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Mais de 56 Maracanãs lotados: Brasil recebe 4,4 milhões de visitantes internacionais entre janeiro e abril e ultrapassa metade da meta anual
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O Brasil recebeu 4.425.888 turistas internacionais entre janeiro e abril deste ano, número equivalente a mais de 56 estádios do Maracanã completamente lotados — cada um com capacidade para 78.838 pessoas. O volume de visitantes representa um recorde histórico para o primeiro quadrimestre desde o início da série registrada em 1970, reforçando o crescente interesse pelas belezas naturais e culturais do país. Os dados são do Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur e a Polícia Federal.
Com os novos números o Brasil já atingiu mais de 64% da meta estimada para 2025, de acordo com o Plano Nacional de Turismo (PNT), que prevê a atração de 6,9 milhões de turistas internacionais nesse ano, e alcançou a metade da meta do ano final do Plano, que prevê 8,1 milhões de turistas internacionais como o total de chegadas para o ano de 2027.
“Alcançar mais da metade da nossa meta anual já nos primeiros quatro meses do ano é um sinal claro de que estamos no caminho certo. O Plano Nacional de Turismo traçou metas e ver esse avanço reforça nosso compromisso em fazer do Brasil um líder do turismo na América Latina, firmando o desenvolvimento do setor, a geração de empregos e a promoção do Brasil como um destino de referência mundial”, afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino.
Quando observado o mesmo período de 2024, a entrada de turistas internacionais cresceu 51% nos primeiros quatro meses de 2025. “O crescimento de mais de 50% na entrada de turistas internacionais é um reflexo direto do esforço que o governo federal, sob a liderança do presidente Lula, tem feito para posicionar o Brasil como um destino competitivo e desejado no cenário global. Esses números mostram que o mundo quer conhecer o Brasil, e estamos prontos para receber cada vez mais visitantes”, complementou o ministro.
Além do resultado recorde no quadrimestre, o mês de abril de 2025 se destacou com a vinda de 686.239 turistas internacionais ao Brasil, marcando um volume 72% maior que o mesmo mês em 2024. Esse crescimento representa 287.652 chegadas a mais que no ano passado para o quarto mês do ano.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, avalia o bom resultado do quadrimestre a partir do esforços que vem sendo aplicados pela agência na promoção internacional do Brasil. “A imagem positiva que o Brasil constrói no mundo é responsável direto por esse resultado. Recuperamos nossa reputação e credibilidade como um país democrático, aliado da humanidade, que tem compromisso com o futuro do planeta. Aliado a isso, nosso trabalho na Embratur tem conseguido ampliar a nossa conectividade área em patamares muito superiores ao observado no resto do mundo”, disse.
PRINCIPAIS EMISSORES – A Argentina segue liderando como principal país emissor de turistas para o Brasil no acumulado de janeiro a abril desse ano. Já são mais de 2,1 milhões de visitantes vindos do país vizinho a destinos nacionais. Logo em seguida aparecem o Chile (333.592) e os Estados Unidos (305.932), na segunda e na terceira posição, respectivamente.
Países europeus como Portugal, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha, juntos, somam 481.986 turistas que entraram por nossas fronteiras (terrestres, marítimas, fluviais e aéreas) para apreciar as maravilhas do Brasil.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026
De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026.
Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos.
Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias.
A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma.
Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova.
Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz.
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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova.
A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.
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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita.
Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema.
A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto.
Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido.
Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos.
Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita.
Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



