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Gestores públicos e especialistas debatem políticas migratórias em encontro no MJSP

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Brasília, 24/06/2025 – Gestores públicos, pesquisadores e especialistas em migração participaram da 1ª Sessão de Discussão sobre Temas Migratórios, nesta terça-feira (24), no auditório Tancredo Neves, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília (DF). O evento marcou o início de uma série de encontros que serão promovidos pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) para fortalecer a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento dos desafios relacionados aos fluxos migratórios.

Fruto de parceria com o Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), a iniciativa integra estratégia institucional para promover uma abordagem intersetorial, técnica e academicamente fundamentada sobre o tema. A proposta é consolidar um espaço permanente de reflexão crítica e qualificada para a implementação da Política Nacional de Migração, Refúgio e Apatridia.

O secretário Nacional de Justiça, Jean Keiji Uema, disse que o Governo Federal vai publicar em breve o decreto da política que regulamentará a Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017). Segundo ele, o Brasil está em um ciclo decisivo e que é um compromisso do Estado garantir os direitos e fortalecer a governança migratória.

“A migração é um fenômeno global, que assume novas dimensões diante de desafios como mudanças climáticas, conflitos armados, transições energéticas e desigualdades socioeconômicas”, disse Uema. O secretário completou dizendo que o Brasil precisa se preparar para esse cenário com políticas públicas baseadas em evidências e construídas a partir do diálogo entre governo, academia e sociedade civil.

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“O objetivo é construir, de forma integrada, um entendimento mais sólido e qualificado sobre a matéria migratória no Brasil. Esta primeira sessão é sobre a trajetória histórica e legislativa que moldou a atuação do Estado brasileiro, inclusive com os avanços recentes que culminam na formulação da Política Nacional de Migração, Refúgio e Apatridia”, enfatizou a diretora de Migrações, Luana Medeiros.

Debates temáticos

O coordenador do OBMigra e professor da Universidade de Brasília (UnB), Leonardo Cavalcanti, explicou que compreender a política migratória brasileira exige olhar para a história com profundidade e espírito crítico e que a legislação, os fluxos e as políticas de inserção não são construções aleatórias. Elas refletem contextos sociais, econômicos e geopolíticos específicos. “Entender esse percurso é essencial para que possamos formular políticas públicas fundamentadas, contínuas e ajustadas à realidade contemporânea”, explicou.

A declaração do professor ocorreu durante palestra na primeira mesa do evento, quando foi apresentada uma pesquisa historiográfica sobre o marco normativo da política migratória brasileira. A pesquisadora da UnB Aline Araújo apresentou os normativos.

À tarde, ocorreram duas mesas temáticas. Uma delas abordou os fluxos migratórios da chamada Grande Migração, que compreende o período do final do século XIX e até a Segunda Guerra Mundial. O debate foi mediado pela chefe de divisão do Departamento de Migrações (Demig), Sarah Lemos, e contou com as apresentações dos professores e especialistas em história social e movimentos migratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro Helion Póvoa Neto e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Luís Reznik.

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Durante a última mesa do encontro, foram discutidas as mudanças no cenário migratório no período pós-industrial. Os participantes destacaram marcos como a Segunda Guerra Mundial, o regime de exceção, o Estatuto do Estrangeiro, a Lei de Migração e a atual Política Nacional de Migração, Refúgio e Apatridia. Os debates foram conduzidos pelas professoras e pesquisadoras da UnB Carolina de Abreu Claro e da UERJ Érica Sarmiento.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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