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Inclusão pra Valer debate educação de alunos com deficiência
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O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é o tema da série “Inclusão pra Valer” desta terça-feira, 8 de abril, no Canal Educação, a TV do Ministério da Educação (MEC). A série busca pensar a escola como local de valorização das diferenças, com a orientação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC (Secadi), e seu quarto episódio vai ao ar às 19h30 (horário de Brasília).
Ao longo da série, a pesquisadora em educação inclusiva Mariana Rosa recebe especialistas de diversas áreas para um bate-papo sobre a inclusão escolar de pessoas com deficiência. Neste episódio, ela conversa com a professora Virgínia Andrade, pedagoga com mais de doze anos de experiência com AEE.
Virgínia Andrade informa que o marco legal inicial do serviço de AEE está na Constituição Federal de 1988, que traz o objetivo de garantir a educação para todos os brasileiros e brasileiras. A professora diz que o uso de recursos de tecnologia assistiva começou com o intuito de incluir as diferentes necessidades em sala de aula.
Mariana Rosa e Virgínia Andrade chamam a atenção na série para o fato de o AEE estar estruturado a partir da investigação das barreiras enfrentadas por estudantes para acessar o currículo pedagógico, e não pela consideração do estudante com deficiência como um problema a ser resolvido ou mesmo reduzido a seu diagnóstico. Virgínia Andrade acrescenta que o foco deve estar nas características específicas de cada estudante, com suas potencialidades.
Mariana Rosa relembra no episódio que, de acordo com a Nota Técnica nº 4, do MEC, a exigência de laudo médico para a oferta escolar de AEE é considerada discriminação. Virgínia Andrade indica a necessidade de reforçar que, atualmente, o público-alvo desse serviço são os estudantes que se enquadram no conceito de pessoas com deficiência. Este rol inclui estudantes com deficiência física e intelectual, como aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas não pessoas com diagnóstico de dislexia ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), por exemplo.
Virgínia Andrade conta sua experiência na área e como é a formação dos professores que trabalham com AEE. A professora chama a atenção para os recursos da comunicação alternativa considerados fundamentais para cumprir o papel de mediador do professor do AEE na aprendizagem de estudantes.
A convidada também fala sobre a relação entre professores de AEE e os professores de conteúdos específicos, além da importância da articulação conjunta para garantir a educação inclusiva. Ressalta, ainda, a relevância da construção do plano de aprendizado junto com os próprios estudantes e suas famílias, incluindo a escolha dos recursos de tecnologia assistivas a serem utilizados.
Canal Educação – A TV do MEC pode ser assistida pelo canal aberto 2.3 em Brasília, no Rio de Janeiro e no Maranhão. Já São Paulo assiste pelo canal 1.3. Também é possível acompanhar a TV do MEC ao vivo pelo site do Canal Educação e pelo portal do Ministério. Além disso, é possível assistir a todas as produções do Canal Educação no YouTube. Para saber outras formas de sintonizar o canal, o público pode acessar o portal do MEC.
Serviço:
4º episódio Inclusão pra Valer – Atendimento Educacional Especializado – AEE.
Data: 8 de abril de 2025 (terça-feira)
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Reprises: 8/4 (terça): 23h30
9/4 (quarta): 6h, 13h e 20h30
12/4 (sábado): 11h30
13/4 (domingo): 21h
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Canal Educação
Fonte: Ministério da Educação
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Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado
Brasília, 12/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.
A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.
Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.
Governança permanente
A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.
Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.
A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.
Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

- Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil
Resultados reforçam papel das forças federais
O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.
A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.
A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.
Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.
As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.
A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

