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MEC apresenta programas ao G20 Educação na África do Sul
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), representou o Brasil no segundo encontro do Grupo de Trabalho (GT) de Educação do G20, realizado na África do Sul entre os dias 27 e 29 de maio. A pasta participou de dois painéis voltados à educação e aos cuidados na primeira infância, destacando os avanços e os desafios brasileiros na promoção de uma educação pública, inclusiva e de qualidade desde os primeiros anos de vida.
A secretária da SEB, Kátia Schweickardt, representou o MEC no encontro. Na sessão dedicada à formação de profissionais da educação infantil, “Re-Imagining Plural Pathways to Highly Skilled ECCE Workforce and the Role of Minimum Requirements”, Kátia apresentou dados sobre o sistema educacional brasileiro e destacou a importância de políticas que reconheçam a diversidade social, racial e cultural do país. “Nosso país é marcado por uma profunda diversidade. Garantir qualidade na educação infantil passa, necessariamente, por reconhecer e respeitar essa pluralidade”, afirmou.
Com mais de 9,4 milhões de crianças matriculadas na educação infantil, 73% em instituições públicas, o Brasil tem implementado programas voltados à qualificação de educadores. A secretária destacou ações como o Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (Pro-LEEI), que já beneficiou mais de 150 mil professores da educação infantil, e iniciativas de especialização para profissionais da área. “Acreditamos que investir no desenvolvimento dos nossos professores é uma das estratégias mais eficazes para transformar a educação”, disse.
No segundo painel, intitulado “Measuring What Matters: Implementing Quality Assurance Initiatives For Ecce Programmes”, a secretária compartilhou os parâmetros nacionais de qualidade e equidade na educação infantil, que orientam políticas locais em dimensões como formação profissional, gestão democrática, pedagogias inclusivas e infraestrutura.
Ela também destacou mecanismos como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para a educação infantil e as avaliações conduzidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), enfatizando a importância da atuação federativa articulada para assegurar o direito à educação na primeira infância. “Todas as nossas principais políticas fazem parte de uma visão estratégica mais ampla, que coloca o fortalecimento dos professores no centro das transformações educacionais”, afirmou.
O evento também tratou da certificação de habilidades e conhecimento em um contexto internacional, tratando dos processos de reconhecimento e revalidação de diplomas, migração de profissionais e efeitos para o mercado de trabalho global e abordagens inovadoras para a certificação de habilidades adquiridas ao longo das carreiras dos trabalhadores, como o uso de microcredenciais.
Ao tratar do tema, os países do G20 compartilharam os desafios encontrados na área e a adoção de medidas para aumentar a transparência e a efetividade dos processos de certificação de conhecimentos e habilidades. O MEC apresentou as iniciativas em curso no Brasil que tratam do reconhecimento de diplomas estrangeiros — como a adoção do Portal Carolina Bori — e que permitem a certificação profissional de trabalhadores — como a Rede Certifica.
Participaram do evento delegações dos 21 membros do G20, incluindo 19 países, a União Europeia e a União Africana, além de organismos multilaterais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A programação incluiu seminários temáticos, visitas técnicas a escolas e sessões plenárias sobre aprendizagem fundamental de qualidade e reconhecimento de qualificações em contextos globais. “Estar aqui, na África do Sul, um país com o qual compartilhamos raízes profundas, é também um símbolo do nosso compromisso com uma educação que combata desigualdades históricas e abra caminhos para o futuro”, concluiu a secretária.
O GT se reunirá novamente em julho para discutir “Formação de Profissionais da Educação para um Mundo em Transformação”.
Sobre o GT de Educação do G20 – Criado em 2018, durante a presidência da Argentina, o Grupo de Trabalho de Educação do G20 tem se debruçado, desde então, sobre diversos desafios educacionais enfrentados pelos países membros. Entre os temas já abordados, destacam-se: o fortalecimento dos resultados de aprendizagem; o acesso equitativo e inclusivo; o uso de tecnologias digitais na educação; a promoção de uma educação universal e de qualidade; o financiamento da educação; o estímulo a parcerias e à cooperação internacional; o desenvolvimento de competências para a vida e o trabalho; o cuidado e a educação na primeira infância.
Em 2025, o Brasil continua a fazer parte da chamada “Troika” do G20, composta pela presidência atual (África do Sul), pela anterior (Brasil) e pela futura (Estados Unidos).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB e da Assessoria Internacional (AI/MEC)
Fonte: Ministério da Educação
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



