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Gás do Povo deve impulsionar demanda por GLP no Brasil, aponta relatório da Empresa de Pesquisa Energética
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O programa Gás do Povo deve ser um dos principais fatores de expansão da demanda por gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil nos próximos anos. A avaliação consta na edição de abril de 2026 do relatório “Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo”, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que analisa tendências recentes e projeções para o setor energético nacional.
Segundo o estudo, o país deve registrar aumento relevante na demanda por combustíveis líquidos e GLP, com expectativa de crescimento superior a 3 bilhões de litros já em 2026, movimento associado ao dinamismo da economia e à ampliação do consumo interno. Nesse cenário, programas de transferência de renda e inclusão energética ganham destaque como vetores adicionais de expansão do consumo.
Entre essas iniciativas, o Gás do Povo é apontado como um dos principais impulsionadores do consumo de GLP. Ao ampliar o acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda, o programa fortalece a demanda estrutural pelo insumo e contribui para reduzir desigualdades no acesso a fontes limpas e seguras, reduzindo o uso de alternativas como lenha e carvão – que expõem principalmente mulheres e crianças à fumaça tóxica, a doenças respiratórias e riscos de acidentes domésticos.
O relatório também ressalta que políticas públicas voltadas à garantia de acesso à energia têm impacto direto sobre o mercado, ao mesmo tempo em que promovem segurança energética e previsibilidade para os agentes do setor. A combinação entre crescimento econômico e programas sociais tende a consolidar um ambiente de maior estabilidade e expansão do consumo.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
MTE identifica mais de 100 trabalhadores sem registro em centros de distribuição em São José do Rio Preto (SP)
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), realizou, entre os dias 12 e 19 de maio, uma operação de fiscalização em centros de distribuição de mercadorias vinculados a uma plataforma de marketplace em São José do Rio Preto (SP) e identificou graves irregularidades trabalhistas e sérios riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores.
Durante a ação, auditores-fiscais do Trabalho encontraram mais de 100 trabalhadores sem registro formal, atuando em condições precárias e expostos a situações de grave risco de acidentes.
A fiscalização constatou que dezenas de trabalhadores realizavam atividades de carga, descarga, separação e movimentação de mercadorias sem anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
Além da informalidade, os trabalhadores exerciam suas atividades sem condições mínimas adequadas de conforto, higiene e segurança. Em diversos momentos da fiscalização, foi verificado que os empregados realizavam refeições em calçadas e áreas improvisadas, sem local apropriado para alimentação e descanso.
Ausência de EPIs e falhas de treinamento
Os auditores-fiscais do Trabalho também constataram ausência de fornecimento adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), inclusive em atividades com elevado potencial de risco.
A operação identificou ainda falhas relacionadas à capacitação dos trabalhadores, incluindo ausência de treinamentos obrigatórios para atividades operacionais e de segurança.
Segundo a equipe de fiscalização, muitos trabalhadores atuavam sem orientação adequada sobre riscos ocupacionais, procedimentos de emergência e medidas preventivas.
Riscos de atropelamento, incêndio e choque elétrico
A fiscalização identificou diversas situações caracterizadas como grave e iminente risco à integridade física dos trabalhadores.
Entre os principais riscos encontrados estavam:
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circulação insegura de caminhões em áreas compartilhadas com trabalhadores;
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ausência de segregação entre fluxo de veículos e pedestres;
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risco de atropelamento durante operações logísticas;
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carregamento e movimentação manual de cargas em condições inadequadas;
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risco de incêndio;
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irregularidades em sistemas de prevenção e combate a incêndio;
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risco de choque elétrico;
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risco de cortes e acidentes com materiais perfurocortantes;
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ausência de medidas adequadas de proteção coletiva;
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ausência de treinamento adequado para execução das atividades.
A equipe de fiscalização verificou que trabalhadores e caminhões compartilhavam os mesmos espaços de circulação, sem demarcações visíveis, rotas segregadas ou sistemas adequados de controle de tráfego interno, aumentando significativamente o risco de acidentes durante as operações logísticas.
Galpão interditado
Diante das irregularidades encontradas, um dos galpões fiscalizados foi interditado pela Inspeção do Trabalho após a constatação de grave e iminente risco aos trabalhadores.
A medida tem como objetivo impedir a continuidade das atividades até que sejam adotadas providências para eliminação dos riscos e adequação das condições de trabalho.
Durante o período de interdição, a paralisação das atividades não retira dos empregadores a responsabilidade pelo pagamento integral da remuneração dos trabalhadores atingidos pela medida, inclusive daqueles contratados em regime de diária.
A legislação trabalhista estabelece que a interdição decorrente de grave e iminente risco possui caráter de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores e não pode resultar em prejuízo remuneratório aos empregados impedidos de exercer suas atividades em razão da medida administrativa adotada pela Inspeção do Trabalho.
Terceirização e responsabilização
Até o momento, cerca de sete empresas terceirizadas foram identificadas atuando nos locais fiscalizados. As empresas foram notificadas para promover a regularização imediata dos vínculos empregatícios e adequar as condições de segurança e saúde no trabalho. Autos de infração estão sendo lavrados, e outras medidas administrativas poderão ser adotadas conforme o avanço da fiscalização. A Inspeção do Trabalho segue apurando as responsabilidades trabalhistas e as condições de contratação dos trabalhadores envolvidos.
Proteção ao trabalhador e combate à informalidade
A formalização do vínculo empregatício garante direitos fundamentais aos trabalhadores, como FGTS, férias, 13º salário, proteção previdenciária, cobertura em caso de acidente de trabalho e acesso a benefícios trabalhistas e sociais.
As operações dessa natureza têm como objetivo assegurar condições dignas, seguras e legais de trabalho, especialmente em setores que utilizam grande volume de mão de obra terceirizada e logística intensiva.
Canal de denúncia trabalhista
Denúncias relacionadas à informalidade, ausência de registro em carteira, condições precárias de trabalho e outras irregularidades trabalhistas podem ser encaminhadas pelo sistema oficial de denúncias da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT): sistema oficial de denúncias da Auditoria-Fiscal do Trabalho
As denúncias podem ser realizadas de forma online e contribuem para o direcionamento das ações de fiscalização e proteção aos trabalhadores.
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