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MDIC promove oficina de trabalho “Célula BIM em Ação” para modernizar o ensino de engenharia civil na UFPA
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Nos dias 13 e 14 de abril, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) realizou oficina de trabalho “Célula BIM UFPA em Ação”, na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA), com o objetivo de preparar a instituição para implementação da metodologia BIM curricular.
A instituição foi selecionada em edital lançado pelo MDIC, que coordena os esforços do governo federal para disseminação do BIM (Modelagem da Informação da Construção, na sigla em inglês), um conjunto de tecnologias e processos que torna as obras mais rápidas, econômicas e sustentáveis.
BIM é o conjunto integrado de processos e tecnologias que permite criar, utilizar, atualizar e compartilhar, colaborativamente, modelos digitais de uma construção, de forma a servir potencialmente a todos os participantes do empreendimento durante o ciclo de vida da construção. O seu uso antecipa eventuais problemas que não eram possíveis de serem identificados no método tradicional de elaboração de projetos, além de diminuir tempo de execução de obra.
A Célula BIM é um laboratório acadêmico avançado, onde professores e alunos desenvolvem planos para incorporar o BIM diretamente na grade curricular dos cursos de Engenharia Civil, Arquitetura e áreas afins.
A universidade receberá apoio financeiro e técnico completo para implantar o laboratório, que será equipado com estações de trabalho, softwares BIM, notebooks, drone, óculos de realidade aumentada e um kit de robótica. A iniciativa também inclui consultoria especializada, capacitação para o corpo docente e bolsas de estudo para alunos.
Com o objetivo preparar o corpo docente para a transição digital completa nos cursos de graduação, a capacitação conta com a mediação da professora Regina Ruschel, uma das maiores referências acadêmicas em BIM no Brasil. Sob sua orientação, os participantes estão focados em duas frentes principais:
a) Revisão do Plano de Disciplinas: Identificar como os conceitos de modelagem da informação podem ser inseridos de forma transversal nas matérias atuais.
b) Estruturação do Plano de Ação: Definição de metas e prazos para a transformação curricular efetiva, garantindo que os futuros profissionais já saiam da universidade dominando as tecnologias exigidas pelo mercado moderno.
Saiba Mais
As Células BIM são uma iniciativa estratégica do projeto Construa Brasil, do Governo Federal, que pretende melhorar o ambiente de negócio do setor da construção, incentivando as empresas a se modernizarem. Para que esse cenário se torne realidade, o projeto atua em três eixos estratégicos: a) desburocratização; b) digitalização; e c) industrialização.
O projeto Construa Brasil está alinhado à Estratégia BIM BR, que institui a estratégia para promover a transformação na indústria da construção.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



