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MEC inicia especialização em gestão de escolas de ensino médio

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), inicia, na próxima quinta-feira, 31 de julho, o curso de especialização em Gestão da Escola Pública de Ensino Médio (Gepem). A aula inaugural será realizada no Observatório da Rede de Inovação para a Educação Híbrida (Rieh), localizado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió (AL). O evento ainda será transmitido ao vivo pelo canal do MEC no YouTube, a partir das 14h (horário de Brasília). 

O curso é voltado para diretores e coordenadores pedagógicos que possuam formação em nível de graduação e estejam em efetiva atuação em escolas públicas de ensino médio, vinculadas às redes estaduais, distrital e municipais. O objetivo da especialização é formar as equipes de gestão das escolas públicas brasileiras que atendem ao ensino médio para atuação nas unidades educacionais e nas comunidades escolares, com ênfase na melhoria contínua da qualidade da oferta educativa e dos resultados educacionais.  

A aula inaugural será conduzida pelo presidente da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), Luiz Fernandes Dourado. A mesa de abertura será formada pela secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, pela secretária de Educação de Alagoas, Roseane Vasconcelos, que representará o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); pelo diretor de Educação a Distância (EaD) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Antônio Carlos Amorim; e pelo reitor e representantes da Ufal. 

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Gepem – A construção do curso de especialização em Gestão da Escola Pública de Ensino Médio contou com amplo processo de escuta prévia junto às redes estaduais de ensino, envolvendo mais de 4.700 escolas em todas as unidades da federação. Os relatos de diretores e coordenadores pedagógicos sobre desafios e práticas de gestão contribuíram diretamente para a elaboração dos materiais.   

Além disso, a definição da oferta seguiu um estudo realizado pela Coordenação-Geral de Ensino Médio (Cogem) do MEC, que mapeou a demanda por formação nos territórios a partir da distribuição geográfica das escolas e do perfil de formação dos gestores. Esse levantamento orientou a distribuição das vagas por unidade da federação, de forma a garantir uma alocação mais efetiva e equitativa, priorizando os locais com maior concentração de escolas e menor índice de especialização das equipes gestoras.  

O curso tem desenho curricular inovador, com percursos diferenciados de aprofundamento, valorizando as autorias, a troca entre pares e os saberes dos territórios escolares. Os professores conteudistas do Gepem estão distribuídos nas cinco regiões do país e são vinculados a temáticas como juventudes, ensino médio, projetos de vida, justiça curricular, gestão educacional, dentre outros. Além disso, os profissionais desenvolveram materiais voltados à formação profissional em serviço na EaD.  

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Atualmente há quatro editais abertos, para inscrição nas unidades federativas de Goiás, Amapá, Minas Gerais e Alagoas.  

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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