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IFAP receberá primeiro campus fluvial do Brasil
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Com o intuito de expandir a educação profissional e tecnológica (EPT) e levar oportunidade para as populações tradicionais do Amapá, os ministérios da Educação (MEC) e da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) estão discutindo a implantação do primeiro campus fluvial do Brasil para o Instituto Federal do Amapá (IFAP). O objetivo é atender melhor as comunidades ribeirinhas e reduzir a desigualdade educacional no estado.
O campus está sendo pensado para ofertar cursos nas áreas de sistemas de energias renováveis, agricultura familiar, condução de turismo, pesca e áreas correlatas para atender à demanda local que se concentra em atividades rurais e extrativistas. Cerca de 800 vagas devem ser ofertadas por ano nas diversas modalidades de ensino, garantindo o acesso à educação técnica e tecnológica, profissionalização, pesquisa, extensão e inovação. Ao mesmo tempo, serão geradas oportunidades para ingresso no serviço público por meio de concursos e seleções de profissionais docentes e técnicos.
Em maio de 2025, o reitor do Instituto Federal do Amapá, Romaro Silva, apresentou a ideia do campus fluvial ao MIDR. Após diálogo com representantes do MEC, foi autorizado o início do processo de licitação. “Nós estamos autorizando o reitor a tomar todas as providências para licitar esse novo campus porque eu acho que vai ser uma experiência inovadora que vai poder percorrer todo o território da Amazônia e atender comunidades mais distantes, levando ensino técnico, profissionalizante e oportunidades para a nossa juventude no estado do Amapá e na Amazônia”, anunciou o ministro Camilo.
A unidade será voltada ao atendimento de comunidades ribeirinhas no estado do Amapá, com ênfase no Arquipélago do Bailique, que abrange oito ilhas e mais de setenta comunidades, mas a expectativa é que o campus possa contemplar também parte da Ilha do Marajó (PA). “Essa conquista é fruto de um sonho coletivo. E é justamente esse espírito de união que tem tornado possível garantir o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade para mais pessoas, especialmente para aquelas que mais precisam. Agora, iniciamos de forma imediata o processo de licitação para dar vida ao nosso tão esperado Campus Fluvial”, disse o reitor do Ifap.
O ministro do MIDR, Waldez Góes, celebrou a notícia. “Sou ribeirinho, amazônida, nascido na beira do rio. Ter a primeira unidade fluvial do Instituto Federal de Educação para atender os ribeirinhos, a partir de um pleito organizado pelo instituto do Amapá, autorizado pelo ministro Camilo e pelo presidente Lula, é motivo de comemoração”, declarou.
O formato fluvial do campus sinaliza uma estrutura pensada para o acesso por embarcação, atendendo diretamente as comunidades locais ou até mesmo as mais isoladas para a oferta de cursos de qualificação profissional, desde a formação inicial e continuada (FIC) até a graduação ou pós-graduação. Esse modelo representa adaptação à logística regional, levando o ensino até quem vive às margens dos rios e longe dos grandes centros urbanos.
“Eu sempre apoiei a Universidade Federal do Amapá e sou um apoiador do Instituto Federal, porque ele nasce já na comunidade, fazendo extensão. Se hoje nós estamos com cobertura em quase 100% do estado com a educação superior, devemos muito à estratégia do Ministério da Educação, do presidente Lula, de expandir a rede do Instituto Federal de Educação, dando oportunidade a homens, mulheres, trabalhadores, filhos de trabalhadores, para acessar o nível superior”, ressaltou o ministro Waldez.
Campus em Mazagão – O MEC também analisa a possibilidade da construção de mais um campus do Ifap, em Mazagão. “É uma demanda justa e importante. Vamos trabalhar muito para que a gente possa levar esse campo do Mazagão. É um sonho do presidente Lula chegar a mil campi e Institutos Federais em todo o país”, afirmou o ministro Camilo Santana.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e do MIDR
Fonte: Ministério da Educação
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MEC Livros aumenta acervo para 25 mil obras
O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira, 23 de abril, a expansão do MEC Livros, plataforma gratuita de livros digitais, durante cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Livro. A ampliação do acervo eleva de 8 mil para 25 mil as obras disponíveis, já a partir da sexta-feira (24). Junto ao Ministério da Cultura (MinC), a pasta também assinou, na ocasião, portaria que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026-2036.
O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do ministro da Educação, Leonardo Barchini; e da ministra da Cultura, Margareth Menezes; que também entregaram o Prêmio VivaLeitura aos ganhadores da 9ª edição.
“Precisamos fomentar a leitura no Brasil, a leitura de autores brasileiros e a leitura sobre a história do país. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história”, apontou Barchini.
Precisamos fomentar a leitura no Brasil. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história”. Leonardo Barchini, ministro da Educação.
Além da ampliação do acervo, a plataforma passará a contar, nos próximos dias, com um novo mecanismo de empréstimo e devolução. Usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo valerá para quem já tiver concluído 90% ou mais do conteúdo e desejar encerrar a leitura antes do prazo. Atualmente, a devolução só pode ser feita após 14 dias, independentemente da conclusão da leitura. É permitido o empréstimo de até duas obras por mês por CPF.
“O processo de ampliação e melhoria do MEC Livros é contínuo. A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam rápido e queriam devolver o livro para poder pegar outro e ler mais ainda. Então, a partir de amanhã, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você também poderá começar a ler o seu livro e, se não gostou, devolver e pegar outro”, explicou o ministro.
Segundo o presidente Lula, o aplicativo cumpre o dever do Estado de garantir a produção e o acesso à cultura. “Este é o papel do Estado: dar condições para que vocês que produzam cultura, para que vocês que escrevam livros, e para que vocês, que querem ler, tenham acesso. Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro para o básico. Então, nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo quando não podem comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente para isso”, afirmou.
PNLL – O Plano Nacional do Livro e Leitura estabelece metas para ampliar o número de leitores no país até 2036. Entre os principais objetivos, está aumentar de 47% para 55% a proporção da população com hábito de leitura, além de ampliar o acesso a livros e fortalecer as políticas públicas voltadas a leitura.
O instrumento estratégico é decenal e busca organizar e fomentar iniciativas de promoção ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas no Brasil, fortalecendo a articulação entre ações educacionais e culturais. A primeira versão do PNLL foi instituída em 2006.
“O Plano segue a premissa do governo Lula de que construímos políticas públicas tendo como elemento central a participação da sociedade civil. Nesse momento em que o Brasil passa por tantas disputas, a gente sabe que investir em cultura e em educação, é investir no ser humano, é investir na esperança e no futuro desta nação”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Elaborado de forma conjunta pelo MEC e pelo MinC, o novo plano estabelece metas alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), regulamentada por decreto em 2025. Entre os principais objetivos estão ampliar o acesso ao livro em todo o país, incentivar a produção literária nacional e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro, bem como apoiar espaços de leitura, em especial bibliotecas públicas, escolares e comunitárias.
Para isso, o texto integra diversas políticas já desenvolvidas pelo Governo do Brasil, como o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), coordenado pelo MEC, responsável pela aquisição e distribuição de obras didáticas, literárias e pedagógicas para estudantes e professores da educação básica da rede pública.
PNLD – O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é a política educacional mais longeva do Brasil, criada em 1937. A iniciativa avalia e disponibiliza obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma regular e gratuita às escolas públicas de educação básica. Por meio do Decreto nº 12.021/2024, o programa foi ampliado para incluir a aquisição de acervos também para bibliotecas públicas e comunitárias – para isso, o MEC investiu R$ 24,5 milhões, alcançando a marca de 4 milhões de livros distribuídos a 4 mil bibliotecas.
- Leia mais: Bibliotecas públicas e comunitárias receberão livros do PNLD
- Leia mais: PNLD EJA volta às escolas em 2026
Apenas em 2026, o governo federal destinou R$ 2,7 bilhões para o programa, representando um aumento de 58,8% no orçamento em relação a 2022, alcançando 213 milhões de livros adquiridos. Após mais de dez anos sem chegar de forma sistemática às escolas públicas, neste ano, o PNLD voltado à educação de jovens e adultos (PNLD-EJA) foi retomado, beneficiando 13,9 mil escolas em todo o Brasil.
Prêmio VivaLeitura – O Prêmio VivaLeitura, entregue aos ganhadores no evento, reconhece experiências bem-sucedidas de incentivo à leitura em todo o Brasil. Nesta edição, cinco iniciativas foram vencedoras nas categorias bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas e bibliotecas escolares; práticas continuadas em espaços diversos; escrita criativa; e iniciativas desenvolvidas no sistema socioeducativo e prisional.
No total, 1.848 projetos foram inscritos, com participação de 782 municípios de todas as regiões do país. Os ganhadores recebem troféus e premiações em dinheiro no valor de R$ 50 mil cada. Os 20 finalistas também levam R$ 15 mil cada, totalizando R$ 550 mil em premiações. Criado em 2006, o prêmio busca valorizar projetos que utilizam o livro, a literatura e as bibliotecas como instrumentos de transformação social.
Premiado na categoria Sistema Prisional e Socioeducativo, o projeto A Leitura Liberta promove a leitura como instrumento de ressocialização, por meio de bibliotecas e oficinas nesses espaços. “Sou egresso de escola pública e da Universidade Federal da Paraíba. Foi lá que desenvolvi a pesquisa na área prisional, pois sou policial penal do estado. Hoje, enquanto gestor público, estou muito grato por tornar pública a política do programa Leitura Liberta e grato em dizer que a educação transforma vidas. Reafirmando o nome do nosso projeto, a leitura liberta”, contou João Rosas, gerente de ressocialização da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba, representante da iniciativa.
MEC Livros – Desde o seu lançamento, há pouco mais de duas semanas, o MEC Livros já atingiu a marca de mais de 586 mil usuários cadastrados e mais de 276 mil obras alugadas. Os livros disponibilizados são nacionais e internacionais, contando com lançamentos e best-sellers, além de obras do acervo do domínio público e de parcerias, que podem ser convertidas de arquivos em PDF para o formato ePub, melhorando a experiência de leitura digital.
A biblioteca digital foi organizada a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas para facilitar a experiência do usuário, como agente de IA para tirar dúvidas e oferecer sugestão de leituras e um painel de acompanhamento das obras acessadas. A plataforma também tem foco na acessibilidade, com opções de ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.
Além de permitir a personalização da leitura e o uso de notificações automatizadas sobre as obras, o aplicativo separa os exemplares por categorias, que permitem uma navegação mais assertiva. A biblioteca digital conta com quase 20 editorias e gêneros, que vão de romance e ficção a histórias em quadrinhos e literatura de cordel.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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