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MEC anuncia edital voltado à preparação de estudantes ao Enem

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No Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, o governo federal anunciou a publicação de edital de chamada pública para o apoio de cursinhos populares, por meio da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). O programa será executado pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em todo o Brasil, serão R$ 99 milhões investidos em todo o país, até 2027. O objetivo da CPOP é preparar estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ampliando a possibilidade de acesso ao ensino superior de estudantes, prioritariamente oriundos de escolas públicas. O aumento do acesso ocorre por meio do fortalecimento de cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários.  

Apenas em 2025, serão investidos R$ 24,8 milhões no programa, beneficiando 5.200 estudantes. Cada um deles receberá um auxílio permanência no valor de R$ 200 mensais, para apoiar os estudos. Além disso, a CPOP prevê um apoio de até R$ 230 mil por cursinho, que abrange auxílio financeiro para a contratação de coordenadores e professores; e apoio para atividades técnicas e administrativas. Também está prevista a formação de gestores e professores voltados ao Enem e a disponibilização gratuita de materiais pedagógicos. 

Com isso, espera-se aprimorar o processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos pedagógicos exigidos no Enem e outros vestibulares. O objetivo é ampliar o acesso ao ensino superior de pessoas pertencentes a grupos socialmente desfavorecidos, prioritariamente oriundas da escola pública, com renda familiar per capita de até um salário mínimo, indígenas, pessoas com deficiência, negros ou quilombolas. 

Edital  O edital de chamada pública para seleção de cursinhos populares gratuitos é realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.  

Por meio do edital, serão selecionadas 130 propostas de cursinhos populares gratuitos, prioritariamente os que não recebem apoio financeiro direto ou indireto, voltados a preparar estudantes para o Enem e outros vestibulares para o acesso às instituições de ensino superior. Entre os objetivos específicos da iniciativa estão a promoção, por meio de apoio técnico e financeiro, da melhoria de condições de oferta dos cursinhos populares; do apoio ao trabalho de professores e coordenadores e; em especial, da permanência de estudantes no ambiente de estudos ao longo de seu período de preparação.  

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Cursinhos populares Poderão participar do edital cursinhos populares formalmente instituídos e cursinhos populares informais, por meio de instituições operadoras. No ato da inscrição da proposta, os cursinhos populares deverão apresentar, entre outros itens, uma declaração de gratuidade da oferta aos estudantes e o caráter voluntário do trabalho de seus professores e coordenadores. 

A proposta deve atender aos seguintes requisitos: comprovação de atendimento de, pelo menos, 20 estudantes; plano de alocação orçamentária para o apoio a professores e coordenadores; coerência com a finalidade da CPOP; atividades complementares relacionadas à promoção da cidadania e da saúde, combate ao racismo e capacitismo; e projeto político-pedagógico alinhado às Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM) e ao conteúdo programático do Enem, com carga horária mínima de 20 horas semanais. 

Além do auxílio permanência de estudantes no valor de R$ 200 mensais, o edital prevê um auxílio financeiro voltado para atividades técnicas e administrativas, no valor de R$ 6 mil. O período de vigência do apoio técnico e financeiro à execução das propostas selecionadas será de sete meses, a contar da assinatura de termo de adesão. Os estudantes precisam ter uma frequência mínima de 75% para recebimento do apoio permanência; e os cursinhos, uma frequência de 75% dos estudantes para recebimento do apoio.  

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Cronograma As propostas devem ser submetidas no período de 22 de abril a 6 de maio. A divulgação da relação das propostas inscritas irá ocorrer no dia 7 de maio e os recursos contra a relação de propostas inscritas devem ser feitos nos dias 8 e 9 de maio. O resultado final, após todas as etapas de recursos, está previsto para o dia 6 de junho, com a assinatura do termo de adesão e a pactuação para início de concessão de bolsas no dia 19 de junho.  

Diversidade O CPOP permite que o MEC cumpra o disposto na Lei nº 10.558/2002, que instituiu o Programa Diversidade na Universidade, e prevê a implementação e avaliação de estratégias para melhorar a performance dos estudantes socialmente desfavorecidos, especialmente dos afrodescendentes negros e dos indígenas brasileiros, ao ensino superior. O Programa Diversidade na Universidade foi regulamentado pelo Decreto 12.410, de 13 de março de 2005. 

CPOP A Rede Nacional de Cursinhos Populares apoia cursinhos populares no Brasil, garantindo suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública socialmente desfavorecidos. Ela foi instituída pelo Decreto 12.410, de 13 de março de 2025, que regulamentou o Programa Diversidade na Universidade. A CPOP tem como objetivos principais: fortalecer cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários; elaborar orientações focadas no Enem para a estruturação e a implementação de ações de formação nos cursinhos da Rede; preparar os estudantes, ampliando a possibilidade de acesso ao ensino superior, principalmente de pessoas negras e indígenas; contribuir para retomada do interesse do jovem brasileiro pelo Enem, que voltou a crescer em 2023; e contribuir para ocupação de vagas em cursos de graduação de instituições federais. 

 

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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