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Maranhão realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho nesta quinta-feira (6)
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Na próxima quinta-feira, 6 de novembro, será realizada, em São Luís, a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O evento ocorrerá das 9h às 18h, no auditório da Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA), reunindo representantes de trabalhadores, empregadores e governo para debater os desafios do mundo do trabalho e propor diretrizes que serão encaminhadas à etapa nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.
Coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Conferência é um espaço tripartite, paritário e democrático, voltado à construção de políticas públicas que promovam emprego digno, renda e proteção social.
O diagnóstico do trabalho decente no Maranhão revela avanços significativos nos últimos anos. A taxa de desocupação caiu de 14,5% em 2019 para 7,6% em 2025, e o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu, alcançando 53,9% dos ocupados. O estado também registrou aumento real dos rendimentos médios, que chegaram a R$2.180 (equivalente a 1,4 salário-mínimo), além de redução da informalidade e ampliação da cobertura previdenciária, que hoje atinge 52,8% dos trabalhadores ocupados. Outro destaque é o crescimento da taxa de sindicalização, que atingiu 9,7%, reforçando a importância do diálogo social e da negociação coletiva na construção de soluções para o mundo do trabalho.
Para o superintendente regional do Trabalho no Maranhão, Nivaldo Araújo, a realização da etapa estadual é uma oportunidade de consolidar conquistas e debater os desafios locais de forma participativa. “O Maranhão tem avançado na geração de empregos e na formalização do trabalho, mas ainda enfrenta desafios estruturais. A Conferência é o espaço ideal para fortalecer o diálogo social e formular propostas que contribuam para um mercado de trabalho mais justo, inclusivo e produtivo”, destacou.
Confira aqui o Diagnóstico da Situação do Trabalho Decente no Maranhão.
Mais informações sobre a II CNT estão disponíveis aqui.
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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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