BRASIL
Luiz Marinho defende justiça social e proteção ao trabalho na Conferência da OIT em Genebra
BRASIL
Genebra (Suíça) – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou no fim da tarde desta segunda-feira (9) da plenária geral da 113ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça. O evento reúne representantes dos 187 países membros para discutir os principais temas da agenda trabalhista global.
Na plenária, a delegação brasileira contou com a presença do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Aloysio Corrêa da Veiga; do senador Alan Rick; do ministro do TST, Fabrício Queiroz; e do procurador José de Lima, representando o Ministério Público do Trabalho (MPT), além de representantes dos trabalhadores e dos empregadores.
Luiz Marinho destacou a complexidade das transformações no mundo do trabalho e ressaltou a importância de um diálogo social efetivo, aliado à garantia dos direitos fundamentais, diante das inovações tecnológicas e das novas formas de emprego. “Estamos vivendo um momento histórico em que o trabalho se transforma rapidamente, impulsionado pelas plataformas digitais e pela economia digital”, afirmou o ministro.
Segundo ele, é urgente garantir que essas novas relações laborais respeitem os direitos previdenciários e sociais, assegurando condições dignas e proteção contra a precarização. “É essencial que o parlamento exerça plenamente seu papel institucional, garantindo equilíbrio entre os poderes e respeitando as normas que protegem o trabalhador”, avaliou o ministro. Para ele, sem respeito à legislação e às instituições, “não há desenvolvimento social e nem econômico sustentável”, completou.
Ao fim de sua intervenção na Plenária, Luiz Marinho reforçou a necessidade da atuação conjunta de governos, empregadores, trabalhadores e do Judiciário para construir soluções sólidas e inclusivas, reafirmando o compromisso do Brasil com o avanço da justiça laboral em nível global.
Estresse térmico no trabalho
Ainda durante a tarde, Luiz Marinho participou de uma sessão temática sobre os impactos do estresse térmico no ambiente de trabalho, organizada pela Confederação Sindical Internacional (CSI). O convite partiu do secretário-geral da entidade, Luc Triangle, que destacou, durante a Conferência, a importância do tema para a saúde e a segurança dos trabalhadores. “O estresse térmico é uma ameaça crescente que não pode ser ignorada. Ele compromete a saúde, aumenta o risco de acidentes e reduz a capacidade produtiva. É fundamental que países e organizações se unam para criar normas rigorosas e mecanismos efetivos de proteção”, alertou Triangle.
O ministro reforçou o alerta de Triangle, enfatizando a urgência de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde ocupacional. “É preciso investir em ações de prevenção, fiscalização rigorosa e campanhas de conscientização para evitar mortes e doenças relacionadas ao calor, especialmente em setores como agricultura, construção civil e indústria extrativa, que estão entre os mais vulneráveis ao aquecimento global”, afirmou.
América Latina e Caribe – Pela manhã, o ministro participou da reunião do Grupo Latino-Americano e do Caribe (Grulac), bloco regional que reúne representantes de 25 países com o objetivo de promover ações conjuntas. Na ocasião, Luiz Marinho ressaltou a importância da solidariedade e da integração entre os países latino-americanos para enfrentar os desafios globais relacionados ao emprego e à proteção social. “A América Latina tem um papel fundamental na promoção de um trabalho decente e na garantia de direitos. Precisamos estar unidos para compartilhar experiências e avançar na construção de políticas que reduzam desigualdades e fortaleçam a justiça social,” disse. Luiz Marinho reafirmou o compromisso do Brasil em colaborar com a criação de redes regionais eficazes de proteção ao trabalhador e de geração de emprego digno.
BRASIL
Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado
Brasília, 12/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.
A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.
Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.
Governança permanente
A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.
Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.
A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.
Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

- Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil
Resultados reforçam papel das forças federais
O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.
A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.
A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.
Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.
As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.
A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

