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MEC anuncia R$ 9 mi para credenciar IFs como Unidades Embrapii

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O Ministério da Educação (MEC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) anunciaram, na terça-feira, 2 de setembro, durante abertura da Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Científica (Reditec), em Bonito (MS), chamada exclusiva para o credenciamento de até três Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) como Unidades Embrapii. As propostas devem ser submetidas à Embrapii até 19 de setembro.

Os grupos credenciados estarão habilitados a receber recursos financeiros para prospecção e execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), em parceria com empresas do setor industrial. O investimento do MEC na iniciativa é de R$ 9 milhões. Os recursos serão investidos em um plano de ação de até quatro anos, podendo ser renovado. O resultado será divulgado no dia 20 de março de 2026.

A iniciativa tem como objetivo potencializar a capacidade de inovação dos IFs, conectando suas competências científicas e tecnológicas às demandas da indústria nacional. A chamada foi desenhada para ampliar a capilaridade e o impacto da Embrapii no país, seguindo diretrizes específicas definidas pelo MEC.

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, destacou a importância da ação para fortalecer o ecossistema de inovação e a pesquisa aplicada na educação profissional e tecnológica (EPT) brasileira.

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Para o diretor-presidente da Embrapii, Alvaro Prata, esse modelo de parceria tem se mostrado exitoso. “As entidades de ensino e pesquisa que atuam como Unidade Embrapii têm apresentado menos evasão escolar, pois são mais atrativas para os estudantes e oferecem mais oportunidades de inserção no mercado de trabalho”, explicou.

Critérios de avaliação – Os IFs que já contam com um grupo de pesquisa credenciado junto à Embrapii não serão elegíveis nesta oportunidade, com o objetivo de priorizar a entrada de novas instituições e, assim, expandir a rede de inovação. Cada instituição poderá submeter apenas uma candidatura, que estará aberta a propostas de qualquer área tecnológica, reconhecendo a diversidade e a especialização dos IFs em diferentes setores.

Cada entidade deve definir uma área de competência tecnológica e comprovar infraestrutura de PD&I para atuação, além de atestar capacidade técnica da equipe. Também será exigida comprovação de experiência no desenvolvimento de projetos com empresas industriais.

No dia 9 de setembro, às 15h (horário de Brasília), será realizado webinário para detalhamento da chamada e esclarecimentos no canal da Embrapii no YouTube.

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Rede – Das 91 unidades credenciadas, os IFs e as universidades federais representam 47% da rede de inovação da Embrapii, sendo 14% formada pelos IFs e 33% pelas federais. Até o

momento, os IFs contam com 469 projetos contratados, 422 empresas atendidas e R$ 364 milhões mobilizados em inovação (valor corrigido pelo IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). As universidades federais contam com 1.111 projetos, 776 empresas atendidas e R$ 2,16 bilhões alavancados em inovação (valor corrigido pelo IPCA).

Somando as instituições federais de ensino, a rede Embrapii conta com 1.580 projetos, 1.172 empresas atendidas e R$ 2,53 bilhões mobilizados para inovação. Em 12 anos de atuação, a Embrapii já investiu R$ 6,59 bilhões em pesquisas para promover a inovação na indústria brasileira, com 3.450 projetos contratados e 2.345 empresas atendidas.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) e da Embrapii

Fonte: Ministério da Educação

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GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios

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Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.

Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.

Energia, gás e logística em debate

A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.

O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.

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Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.

Setor produtivo participa do debate

Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.

Nova Agenda

A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.

A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.

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Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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