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Governo Federal e Microsoft ampliam parceria da Escola do Trabalhador 4.0 até 2030
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Microsoft firmaram, nesta segunda-feira (3), um novo acordo de cooperação que prorroga até 2030 a parceria da Escola do Trabalhador 4.0 e quase dobra o número de vagas ofertadas, passando das 5,5 milhões atuais para 10 milhões. O documento foi assinado por ambas as instituições, em ato celebrado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e pelo líder global de Habilidades Digitais da Microsoft Elevate, Somanna Palacanda.
Nessa nova fase, o acordo também prevê a possibilidade de incluir as tecnologias de inteligência artificial (IA) da Microsoft no sistema EmpregAI — ferramenta do MTE que realiza a intermediação de mão de obra via Carteira de Trabalho Digital, cruzando o perfil, competências e histórico do trabalhador com as vagas disponíveis na rede do Sistema Nacional de Emprego (Sine). A cooperação prioriza a precisão no pareamento, a transparência e a proteção de dados (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD). Essa atualização vai apoiar o órgão na tomada de decisões mais rápidas e justas para trabalhadores e empregadores, aprimorando a compatibilidade de competências dos trabalhadores com as vagas disponíveis na plataforma, além de recomendar cursos para ampliar as oportunidades de quem busca emprego.
Durante a assinatura do acordo, também foi anunciado que está em tratativas com o Ministério da Justiça a possibilidade de disponibilizar a plataforma da Escola do Trabalhador 4.0 para internos do sistema prisional. A iniciativa se apoia no artigo 126 da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), que permite a chamada remição da pena — mecanismo pelo qual o encarcerado pode reduzir o tempo de prisão por meio da frequência escolar ou da educação profissionalizante.
O ministro Luiz Marinho enfatizou que vivemos na era da tecnologia e que o domínio do conhecimento digital tornou-se essencial não apenas para atividades profissionais, mas também para tarefas cotidianas. “Essa cooperação com a Microsoft é fundamental, pois, por meio da Escola do Trabalhador 4.0, estamos levando educação digital gratuita a todo o país, preparando os trabalhadores para as transformações do mundo do trabalho. Garantir uma transição justa no mercado exige inclusão digital, para que as desigualdades sociais não se aprofundem ainda mais”, afirmou.
A plataforma da Escola do Trabalhador 4.0 integra o Caminho Digital, no âmbito do Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional, iniciativa do MTE. O Caminho Digital tem como objetivo preparar os trabalhadores para os desafios do mercado atual, marcado pela transformação digital e pela demanda por novas competências, como letramento digital, inteligência artificial e programação — cursos oferecidos gratuitamente na plataforma.
A parceria entre o MTE e a Microsoft teve início em 2021 e ganhou destaque a partir de 2023, quando o número de matrículas na plataforma saltou de 600 mil para 2,1 milhões, em outubro de 2025. “Em setembro de 2024, a Microsoft assumiu o compromisso de capacitar 5 milhões de pessoas em habilidades de IA. Hoje, pouco mais de um ano após o anúncio, mais de 4 milhões de brasileiros foram treinados. A nossa colaboração com o MTE é uma das iniciativas que nos possibilitou alcançar esse número, o que demonstra o interesse dos cidadãos em desenvolver competências ligadas à tecnologia. Estamos honrados e animados em ampliar ainda mais o potencial dessa cooperação”, afirmou Somanna Palacanda.
Indicadores de empregabilidade
De acordo com os indicadores de empregabilidade da plataforma, 57,7% dos alunos estavam desempregados ao iniciar algum curso. Desses, 13,6% conseguiram emprego ou aumento de renda e, entre eles, 35,6% ingressaram especificamente na área de Tecnologia da Informação (TI). Entre os que conquistaram avanços profissionais, 68,1% obtiveram emprego com carteira assinada.
Um exemplo é Eli Carlos Silva e Souza, morador de Belém (PA), que fez o curso de inteligência artificial e conseguiu se reinserir no mercado de trabalho. “Foi por meio da plataforma que tive meu primeiro contato com inteligência artificial e com muitos outros cursos que impactaram diretamente meu crescimento profissional e minha perspectiva de futuro. Acredito que o conhecimento transforma vidas, e essa iniciativa é prova disso”, afirma.
Entre os trabalhadores que já estavam empregados, 17,2% relataram que foram promovidos, mudaram de emprego ou tiveram aumento de renda após os cursos. Desses avanços, 61,9% ocorreram na área de TI. Esley Barbosa Ramos, de Teresina (PI), também viu sua carreira avançar após passar pelos cursos da Escola do Trabalhador 4.0. “Concluí cursos de Excel, Inteligência Artificial, entre outros, e eles me ajudaram muito a conseguir uma promoção salarial”, conta.
Sobre a Escola do Trabalhador 4.0
A Escola do Trabalhador 4.0 oferece cursos online e gratuitos voltados ao desenvolvimento de competências digitais e à inserção profissional na chamada Economia 4.0. Atualmente, a plataforma disponibiliza 190 cursos, distribuídos em nove categorias e 39 trilhas educacionais, totalizando 778 horas de capacitação.
Os cursos podem ser realizados a qualquer hora e de qualquer lugar, conforme a disponibilidade do aluno, e não há exigência de escolaridade mínima. Ao final de cada curso, os participantes recebem um certificado de conclusão conferido pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Microsoft.
Os alunos também têm acesso gratuito ao Microsoft 365 (Word, Excel e PowerPoint) e contam com a ClaudIA, ferramenta de orientação de carreira que recomenda trilhas personalizadas conforme o perfil e os objetivos profissionais.
Categorias temáticas dos cursos:
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Inteligência Artificial
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Letramento Digital com IA
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Fundamentos e Produtividade com IA
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Introdução à Programação
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Profissionalizantes
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Avanços em TI
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Empregabilidade com IA e Sustentabilidade
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Educação Financeira (XP)
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Dynamics 365 (Certificação Microsoft)
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GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios
Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.
Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.
Energia, gás e logística em debate
A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.
Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.
Setor produtivo participa do debate
Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.
Nova Agenda
A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.
A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.
Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços



