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IFPE é prata em olimpíada internacional de astronomia
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O investimento do Ministério da Educação (MEC) na participação de estudantes em olimpíadas de conhecimento está impactando a pesquisa nos Institutos Federais. O estudante Franklin da Silva Costa, do curso técnico de mecânica do campus Recife do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), conquistou a medalha de prata na 18ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), finalizada semana passada em Mumbai, na Índia.
A experiência foi possível graças ao edital de apoio à participação em fases internacionais de Olimpíadas Científicas para equipes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, iniciativa do MEC por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).
Único representante de escola pública e da Região Nordeste na equipe brasileira, Costa destacou o aprendizado ao longo das etapas da competição. “Foi uma experiência extraordinária, me senti adquirindo muito conhecimento, desde as fases iniciais da competição até chegar nesse prêmio”, afirmou o estudante.
O professor Guilherme Pereira, coordenador do Núcleo de Astronomia e Física do IFPE, que orientou Costa na preparação, lembra que esta é terceira vez que o instituto recebe medalhas. Segundo ele, essa conquista só foi possível porque Pernambuco é o único estado do Brasil que uma possui olimpíada sobre o tema há 15 anos, a Olimpíada Pernambucana de Astronomia e Astronáutica. “Isso mostra que a escola pública tem potencial e que vale a pena investir nessa instituição”, ressalta Pereira.
Além da prata obtida pelo estudante do IFPE, a equipe brasileira ainda conquistou um ouro (Luca Pieroni Pimenta, Valinhos/SP); outra prata (Francisco Carluccio De Andrade, (Campinas/SP); um bronze (Lucas Amaral Jensen, Itapetininga/SP); e uma menção honrosa (Giovanna Karolinna de Queiroz, São Paulo/SP).
Fonte: Ministério da Educação
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação




