilhada de conhecimento”, afirmou. 

O evento contou com a presença de 66 reitores africanos de mais de 30 países da África, e 70 reitores brasileiros, promovendo o fortalecimento das parcerias entre instituições de ensino superior com vistas à ampliação da colaboração acadêmica e ao incentivo à mobilidade estudantil. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

BRASIL

MME abre consulta pública para alocação do ERCAP para incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema

Publicados

em

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições da sociedade e de agentes públicos e privados para aprimorar as regras de rateio dos custos da reserva de capacidade no Sistema Interligado Nacional (SIN). A proposta está alinhada à modernização do setor elétrico, promovida pela Lei nº 15.269/2025, e tem como objetivo incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema.

Atualmente, a regra de rateio do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) considera o pico máximo de consumo de cada consumidor ao longo do mês. Na prática, isso cria distorções, pois um consumidor paga o mesmo valor de encargo de reserva de capacidade independente se o seu pico de consumo acontece no maior período de geração (como solar no meio do dia) ou quando em domingos e madrugadas, quando a exigência sobre o sistema é baixa.

Com a nova proposta, o rateio do encargo passa a ser calculado com base no consumo verificado especificamente dentro do período de maior demanda máxima líquida do SIN. Esse período corresponde às horas em que o sistema efetivamente necessita de maior suporte de geração — em geral, no fim da tarde e início da noite de dias úteis, quando a produção solar diminui e a carga do país permanece elevada.

Leia Também:  Prouni: divulgado resultado da primeira chamada

A reserva de capacidade atua como uma garantia de segurança do fornecimento de energia. Por meio de leilões, as usinas são contratadas para atender o sistema, principalmente nos horários de maior demanda. As despesas dessas garantias são custeadas pelos agentes por meio do ERCAP.

A janela crítica compreenderá até quatro horas consecutivas em dias úteis, com horário exato a ser estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A metodologia permitirá atualizações dinâmicas à medida que a matriz elétrica e os hábitos de consumo evoluem.

Cultura de gestão do consumo

A mudança gera um sinal econômico claro para criar uma cultura de eficiência e gestão ativa da demanda. Consumidores com maior flexibilidade operacional — como indústrias, sistemas de refrigeração, bombeamento, infraestruturas de recarga de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia — terão incentivos financeiros para transferir suas atividades para fora da janela crítica.

Ao aliviar o consumo no horário de maior demanda operacional, o consumidor reduz sua parcela no rateio e paga menos encargo. No longo prazo, essa resposta do consumo reduz a necessidade de contratar novos leilões de reserva de capacidade, barateando a conta de energia para toda a sociedade.

Leia Também:  Com apoio do MJSP, norte-americano suspeito de exploração sexual infantojuvenil é preso em São Paulo

Outros avanços regulatórios

A proposta de decreto também introduz outros aprimoramentos para modernizar a regulação do setor:

  • Participação de Geradores: regulamenta a inclusão de geradores no rateio do ERCAP nos casos previstos em lei, sob regulação da ANEEL;
  • Armazenamento de Energia: adapta as regras de contratação e constituição de lastro para reconhecer novas tecnologias, como baterias e armazenamento hidráulico. Por não gerarem energia nova, mas apenas moverem carga no tempo, essas soluções ganham diretrizes específicas por leilão;
  • Mecanismos de Resposta da Demanda: prevê a cobertura, via ERCAP, dos custos de mecanismos competitivos estruturados pela ANEEL para incentivar a resposta do consumo e a geração nos momentos críticos;
  • Flexibilização do Encargo de Energia de Reserva (EER): Retira a obrigatoriedade de apuração anual do EER, permitindo que a ANEEL estabeleça uma apuração mais dinâmica e ajustada à migração de consumidores para o mercado livre.

Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA