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MEC anuncia investimentos para a região do Cariri (CE)

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O Ministério da Educação (MEC) apresenta, nesta sexta-feira, 30 de maio, investimentos para a educação da região do Cariri, no Ceará. O ministro Camilo Santana anuncia a criação de um novo campus da Universidade Federal do Cariri (UFCA) no município de Barbalha (CE), que contará com aportes de R$ 69,8 milhões. A comitiva do MEC também inaugura o prédio da Clínica Escola da Faculdade de Medicina da UFCA em Barbalha (CE), obra que contou com orçamento total de R$ 6,3 milhões. No ato, o ministro assina ainda a ordem de serviço para a construção do Hospital Veterinário da UFCA no Crato (CE), avaliado em R$ 8 milhões recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). 

Conjuntamente, na visita, a pasta autoriza a expansão do orçamento de programas do MEC voltados à promoção da equidade educacional em um investimento de R$ 1,1 milhão, destinado a municípios da região. Além disso, Santana assina o termo de autorização do repasse de R$ 5,4 milhões, com recursos do Novo PAC, para a construção de uma nova creche em Mata dos Limas. A estrutura beneficiará 188 crianças, em turno integral. 

Novo campus A criação de um novo campus da UFCA, que será vinculado à Faculdade de Medicina da instituição, possibilitará a oferta de três cursosem fase de regulamentação psicologia, farmácia e terapia ocupacional — e outros 11 cursos na área da saúde a serem implantados paulatinamente: gestão em saúde; gestão hospitalar; fonoaudiologia; fisioterapia; educação física; biomedicina; nutrição; enfermagem; engenharia biomédica; tecnólogo em histotecnologia; e tecnólogo em vigilância em saúde. 

Esses cursos compõem uma estrutura multidisciplinar voltada à formação de profissionais qualificados para atender às demandas de saúde da região do Cariri e áreas adjacentes. Barbalha (CE) é referência na área da saúde, abrigando três hospitais de alta complexidade e a maior indústria farmacêutica brasileira de capital fechado. Esse contexto impulsiona o crescimento regional e reforça a necessidade de uma formação interdisciplinar e qualificada para atender às exigências do setor. 

A obra será realizada ao longo de quatro anos, de 2025 a 2028. O empreendimento prevê um complexo multifuncional com estrutura para graduação, pós-graduação, pesquisa, assistência à saúde e produção de insumos biomédicos.  

Clínica Escola A Clínica Escola da Faculdade de Medicina da UFCA em Barbalha (CE), inaugurada nesta sexta-feira, conta com um prédio de dois pavimentos. A obra de construção, que recebeu R$ 6,1 milhões de recurso do MEC e R$ 200 mil de emenda parlamentar para aquisição de equipamentos, incluiu a urbanização do entorno e reformas do sistema de combate a incêndio das edificações da faculdade, já existentes no estabelecido campus da universidade. O curso de medicina atualmente atende cerca de 600 alunos, com um corpo funcional de 88 docentes e 20 técnicos-administrativos.  

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Hospital veterinário A ordem de serviço assinada durante a cerimônia viabilizará a construção do hospital veterinário da instituição. A proposta abrange a construção de um complexo que incluirá um bloco administrativo, uma clínica veterinária especializada em pequenos animais, um conjunto de laboratórios modernos e um centro cirúrgico totalmente equipado.  

A iniciativa visa proporcionar aos alunos do curso de medicina veterinária uma plataforma de aprendizado prático, além de atender à demanda de cuidados médicos para animais de pequeno, médio e grande porte da região do Cariri, beneficiando diretamente a comunidade local com serviços de alta qualidade. 

Equidade Na agenda, o ministro firma, por fim, um termo de anúncio de investimentos na expansão de cursos de licenciatura e de formação em educação do campo; um termo de liberação de recurso para o Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade) nas modalidades Diversidades Água e Campo e Salas de Recursos Multifuncionais (SRM); e um termo de expansão do programa PartiuIF e de cursinho popular — todos voltados a atender as cidades da região. 

Atualmente, o MEC oferta seis cursos de formação em educação especial inclusiva e dois em educação para os direitos humanos que contam com cursistas de Barbalha. Para o ano de 2025, será implementada na cidade, a depender da adesão da rede municipal, uma nova turma do curso de formação Escola da Terra, voltado à formação continuada de professores que atuam em escolas do campo, com investimento de R$ 256 mil. 

Será ofertada, ainda, uma turma de licenciatura em educação do campo, com investimento de R$ 80 mil. Ambos os cursos acontecem em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). 

Em 2025, o município de Barbalha (CE) será atendido pelo PDDE Equidade com um repasse total de R$ 538,5 mil, distribuídos do seguinte modo: 

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  • PDDE Diversidades, linha Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer), para cinco unidades de ensino: R$18,5 mil, voltado à indução de ações antirracistas nas escolas; 

  • PDDE Água e Campo para 10 escolas: R$290 mil, para investimento em água potável e esgotamento sanitário;  

  • PDDE SRM para 12 escolas: R$230 mil, para investimento em recursos de acessibilidade para crianças que são público-alvo da educação especial. 

Será implementada uma turma do Partiu IF no Cariri, via Instituto Federal do Ceará (IFCE), campus Juazeiro do Norte, com investimento de R$ 160,8 mil. O programa tem como objetivo o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais na educação por meio da oferta de aulas e atividades de recuperação das aprendizagens de estudantes do 9º ano do ensino fundamental. A ideia é que, ao fim do curso, eles estejam aptos a ingressarem no ensino médio em institutos federais ou outras instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Da mesma forma, será implementada, por meio de parceria com o IFCE, no campus Juazeiro do Norte, uma turma de cursinho popular preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com duração de seis meses e investimento de R$ 163 mil. A iniciativa garante suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública socialmente desfavorecidos, especialmente negros e indígenas, que buscam ingressar no ensino superior. 

Novo PAC O estado do Ceará tem garantidos R$ 1,7 bilhão de investimentos por meio do Novo PAC. Desse total, R$ 1 bilhão será para a educação básica, R$ 599,5 milhões para educação superior e R$ 196,9 milhões para educação profissional e tecnológica. 

Destacam-se entre os aportes a construção de 78 creches e 55 escolas de tempo integral, além da aquisição de 113 ônibus para transporte escolar. Também estão previstos seis novos campi do IFCE e mais um da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Baturité (CE). Além disso, a UFC e a UFCA receberão novos hospitais universitários. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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