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Lewandowski abre II Fórum Global sobre Violência Doméstica e Subtração Internacional de Crianças

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Fortaleza, 27/10/2025 – “No Brasil, acreditamos que o ato de proteger não pode ser limitado às fronteiras nacionais. Por isso, reafirmamos nosso compromisso com a Convenção da Haia”. A declaração foi feita pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante a abertura do II Fórum Global sobre Violência Doméstica e Subtração Internacional de Crianças, nessa segunda-feira (27), em Fortaleza (CE). O evento, que se estende até quinta-feira (30), reúne autoridades, especialistas e representantes de mais de 30 países para discutir estratégias de cooperação internacional na defesa dos direitos da infância. A íntegra da solenidade está disponível no Youtube da Escola Superior da AGU.

O Fórum é promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), e pela Advocacia-Geral da União (AGU), com apoio da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado (HCCH). Ao longo dos dias de evento, o objetivo é fortalecer a aplicação da Convenção da Haia de 1980, que trata dos aspectos civis da subtração internacional de crianças, além de promover o diálogo sobre políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica em contextos transnacionais. Um relatório final deve ser elaborado a partir dos debates.

Lewandowski destacou o papel do MJSP como Autoridade Central Administrativa Federal (Acaf), instituída em 2000, e que atua na coordenação de casos de subtração internacional de crianças e na promoção da cooperação jurídica entre países. “Desde sua criação, a autoridade central tem trabalhado de forma técnica e propositiva, contribuindo para o cumprimento das obrigações internacionais assumidas pelo Brasil”, ressaltou.

Durante o discurso, o ministro citou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Assembleia Geral das Nações Unidas, ocorrida em setembro, segundo a qual “a democracia também se mede pela capacidade de proteger as crianças e a infância”.

O ministro ainda lembrou que o Brasil iniciou discussões internas sobre a adesão à Convenção da Haia de 1996, que trata da cooperação internacional em matéria de responsabilidade parental e proteção de crianças. “Nosso objetivo é avançar na construção de instrumentos que assegurem, em todas as situações, os melhores interesses da criança”, afirmou.

Cooperação internacional

O secretário-geral da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado (HCCH), Christophe Bernasconi, elogiou o papel de liderança do Brasil na promoção do diálogo global sobre proteção infantil e destacou a importância da cooperação entre os países signatários da Convenção da Haia. “É inspirador ver tantas autoridades reunidas para discutir soluções concretas para proteger crianças e apoiar sobreviventes da violência”, disse.

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Bernasconi ressaltou ainda que “ vivemos um momento em que a cooperação internacional é essencial. Casos envolvendo violência doméstica e subtração internacional de crianças são complexos e exigem sensibilidade, coordenação e compromisso. Devemos garantir que nossas convenções continuem a servir ao seu propósito maior: proteger famílias e, acima de tudo, as crianças”.

Compromisso constitucional do Brasil

Representando a Advocacia-Geral da União (AGU), o secretário-geral de Consultoria Substituto, Flávio José Roman, destacou a relevância do Fórum e o papel do Brasil como referência internacional na aplicação da Convenção da Haia de 1980, especialmente nos casos em que há alegação de violência doméstica. Ele lembrou que a Constituição Federal, ao completar 37 anos, reafirma a dignidade da pessoa humana, a proteção da família e o combate à violência como princípios inegociáveis.

“A violência doméstica, infelizmente, ainda é um fenômeno estrutural que afeta desproporcionalmente as mulheres e impacta profundamente o desenvolvimento físico e emocional das crianças. A criança que testemunha violência também é vítima, e essa compreensão precisa iluminar nossas decisões e políticas públicas”, reforçou o representante da AGU.

Roman destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem reconhecido, em decisões recentes, que situações de violência doméstica podem configurar exceção ao retorno imediato da criança, prevista no artigo 13 da Convenção da Haia. “Esses precedentes harmonizam o direito internacional com a realidade da violência de gênero e demonstram o compromisso do Estado brasileiro com o melhor interesse da criança”, concluiu.

Justiça de gênero

Durante a cerimônia, a ativista Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica e inspiradora da Lei nº 11.340/2006, reforçou a necessidade de manter viva a defesa dos direitos das mulheres e crianças. “Esta lei é uma conquista viva, mas precisa ser constantemente defendida e efetivada”, afirmou.

Maria da Penha também destacou o papel do Instituto que leva o seu nome, criado em 2009, que atua na formação de profissionais, na educação para a igualdade de gênero e em campanhas de conscientização. “Combater a violência é também transformar mentalidades. A mudança começa nas escolas, nas famílias e nas instituições”, disse.

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Ao relacionar o tema da violência doméstica com o da subtração internacional de crianças, a ativista ressaltou que é fundamental que o direito internacional considere as dimensões de gênero nos julgamentos e procedimentos. “A neutralidade aparente do direito não pode servir para punir as mulheres. A proteção integral das crianças deve caminhar junto com a proteção das mulheres vítimas de violência”.

Expectativas e próximos passos

A abertura da segunda edição do Fórum, no Brasil, também contou com a presença da vice-governadora do Estado do Ceará, Jade Romero, e do desembargador federal, Rogério Fialho, que representou o Poder Judiciário, por meio da Rede dos Juízes de Haia.

O II Fórum Global sobre Violência Doméstica e Subtração Internacional de Crianças conta na programação com painéis temáticos, grupos de trabalho e apresentações de experiências práticas conduzidas por delegações de diferentes países que aderem à Convenção da Haia e instituições brasileiras.

A expectativa é que o encontro resulte em recomendações conjuntas e novos parâmetros de atuação internacional, reforçando a articulação entre países para garantir o melhor interesse da criança em situações de conflito familiar e violência.

É possível acompanhar as transmissões do II Fórum Internacional sobre Subtração Internacional de Crianças e Violência Doméstica no Canal da Escola Superior da AGU no YouTube.

Ainda sobre a programação:
28 de outubro: Fórum debate a evolução da aplicação do artigo 13(1)(b) da Convenção, com foco no impacto da violência doméstica sobre crianças e famílias e estratégias de prevenção da subtração internacional. 

29 de outubro: Sessões analisam casos com alegações de violência doméstica, avaliação de risco grave e articulação entre a Convenção da Haia de 1980 e a de 1996 sobre proteção da criança. 

30 de outubro: Fórum se dedica à avaliação dos efeitos das decisões de retorno e não retorno das crianças, aplicação do Guia de Boas Práticas do Artigo 13(1)(b) e próximos passos para fortalecer a cooperação entre autoridades centrais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro do Turismo destaca parcerias para desenvolvimento do setor: ‘não fazemos nada sozinhos’

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou nesta segunda-feira (15), que a ação conjunta entre municípios, estados e o Governo do Brasil é fundamental para o desenvolvimento do setor e para ampliar seus impactos positivos na economia e na geração de emprego e renda.

A afirmação foi feita na abertura da 9ª edição do Conexidades, realizada em Campos do Jordão (SP). O evento, que segue até a próxima sexta-feira (19), reúne representantes dos setores público e privado, incluindo gestores, empresários, especialistas e lideranças de todo o país, com o objetivo de promover debates e construir soluções voltadas ao desenvolvimento dos municípios brasileiros.

O turismo é um dos destaques do encontro, que tem como tema “Governança e Inovação Sustentável”.

“Quando a gente vem para um evento como esse, o Conexidades, podendo fazer essa interlocução com o setor produtivo, as prefeituras, as Câmaras Municipais, ou seja, dialogar com quem toma as decisões para a transformar a vida do povo, é algo muito importante. Uma das características do setor turístico é que não fazemos nada sozinhos”, afirmou Gustavo Feliciano.

Ele acrescentou que o Ministério do Turismo tem atuado em conjunto com estados e municípios para oferecer crédito para empreendedores do setor.

“Por meio do Fungetur [Fundo Geral de Turismo], por exemplo, disponibilizamos mais de R$ 1 bilhão para operações em 2026”, disse.

O Fungetur pode ser usado para financiar projetos, obras, adquirir equipamentos e capital de giro para empresas do setor. A política pública amplia as oportunidades de acesso ao crédito com condições facilitadas, contribuindo para a modernização dos serviços turísticos, a geração de emprego e renda e o fortalecimento da economia em todas as regiões do país.

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“O turismo é, acima de tudo, uma verdadeira ferramenta de inclusão social, que gera emprego, renda e proporciona dignidade nos quatro cantos deste país. Estamos no caminho certo. Como sempre diz o presidente Lula: ‘o cidadão deve estar sempre no foco das nossas ações’. O turismo brasileiro está sendo bem cuidado e temos trabalhado incansavelmente para que os nossos números continuem crescendo. O turismo tem o poder de transformar vidas. A gente vê isso acontecer na prática quando um novo hotel se instala em uma região e garante carteira assinada para um trabalhador, dando uma condição melhor para a sua família. A gente vê isso acontecer em eventos grandiosos como este aqui. São transformações reais como essas que nos movem todos os dias”, emendou o ministro.

Além de discussões voltadas à gestão pública, a programação do Conexidades reserva espaço ao debate sobre a participação das mulheres na vida pública. A agenda inclui painéis a respeito de turismo e empreendedorismo, enfrentamento à violência de gênero e a proteção de crianças e adolescentes.

Gustavo Feliciano apontou o protagonismo feminino no turismo nacional.

“As mulheres vêm assumindo um papel cada vez mais relevante no nosso setor. Hoje, elas representam mais de 52% da força de trabalho do turismo. Mais do que isso: 57% dos negócios ligados ao turismo têm mulheres no comando”, comentou o ministro, lembrando que o Fungetur proporciona condições especiais a empreendedoras turísticas em situação de vulnerabilidade por violência doméstica ou de gênero.

Segundo o ministro, a crescente participação de mulheres tem contribuído para tornar o turismo mais inovador, inclusivo e competitivo.

“São empresárias, gestoras, guias, empreendedoras que movimentam a economia e fazem esse importante segmento ser mais inovador e mais humano. Por isso, promover a participação feminina não é apenas uma questão de justiça, é uma estratégia de desenvolvimento”, defendeu Feliciano, que lembrou da realização do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo em junho deste ano, em João Pessoa (PB).

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Ele citou também o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas. nas versões em inglês e espanhol. A publicação reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo para o público feminino. No mês passado, em João Pessoa, o Ministério do Turismo lançou as versões em inglês e espanhol do material. O Guia pode ser acessado neste link.

“É muito importante que este evento tenha espaço dedicado às mulheres. Isso demonstra que construir cidades melhores significa construir cidades mais justas e mais inclusivas”, complementou.

Programação

Durante o Conexidades, haverá uma série de debates sobre os principais desafios da gestão pública, englobando temas a exemplo de inovação, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, políticas sociais e transformação digital, sempre com foco na aplicação prática e nos resultados para os municípios.

Especialistas e gestores também discutirão questões estruturais, como planejamento urbano, saúde, educação e segurança pública, além de pautas que envolvem cidades inteligentes, o uso de dados na administração pública e a adaptação às mudanças climáticas.

A proposta é incentivar a troca de experiências e a construção de soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento local em diferentes regiões do país.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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