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Imigrantes recebem certificados de curso de português realizado na SRTE Mato Grosso do Sul
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) entregaram certificados a imigrantes que concluíram o curso básico de Língua Portuguesa oferecido pelo programa UEMS Acolhe. A iniciativa, realizada em parceria com o Espaço do Saber da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso do Sul (SRTE/MS), atendeu 246 migrantes de 28 nacionalidades em diversos polos do estado.
Na sede do MTE em Campo Grande, doze estudantes imigrantes receberam seus certificados ao lado dos demais concluintes do programa. O curso, gratuito, teve carga horária de 60 horas distribuídas em 15 semanas. O certificado é oficial e pode, inclusive, ser utilizado para fins de naturalização no Brasil.
Entre os concluintes, está Abdul Abdellatif Yakoubi, tunisiano de 47 anos que chegou ao Brasil há nove meses. Repleto de planos, ele acredita que a fluência em português será fundamental para iniciar sua jornada no empreendedorismo. “Não vejo a hora de comprar um carrinho, vender os quitutes da Tunísia e poder me comunicar com os clientes”, contou.
A aula inaugural da turma ocorreu em março, marcando a estreia do Espaço do Saber como ambiente oficial de aprendizado. Para o superintendente Regional do Trabalho em MS, Alexandre Cantero, o espaço vai além do aspecto físico, representa um verdadeiro símbolo de transformação. “O Espaço do Saber foi criado a muitas mãos, com o objetivo de ser um ambiente permanente de qualificação e dignidade para quem busca oportunidades no mercado de trabalho. A parceria com a UEMS dá vida a essa missão”, destaca.
Além da unidade da Superintendência, o curso foi ofertado em seis polos presenciais, distribuídos em bairros de Campo Grande e nos municípios de Dourados, Cassilândia e Corumbá, além da modalidade online, com sede em Nova Andradina. Além dos migrantes, 135 colaboradores voluntários envolvidos no projeto também receberam certificação.
Do total de participantes, 57% são mulheres e 32% têm entre 25 e 34 anos. Quanto à escolaridade, 28% concluíram o ensino médio e 25% possuem ensino superior completo. Entre as 28 nacionalidades atendidas neste semestre, destacam-se venezuelanos (52,5%), bolivianos (22,2%), haitianos (15,2%) e cubanos (6,1%), além de migrantes provenientes de países como Etiópia, Colômbia, Argentina, República Dominicana, Japão, Sudão, Filipinas, Chile, Togo, Somália, Marrocos, Egito, Paraguai, Burundi e Guatemala.
Políticas públicas que conectam acolhimento e empregabilidade
O Espaço do Saber foi inaugurado em fevereiro de 2025 como uma iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso do Sul. O objetivo é oferecer cursos de língua portuguesa e capacitações profissionalizantes para imigrantes e brasileiros em situação de vulnerabilidade social.
A criação desse espaço atende a uma demanda urgente: Mato Grosso do Sul é uma das principais portas de entrada de migrantes no Brasil, recebendo 3.817 estrangeiros entre janeiro e novembro de 2024, segundo dados do Sismigra. Muitos chegam enfrentando dificuldades de comunicação e sem qualificação formal para atender às exigências do mercado de trabalho.
Ao mesmo tempo, o estado convive com um déficit significativo de mão de obra: no último ano, 24.280 vagas de emprego ficaram abertas, especialmente nos setores da indústria, comércio e serviços, conforme levantamento da Funtrab.
A Superintendência já atua na emissão de documentos, como CPF e visto de trabalho, e agora reforça sua estratégia de qualificação e integração social. “Essa ação está totalmente alinhada à agenda do trabalho decente do Estado brasileiro. O projeto contribui para a formação de cidadãos, reduz vulnerabilidades sociais e apoia diretamente o setor produtivo”, conclui Alexandre Cantero.
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Desenrola Fies 2026 renegociou R$ 3,7 bilhões
O Desenrola Fies alcançou a marca de 67.927 renegociações realizadas em todo o país. Desde o início da nova etapa do programa, em 13 de maio, foram renegociados R$ 3,71 bilhões em contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os valores reforçam o alcance da iniciativa, criada para facilitar a regularização financeira dos estudantes e reduzir os índices de inadimplência.
Os acordos firmados já resultaram na entrada de R$ 203,7 milhões aos cofres públicos, valor correspondente ao pagamento inicial exigido para a formalização das renegociações. Após a aplicação dos descontos previstos pelo programa, o saldo das dívidas renegociadas foi reduzido para R$ 792,3 milhões, representando um abatimento superior a R$ 2,92 bilhões.
Os dados demonstram uma forte adesão dos estudantes às condições especiais oferecidas pelo programa, que permite descontos de até 99% sobre o valor consolidado da dívida, dependendo do perfil do contrato e do tempo de inadimplência.
A modalidade mais procurada pelos estudantes foi a destinada aos contratos com mais de 360 dias de inadimplência e desconto de 77%, que registrou 43.891 renegociações e movimentou R$ 2,51 bilhões em saldo devedor. Também teve destaque a modalidade voltada aos estudantes inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico), com desconto de 92%, responsável por 14.388 acordos e R$ 834,1 milhões em dívidas renegociadas. Já a modalidade com desconto de até 99% contabilizou 3.835 renegociações, enquanto a opção de liquidação antecipada do saldo devedor, destinada a contratos adimplentes ou com atraso de até 90 dias, registrou 3.762 adesões.
O programa tem potencial para beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos firmados até 2017 e que estavam em fase de amortização em 4 de maio de 2026. Os interessados podem aderir à renegociação até 31 de dezembro de 2026, diretamente pelos aplicativos, plataformas digitais ou agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Condições especiais – As condições de renegociação variam de acordo com o perfil do estudante e o tempo de inadimplência do contrato. Os beneficiários adimplentes ou com atraso de até 90 dias podem quitar o saldo devedor com desconto de 12% no pagamento à vista. Para contratos com mais de 90 dias de atraso, o programa prevê abatimento de 12% sobre o valor principal, além da eliminação total de juros e multas.
Já os estudantes com débitos vencidos há mais de 360 dias podem obter descontos de até 77% sobre o saldo devedor, percentual que chega a 92% para aqueles inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Nos casos de estudantes do CadÚnico com contratos em atraso superior a cinco anos, o desconto pode alcançar 99% do valor consolidado da dívida.
Como aderir – A renegociação pode ser realizada pelos canais digitais dos agentes financeiros responsáveis pelo contrato. Após a escolha da modalidade disponível, o estudante deve aceitar eletronicamente os termos do acordo e efetuar o pagamento da entrada para que a renegociação seja efetivada. A partir da confirmação do pagamento, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplência, quando aplicável.
Fies – Criado em 2001, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) financia cursos de graduação em instituições privadas de educação superior com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, o programa passou a oferecer juros zero para estudantes com menor renda e condições de financiamento proporcionais à capacidade de pagamento dos beneficiários.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Fonte: Ministério da Educação
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