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Grupo Móvel do MTE completa 30 anos na Luta Contra o Trabalho Escravo

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O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), coordenado pela auditoria-fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), completa 30 anos de atuação nesta quarta-feira, 15 de maio. Consolidado como uma das principais políticas públicas de enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão o GEFM já realizou, desde sua criação em 1995, mais de 8 mil operações, que resultaram no resgate de mais de 66 mil trabalhadores submetidos a condições degradantes, jornadas exaustivas, servidão por dívida e outras formas contemporâneas de escravidão.

As ações do GEFM são articuladas com envolvimento do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU), da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre vários outros parceiros institucionais convidados a participar das ações de forma integrada e interestadual, uma marca da política pública, reconhecida nacional e internacionalmente por sua efetividade.

No início da série histórica de registros das ações (2003 e 2024) foram mais de R$ 157 milhões pagos em verbas trabalhistas e rescisórias a trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão. Este ano, já são 419 pessoas resgatadas pelo Grupo, com o pagamento de mais de R$ 828 mil em verbas devidas aos trabalhadores.

Avanços e os desafios – Em comemoração às três décadas do Grupo foi realizado em Brasília no dia 13 de maio o seminário “30 anos do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM)”, promovido pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). O evento, divido em dois painéis, reuniu auditoras e auditores-fiscais do Trabalho e especialistas para rememorar a origem do Grupo e debater os avanços e os desafios atuais da política pública de erradicação do trabalho escravo contemporâneo no país. Na abertura, Felipe Brandão, Secretário de Inspeção do Trabalho destacou o protagonismo da auditoria-fiscal do Trabalho na garantia de direitos fundamentais no mundo do trabalho.

Para o Coordenador-Geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravizado e Tráfico de Pessoas, André Roston, “celebrar os 30 anos do Grupo Especial de Fiscalização Móvel é reconhecer a coragem, a persistência e a capacidade de inovação de dezenas de auditoras e auditores-fiscais do Trabalho que, ao longo dessas três décadas, enfrentaram a escravidão contemporânea nos rincões mais remotos do país. É também reafirmar nosso compromisso com uma política pública que evoluiu, se fortaleceu e hoje se espalha por todas as regiões do Brasil, mobilizando o Estado e a sociedade civil em defesa da dignidade humana”, afirmou aos presentes.

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Paineis

O primeiro painel do evento, intitulado “O Início da Móvel”, contou com a participação de nomes históricos da trajetória de combate ao trabalho escravo contemporâneo. O auditor-fiscal aposentado Mário Lorenzoni relatou a experiência pioneira da primeira operação fiscal voltada exclusivamente ao enfrentamento desse crime. A auditora-fiscal Cláudia Márcia Brito, também aposentada, representou a primeira geração de coordenadoras do Grupo Móvel, relatando os desafios de estruturar uma política pública inédita, marcada por riscos, falta de protocolos e dificuldades operacionais. O auditor-fiscal Márcio Leitão, da Gerência Regional de Uberlândia (MG), compartilhou sua trajetória desde a integração às primeiras equipes até sua atuação atual, reforçando o papel das unidades regionais no combate ao trabalho escravo. Encerrando o painel, o jornalista e diretor-presidente da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, destacou a importância da sociedade civil na consolidação do reconhecimento oficial da escravidão contemporânea no Brasil e na sua articulação estratégica para o enfrentamento dessa grave violação de direitos humanos.

O desenrolar da política pública

O segundo painel, “O Desenrolar da Política Pública”, reuniu auditoras e auditores-fiscais do Trabalho que atuam diretamente na política de combate ao trabalho escravo. Marcelo Campos, Coordenador de Interlocução e Articulação da Coordenação-Geral para a Erradicação do Trabalho em Condições Análogas às de Escravizado e Tráfico de Pessoas (CGTRAE), destacou marcos importantes da trajetória institucional, ressaltando aprendizados acumulados ao longo de quase três décadas. Jamile Virginio, também da CGTRAE, reforçou o caráter nacional e transversal da política, presente em todos os setores econômicos e regiões do país. Liane Durão, da Superintendência Regional do Trabalho na Bahia, abordou a descentralização da metodologia da Móvel, hoje incorporada pelas unidades regionais da Inspeção do Trabalho. Cynthia Saldanha, da Superintendência Regional de Minas Gerais, detalhou a experiência das fiscalizações no trabalho doméstico, evidenciando a vulnerabilidade social e de gênero das vítimas e os avanços alcançados por meio da articulação interinstitucional. Gislene Stacholski, coordenadora de equipe do Grupo Móvel desde 2015, encerrou o painel explicando o significado do “E” na sigla GEFM — de “Especial” — como símbolo de uma atuação estratégica, articulada e de alta complexidade, que segue essencial para a proteção dos direitos humanos no mundo do trabalho.

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Exposição Fotográfica: sobre o peso das correntes

No hall de entrada do prédio do Ministério do Trabalho e Emprego é possível conferir 21 fotografias do auditor-fiscal do Trabalho, Sérgio Carvalho.

Todas as imagens foram produzidas durante operações de combate ao trabalho escravo em todas as regiões do país nas últimas décadas. Sérgio Carvalho é documentarista e participa de ações em combate à escravidão desde 1996.

Homenagem aos pioneiros

Ao final do evento, uma emocionante homenagem foi direcionada aos ex-chefes da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho em Condições Análogas à de Escravizados e Tráfico de Pessoas, em reconhecimento à sua contribuição decisiva de cada um para a consolidação dessa política pública. Também foram reverenciados os pioneiros dessa trajetória: Mário Lorenzoni, responsável pela primeira operação de combate ao trabalho escravo contemporâneo no país, e o emblemático trio de auditores e auditoras que compuseram a primeira geração de coordenadores do Grupo Móvel — Valderez Monte, Cláudia Márcia Brito e Marinalva Dantas —, cuja atuação corajosa e visionária lançou as bases de uma das mais reconhecidas iniciativas brasileiras de proteção aos direitos fundamentais.

O conteúdo do seminário está disponível aqui

https://www.youtube.com/watch?v=soHi3p7ECvs

Grupo Móvel de Fiscalização Móvel

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) é uma força-tarefa coordenada pela auditoria-fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, com atuação articulada e interestadual no combate ao trabalho análogo ao de escravo no Brasil. Criado em 1995, o Grupo Móvel é composto por equipes de auditores-fiscais do Trabalho que, em parceria com instituições como o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal, a Defensoria Pública da União, entre outros órgãos, realizam operações em locais de difícil acesso e onde há indícios de violações graves de direitos trabalhistas. Reconhecido internacionalmente, o GEFM atua de forma estratégica e sigilosa, com metodologia própria, garantindo o resgate de trabalhadores em condições degradantes e a responsabilização dos empregadores.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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