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Fundeb ultrapassará R$ 370 bilhões em 2026

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O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deverá movimentar R$ 370,3 bilhões no próximo ano. A Portaria Interministerial nº 14/2025, que apresenta as estimativas para o exercício de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 31 de dezembro, pelos ministérios da Educação (MEC) e da Fazenda (MF). O crescimento corresponde a um acréscimo de 8,54% no financiamento da educação básica pública em relação a 2025, quando o Fundo fechou o ano com R$ 341,1 bilhões. 

A receita estimada do Fundeb para 2026 será composta por R$ 301,1 bilhões provenientes das contribuições dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e por R$ 69,2 bilhões de complementação da União. O cálculo foi realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação. 

A complementação federal prevista para 2026 representa um aumento de 23,3% em relação a 2025, quando o aporte da União foi de R$ 56,1 bilhões, totalizando R$ 13 bilhões a mais em recursos federais para a educação básica. 

“Esse aumento significativo de recursos impacta diretamente o futuro das nossas crianças, jovens, professores e professoras. Com maior financiamento em 2026, vamos melhorar ainda mais a nossa educação”, afirma o ministro da Educação, Camilo Santana. 

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Para Fernanda Pacobahyba, presidente do FNDE, o Fundeb é um pilar fundamental para a equidade na educação pública. “São recursos para melhoria da infraestrutura escolar, aquisição de materiais pedagógicos e valorização docente”. 

Complementação – O crescimento das receitas do Fundeb em 2026 é resultado da elevação das projeções de arrecadação dos impostos e transferências vinculados ao Fundo e da integralização do percentual de complementação da União previsto na legislação do Novo Fundeb, que alcança 23% no próximo ano. Desse total, 10% correspondem à complementação Valor Anual por Aluno (VAAF); 10,5% à complementação Valor Anual Total por Aluno (VAAT); e 2,5% à complementação Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), percentual que encerra o ciclo de ampliação progressiva da participação da União no financiamento do Fundo, conforme estabelecido em lei. 

Aplicação – Do total de recursos do Fundeb, no mínimo 70% devem ser destinados ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício, reforçando a política de valorização desses profissionais nas redes públicas de ensino. Os 30% restantes devem ser aplicados em ações de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), como melhorias na infraestrutura escolar, aquisição de equipamentos e materiais pedagógicos. 

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Matrículas – As estimativas para 2026 consideram um total de 39,3 milhões de matrículas na educação básica pública. No caso da complementação VAAR, 3.076 entes federativos cumpriram as condicionalidades exigidas para o recebimento dos recursos, evidenciando o avanço na adoção de indicadores de melhoria da gestão e dos resultados educacionais. 

Os recursos referentes às complementações da União serão repassados em 13 parcelas mensais, no período de janeiro de 2026 a janeiro de 2027, conforme o cronograma estabelecido na Portaria Interministerial nº 14/2025. As estimativas serão atualizadas a cada quatro meses, conforme determina a legislação do Novo Fundeb, com o objetivo de manter os valores ajustados às projeções de arrecadação ao longo do exercício. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE  

Fonte: Ministério da Educação

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Formadores de Moçambique participam de formação na Rede Federal

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A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica recebe, a partir desta terça-feira, 29 de setembro, 73 formadores moçambicanos para a etapa presencial do Programa de Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica de Moçambique (Bramotec). A formação será realizada até 29 de outubro de 2026, em nove institutos federais, com conteúdos relacionados ao desenvolvimento sustentável e à inovação tecnológica do ensino técnico agrícola. 

Docentes e gestores da educação profissional moçambicana irão compor a formação. A quarta edição do programa é organizada em duas etapas: a primeira ocorreu de forma virtual, entre 14 e 18 de setembro, e a segunda foi ministrada de modo presencial. Os participantes cursam uma especialização lato sensu em ciências agrárias e são distribuídos por diferentes campi da Rede Federal. 

Durante a formação, serão abordados temas como processamento de cereais, frutas e leguminosas; análise química e física de solos; fertilização e produção de compostos orgânicos; sistemas de irrigação; controle de pragas e doenças; e mecanização agrícola. 

Nesta edição, participam nove institutos federais: 

  • Instituto Federal Baiano (IF Baiano);  
  • Instituto Federal Fluminense (IFF);   
  • Instituto Federal Goiano (IF Goiano);   
  • Instituto Federal do Amapá (Ifap); 
  • Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS);  
  • Instituto Federal do Pará (Ifpa);   
  • Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSertãoPB);  
  • Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG);  
  • Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS). 
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O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) articula, em parceria com os institutos federais, o acolhimento e a recepção de formadores nos campi de todo o país. 

Como funciona – O Bramotec é uma iniciativa de cooperação entre instituições brasileiras e moçambicanas voltada à formação de docentes e gestores da educação profissional. Nesta edição, a formação tem como foco as ciências agrárias e prevê a preparação de formadores para atuação no ensino técnico-profissional. 

Para a participação na etapa presencial, foram providenciados vistos de cortesia e emissão de CPF para os integrantes da turma. A documentação permite o registro dos participantes nos sistemas acadêmicos dos institutos federais. 

Cooperação – A cooperação técnica entre Brasil e Moçambique na área da educação profissional começou em 2017, com participação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e do Conif. As edições anteriores do programa tiveram formações nas áreas de mecanização agrícola, design de interiores e construção civil. 

A quarta edição é realizada em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), por meio da Setec e da Assessoria Internacional (AI), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Ministério da Educação e Cultura de Moçambique. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da AI e da Setec 

Fonte: Ministério da Educação

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