BRASIL
Gestores debatem comunicação na educação pública
BRASIL
O Ministério da Educação (MEC) encerrou nesta quinta-feira, 4 de dezembro, o Encontro Nacional de Gestores de Comunicação – Educação Pública para Transformar Vidas. Em sua terceira edição consecutiva, o evento reuniu lideranças de comunicação de instituições que atuam da educação básica à pós-graduação, incluindo universidades e institutos federais, secretarias estaduais e municipais de educação básica, além de entidades vinculadas ao ministério. O encontro ocorreu no auditório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília (DF).
Durante três dias, 170 comunicadores participaram de palestras e oficinas e apresentaram casos de sucesso em suas redes. O objetivo do encontro foi estimular o intercâmbio de experiências, a qualificação profissional e a construção de redes colaborativas entre os diferentes níveis e instituições do sistema educacional público brasileiro, de forma a consolidar a comunicação como um dos pilares da gestão pública educacional. As agendas também buscaram destacar o papel estratégico da comunicação na promoção do direito à educação, na ampliação do acesso à informação de interesse público e no fortalecimento do vínculo entre Estado e sociedade.
Parte da programação será disponibilizada na playlist Encontro Nacional de Gestores de Comunicação, no canal do MEC no YouTube, para que outros profissionais tenham contato com o conteúdo. O MEC também se prepara para dar continuidade à iniciativa por meio de reuniões virtuais com comunicadores das redes federais, estaduais e municipais de educação. O objetivo é aprofundar os debates iniciados no evento em temas específicos. Um dos encontros, previsto para o primeiro semestre de 2026, orientará os gestores de comunicação da educação sobre o defeso eleitoral.
A iniciativa é da Assessoria de Comunicação Social (ACS), da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Foram parceiros do evento o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Programação – Durante a cerimônia de abertura, na terça-feira (2), o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a importância do evento e o papel central dos profissionais de comunicação no fortalecimento das instituições. “Esse encontro é a união de todas as instituições. É um momento de integração, experiência e conhecimento. O tema deste ano representa o papel transformador da educação. Vocês são responsáveis por levar essa comunicação para a comunidade interna das instituições e para a população. São profissionais muito importantes para o ministério”.
A cerimônia de abertura também contou com a presença do secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David; do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios; da presidente do Conselho Nacional de Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Ana Paula Giraux; da secretária de Comunicação da Undime, Anderlúcia Castro; e da secretária-executiva da Andifes, Lívia Leite.
O primeiro dia de programação também contou com uma conferência sobre como a comunicação estratégica pode contribuir para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ministrada por Rafael Figueiredo, da Prefeitura do Recife. No período da tarde, houve apresentação de diversos cases, como “Silveira: o mascote da causa animal, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)”; e “Projeto UFC – 70 Anos da Universidade Federal do Ceará (UFC)”.
Também foram discutidas iniciativas de linguagem simples do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes); e a experiência da Undime na transformação de tendências em estratégia de comunicação. A programação terminou com a oficina “Educação com responsabilidade no YouTube”, conduzida por Amanda Berezoski, líder da Vertical de Educação no YouTube.
O segundo dia foi marcado pelo painel “Linguagem simples não é o que você acha que é”, com Patrícia Roedel, da Câmara dos Deputados; além da conferência “A comunicação pública orientada para o direito à informação”, com Eugênio Bucci, professor da Universidade de São Paulo. Os participantes também ouviram a secretária de Estratégia e Redes da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Mariah Queiroz, no painel “Redes sociais na comunicação pública”; e a especialista em publicidade e marketing digital da Meta, Lilian Estevanato, que ministrou oficina sobre “Tecnologias Meta, estratégias de criação de conteúdo, segurança e governança de contas, multimeios”.
No último dia (4), os gestores de comunicação das instituições federais de educação profissional e tecnológica e de educação superior participaram do painel “Análise de narrativas de educação na imprensa e redes sociais”, com Ana Klarissa Leite e Aguiar, da Nexus/FSB, além da mesa-redonda “Da carreira específica ao cargo amplo: caminhos para os perfis de comunicação”, com Nilva Carmo, Eduardo Batista e Rafael Gonçalves, todos do MEC.
O evento foi encerrado pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, que reforçou a importância da sinergia entre as instituições federais ligadas ao MEC e da comunicação pública como ferramenta estratégica no diálogo entre as instituições e seus públicos. “O Governo Lula tem trabalhado no fortalecimento, no reconhecimento e, brevemente, na ampliação das equipes. Comunicação pública é informação e inclusão em prol da educação pública, gratuita e de qualidade”, afirmou.
Álbum de Fotos | 2/12/25
Álbum de Fotos | 3/12/25
Álbum de Fotos | 4/12/25
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Salvador reúne história, cultura, gastronomia e tradições que encantam visitantes durante todo o ano
Fundada em 1549, Salvador (BA) foi a primeira capital do Brasil e o centro administrativo da América Portuguesa por mais de dois séculos. Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1985, o Centro Histórico preserva igrejas, conventos, largos e casarões ligados à história política, econômica e cultural do país.
A posição estratégica entre a Baía de Todos-os-Santos e o Oceano Atlântico transformou a cidade em um dos principais portos da colônia portuguesa, marcado pelo comércio de açúcar e pela chegada de milhares de africanos escravizados.
Hoje, Salvador reúne patrimônio histórico, gastronomia, música, festas populares e manifestações religiosas que mantêm vivas diferentes influências culturais.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu Salvador pela preservação do traçado original da Cidade Alta e de um dos mais importantes conjuntos urbanos coloniais das Américas. O Centro Histórico reúne igrejas, conventos, prédios públicos e casarões construídos entre os séculos 17 e 19.
O título também considera o papel da cidade como ponto de encontro entre culturas europeias, africanas e indígenas, herança presente na arquitetura, na religiosidade, na gastronomia, na música e nas tradições locais.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
-
Pelourinho: um dos principais cartões-postais de Salvador, reúne casarões coloridos, igrejas históricas, museus, centros culturais e apresentações artísticas.
-
Elevador Lacerda: liga a Cidade Alta à Cidade Baixa e oferece uma das vistas mais conhecidas da Baía de Todos-os-Santos.
-
Catedral Basílica de Salvador: uma das igrejas mais importantes do país, conhecida pelo interior ricamente ornamentado.
-
Igreja e Convento de São Francisco: considerada uma das maiores expressões do barroco brasileiro, destaca-se pelos detalhes em ouro e pelo conjunto artístico.
-
Largo do Terreiro de Jesus: reúne importantes construções históricas e é um dos principais pontos de encontro do Centro Histórico.
-
Museu da Misericórdia: instalado em um edifício histórico, apresenta parte da história da cidade e da Santa Casa da Bahia.
-
Mercado Modelo: localizado na Cidade Baixa, reúne lojas de artesanato, gastronomia típica e vista para a Baía de Todos-os-Santos.
-
Basílica do Senhor do Bonfim: um dos principais símbolos religiosos da Bahia, conhecida pelas fitinhas coloridas e pela tradicional Lavagem do Bonfim.
-
Casa do Carnaval da Bahia: museu interativo dedicado à história da maior festa popular da cidade.
Quando visitar
Salvador recebe visitantes durante todo o ano, mas alguns períodos tornam a experiência ainda mais especial:
-
Carnaval (fevereiro ou março): considerado um dos maiores do mundo, reúne trios elétricos, blocos e apresentações em diferentes circuitos da cidade.
-
Festa de Iemanjá (2 de fevereiro): realizada no bairro do Rio Vermelho, reúne milhares de fiéis e visitantes, que levam flores e oferendas ao mar em homenagem à Rainha das Águas.
-
Lavagem do Bonfim (janeiro): cortejo que percorre cerca de oito quilômetros até a Basílica do Senhor do Bonfim, tradição que reúne manifestações religiosas e culturais há mais de 250 anos.
-
Semana Santa: igrejas históricas recebem celebrações religiosas e programação especial.
-
Festival da Primavera (setembro): espalha shows, apresentações culturais, gastronomia e atividades ao ar livre em diferentes bairros da capital.
Ao longo do ano, Salvador também recebe festivais gastronômicos, eventos culturais, festas populares e manifestações religiosas que movimentam o Centro Histórico.
Como chegar
Salvador conta com um dos principais aeroportos do Nordeste e recebe voos diretos das principais capitais brasileiras e de destinos internacionais.
Quem chega de avião desembarca no Aeroporto Internacional de Salvador, a cerca de 30 quilômetros do Centro Histórico. O trajeto pode ser feito de carro, táxi, transporte por aplicativo ou ônibus.
Para quem viaja de carro, o acesso é feito principalmente pelas rodovias BR-324 e BR-101, que conectam a capital baiana a diferentes regiões do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


