BRASIL
MDIC amplia ações para fortalecer a bioindústria e impulsionar a inovação na Amazônia Legal
BRASIL
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) assinou, nesta semana, um Acordo de Cooperação Técnica para a implementação do Programa Inova Bioindústria Amazônica. Durante a 5ª Reunião de Diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a parceria foi formalizada junto com a divulgação do BioMapa Amazônia e da Fábrica de Bionegócios da Amazônia.
As duas iniciativas são coordenadas pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) e reforçam a estratégia do governo do Brasil de transformar a biodiversidade do país em oportunidades de inovação, agregação de valor, geração de emprego e desenvolvimento sustentável.
O Acordo de Cooperação Técnica sobre o Programa Inova Bioindústria Amazônica foi assinado entre a SEV/MDIC, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA/FUEA) e o Instituto Pró-Amazônia.
O programa busca acelerar a inovação e fortalecer a competitividade das cadeias produtivas da bioindústria na Amazônia Legal por meio da integração entre pesquisadores, empresas, associações, cooperativas, startups e fornecedores locais.
O programa será desenvolvido em dois eixos estratégicos. O primeiro prevê a implementação de projetos de inovação executados por pesquisadores qualificados em empresas, associações, cooperativas e startups da região. O segundo contempla a qualificação de fornecedores locais de cadeias produtivas estratégicas para atender às demandas de empresas âncora, fortalecendo a integração produtiva e ampliando oportunidades de negócios.
A iniciativa está alinhada às diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), à Estratégia Nacional de Economia Circular (Enec) e à Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto).
No mesmo evento, também aconteceu a divulgação do BioMapa Amazônia e da Fábrica de Bionegócios da Amazônia. O BioMapa Amazônia é uma plataforma pública de inteligência territorial e tecnológica que reúne informações estratégicas sobre as cadeias produtivas da região, integrando dados sobre produção, logística, infraestrutura, cooperativas, empresas, instituições de ciência e tecnologia, indicadores socioambientais, composição química, aplicações industriais, patentes e oportunidades de agregação de valor.
Na primeira etapa, a plataforma estruturou informações sobre dez cadeias produtivas de biomassas vegetais amazônicas e seus resíduos: açaí, abacaxi, babaçu, cacau, castanha-do-brasil, castanha de caju, cupuaçu, guaraná, mandioca e pupunha.
Além de mapear a disponibilidade dessas biomassas e sua distribuição geográfica, o BioMapa reúne informações sobre fornecedores, infraestrutura logística, instituições de pesquisa, usos atuais e potenciais, apoiando investidores, empresas, pesquisadores e formuladores de políticas públicas na identificação de oportunidades para novos bioprodutos e investimentos.
O projeto também contempla a Fábrica de Bionegócios da Amazônia, que desenvolveu uma metodologia para prospecção de moléculas bioativas da biodiversidade brasileira, identificando propriedades com potencial de aplicação industrial, como atividades antioxidantes, antimicrobianas e antifúngicas.
A secretária da SEV/MDIC, Julia Cruz, destacou que o Programa Inova Bioindústria Amazônica e o BioMapa Amazônia são iniciativas complementares para impulsionar a bioindustrialização da Amazônia e ampliar a competitividade da bioeconomia brasileira. “O fortalecimento da bioeconomia depende de instrumentos que atuem de forma integrada, afirmou.
Ao tratar do Programa Inova Bioindústria Amazônica, Julia destacou ainda que a iniciativa reforça o papel da inovação como instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável da região.
“Sustentabilidade ambiental e social atuam como vetores de competitividade. A bioeconomia precisa de instrumentos para efetivar o potencial do país, e a Amazônia tem papel central nesse processo”, afirmou.
Julia lembrou ainda que a região concentra ampla disponibilidade de biomassa e biodiversidade, com potencial para gerar valor agregado, estimular novos negócios e fortalecer a indústria nacional.
Conheça a plataforma BioMapa Amazônia
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
BRASIL
Vitória e Vila Velha aderem ao Município Mais Seguro e recebem R$ 435 mil para fortalecer as guardas municipais
Vitória, 26/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), firmou parceria com Vitória e Vila Velha (ES) para a adesão ao Programa Município Mais Seguro. A cerimônia foi realizada nesta sexta-feira (26), na capital capixaba. A iniciativa fortalece a integração entre a União e os municípios por meio de ações voltadas ao aprimoramento da segurança pública local.
Os investimentos destinados às guardas municipais ultrapassam R$ 435 mil. Serão entregues 85 kits Taser (arma de incapacitação neuromuscular), no valor de mais de R$ 354 mil. As corporações também receberão 780 espargidores (dispositivos portáteis de defesa pessoal), avaliados em mais de R$ 80 mil.
“Essa iniciativa representa a materialização de uma estratégia nacional, que reconhece os municípios como atores fundamentais na prevenção à violência e na promoção da segurança cidadã. Fortalece a atuação local, amplia as capacidades institucionais e aproxima as políticas públicas das necessidades reais da população. Trata-se do reconhecimento do papel cada vez mais relevante dos municípios e de suas guardas”, afirmou o diretor do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp) do MJSP, João Alberto Nogueira Junior.
Para o secretário de Governo da Prefeitura de Vitória, Luciano Forrechi, a parceria com o MJSP reforça que a atuação integrada entre os entes federativos é o caminho para ampliar os resultados na segurança pública. “Sem a devida atenção às guardas municipais, com certeza a sociedade enfrentaria ainda mais desafios em seu cotidiano”, afirmou.
Recursos
O Programa Município Mais Seguro prevê investimentos de cerca de R$ 170 milhões nas guardas municipais de todo o País. Desse total, R$ 100 milhões serão destinados ao Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, com a doação de armas de incapacitação neuromuscular, espargidores e coletes balísticos. Outros R$ 65 milhões serão aplicados no Projeto Nacional de Polícia Comunitária, voltado ao fortalecimento da gestão da segurança pública municipal e das guardas. Além disso, o programa destina R$ 5,6 milhões à capacitação dos profissionais. Os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).


