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Inclusão energética ganha força em 2025 com programas que alcançam milhões de famílias brasileiras

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O ano de 2025 marcou um importante capítulo na agenda de inclusão social e ampliação do acesso à energia elétrica em todo o Brasil por meio de duas políticas estruturantes, os programas Luz do Povo e Luz para Todos (LPT). As iniciativas coordenadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) têm como objetivo ampliar direitos, reduzir desigualdades sociais e garantir que toda a população brasileira tenha acesso à energia elétrica, um serviço essencial para promoção da saúde, educação, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. 

Lançado em julho, o Luz do Povo se consolida como um dos principais programas de combate à pobreza energética, ao assegurar descontos na conta de luz para famílias em situação de vulnerabilidade e ampliar o acesso à energia em todo o país. Instituído pela Medida Provisória nº 1.300 e convertido na Lei nº 15.235, o programa substitui a antiga Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e garante gratuidade para o consumo de até 80 kWh/mês às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário-mínimo. O benefício também contempla idosos e pessoas com deficiência (PCDs) atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de famílias indígenas e quilombolas. 

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A partir de 2026, o programa será ampliado para incluir famílias com renda per capita entre meio e um salário-mínimo, que passarão a contar com a isenção da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para consumo de até 120 kWh/mês. Até agosto deste ano, o benefício atendeu 17,3 milhões de unidades consumidoras residenciais de baixa renda, equivalente a 20,7% de todas as residências do país, com custo mensal estimado de R$ 825 milhões, integralmente financiado pela CDE. 

Inclusão energética para quem mais precisa

O programa Luz para Todos segue como uma das mais bem-sucedidas políticas de inclusão energética do Governo do Brasil. Criado em 2003, o programa busca universalizar o acesso à energia elétrica em regiões rurais e remotas, especialmente na Amazônia Legal, garantindo mais dignidade, segurança e oportunidade para milhões de brasileiros. Combinando expansão da rede e instalação de Sistemas Individuais de Geração Fotovoltaica com Armazenamento em Baterias (SIGFIs), o LPT leva energia limpa e contínua a regiões onde a infraestrutura tradicional é inviável. 

Ao longo de sua trajetória, o LPT já beneficiou 3,8 milhões de famílias, alcançando cerca de 17,8 milhões de pessoas em todo o Brasil. Para 2025, o Novo Programa de Aceleramento e Crescimento (Novo PAC) prevê o atendimento de 86.308 novas unidades consumidoras, das quais 30.954 estão localizadas na região amazônica. Só neste ano, o LPT levou energia para mais de 500 mil famílias no Pará, beneficiando mais de 2,5 milhões de pessoas, com investimentos totais de R$ 6,08 bilhões.

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A atuação do programa tem permitido que comunidades ribeirinhas, indígenas e isoladas tenham acesso à energia contínua pela primeira vez. Contratos adicionais anunciados pelo MME em 2024, somando R$ 2,7 bilhões, permitirão beneficiar outras 70 mil famílias no estado do Pará.

Com essas iniciativas, o Brasil avança no enfrentamento às desigualdades regionais e na garantia de direitos fundamentais. Ao proporcionar energia confiável e acessível, o Luz do Povo e o Luz para Todos impulsionam atividades produtivas, fortalecem serviços públicos, facilitam o cotidiano das famílias e ampliam as oportunidades de desenvolvimento local, especialmente na Amazônia Legal. 

 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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