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MDIC e BID promovem evento voltado para Mulheres na Regulação, com objetivo de debater políticas mais inclusivas e equitativas

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Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o 7º Diálogo sobre Boas Práticas Regulatórias trouxe uma edição especial com a temática Mulheres na Regulação. Com participação da secretária-executiva em exercício do MDIC, Aline Damasceno, e da secretária de Competitividade e Políticas Regulatórias, Andrea Macera, o evento realizado nesta quinta-feira (27) promoveu uma imersão sobre o papel da mulher na construção de regulações mais inclusivas e equitativas.

“É muito importante que as mulheres assumam esses postos de liderança e consigam trazer esse olhar de que tem um público diferente aqui, que pensa de uma forma diferente”, ressaltou a secretária-executiva em exercício, Aline Damasceno. “Eventos como esse fazem com que a gente reflita sobra a importância de se ter um olhar diferenciado, de mostrar que tem um público que precisa ser ouvido para trazer uma perspectiva diferente, um impacto diferente”, complementou.

“Mais do que uma oportunidade para nos reunirmos, essa é uma forma de reconhecer todas as contribuições das mulheres que vêm conduzindo a agenda de melhorias regulatórias ao longo dos anos”, afirmou Andrea Macera, na abertura do evento. “É um desafio promover essa agenda de equidade de gênero na área de regulação, uma vez que ainda contamos com uma participação insuficiente de mulheres ligadas ao poder de decisão”, destacou.

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Dados apresentados durante o seminário apontam que, dos 52 diretores de órgãos colegiados das agências reguladoras federais, apenas oito são mulheres, o que corresponde a 15,3% das vagas disponíveis. Em instâncias superiores, a presença feminina é ainda menor. De 11 agências, apenas uma conta com uma mulher na presidência. Ao mesmo tempo, os números não refletem a presença feminina, que compõe aproximadamente 35% da força de trabalho dessas autarquias especiais.

A abertura do evento contou ainda com falas da representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Annette Kilmer, e da presidente do Instituto Mulheres na Regulação, Michelle Holperin, que destacaram a importância de que as políticas públicas com perspectivas mais diversas se tornem mais fortes e a necessidade de avançar em agendas que possibilitem a equidade de gênero.

O evento também ofereceu às participantes a possibilidade de participarem do Bootcamp Regula Melhor, um programa intensivo de aprendizado sobre temas regulatórios com o objetivo de oferecer uma experiência prática e colaborativa no entendimento do papel das mulheres na regulação, focando no desenvolvimento de competências e soluções inovadoras para construção de políticas mais inclusivas e equitativas.

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Iniciado em 2022, o Instituto Mulheres na Regulação busca conectar mulheres de todo país que atuam nessa área para promover troca de experiências e avançar a agenda de melhoria regulatória no Brasil, por meio do reconhecimento e fortalecimento da presença feminina nos mais diversos setores regulatórios.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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