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Inclusão digital e desinformação são temas de novo episódio do podcast da Sedigi

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Brasília, 24/02/2026 – O podcast Ctrl Alt Delas, produzido pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), lançou episódio com a pesquisadora Yasodara Córdova, reconhecida internacionalmente por sua atuação em identidade digital segura e tecnologia ética. Durante a conversa, ela destaca o papel das mulheres na construção do Direito Digital no Brasil e no mundo. Ouça o episódio na íntegra aqui.

Assessora sênior de Cibersegurança da Dataprev, Yasodara compartilha sua trajetória profissional e reflete sobre os caminhos para uma transformação tecnológica mais inclusiva. Segundo ela, “não vai adiantar corrigir apenas o digital, pois o digital e a realidade formam um ciclo que se retroalimenta”, disse.

Um dos principais temas do episódio é a identidade digital. Embora a internet amplie o acesso a serviços públicos e privados, ainda existem barreiras. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o acesso muitas vezes depende de um celular adequado e de conexão à internet. “Dentro da categoria ‘portar um celular’, você cria hierarquias. Uma pessoa tem um aparelho melhor, outra não tem internet. Isso interfere no acesso”, explicou.

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A pesquisadora também chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pela população idosa diante da digitalização de serviços. “A gente precisa focar nesse público que tem mais dificuldade, com o objetivo de abraçar essas diferenças”, defendeu.

Outro ponto abordado foi a influência de sistemas automatizados na circulação de conteúdos enganosos e na formação de bolhas informacionais. Para Yasodara, é necessário aprofundar os estudos sobre os impactos dessas tecnologias na democracia e na formação da opinião pública.

Ao tratar das discriminações reproduzidas no ambiente on-line, ela ressaltou que muitas distorções têm origem nos dados usados para treinar ferramentas digitais. “Esses vieses são o impacto digital do machismo em que a gente vive”, afirmou, ao defender mudanças culturais e mais investimentos em educação.

O podcast

A primeira temporada do podcast Ctrl Alt Delas teve quatro episódios, veiculados entre o fim de janeiro e 19 de fevereiro. O programa é apresentado por Ana Laura Salles e tem produção de Janaína Gomes Lopes, coordenadora de Conformidade da Sedigi, e de Larissa Brito Alves Oliveira, chefe da Divisão de Assuntos de Gestão da secretaria.

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O episódio integra a série Mulheres no Direito Digital, que busca ampliar a visibilidade de lideranças femininas e fomentar debates qualificados sobre direitos, inovação e futuro.

Ouça os outros episódios

Solange Berto, subsecretária de Tecnologia da Informação e Comunicação do MJSP 

Lilian Cintra de Melo, advogada e ex-secretária Nacional de Direitos Digitais do MJSP

Maria Mello, coordenadora de programas do Instituto Alana

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

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As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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