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MEC dialoga com países nórdicos

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O Ministério da Educação (MEC) recebeu, na quarta-feira, 23 de abril, os embaixadores da Dinamarca, da Finlândia e da Noruega, bem como o representante da Embaixada da Suécia no Brasil, para diálogo com os países nórdicos sobre políticas educacionais. Estiveram presentes, além do Ministro da Educação, Camilo Santana, os secretários responsáveis pela Educação Básica, pela Educação Superior, pela Educação Profissional e Tecnológica e pela Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC. 

De início, o ministro Camilo Santana apresentou algumas políticas que têm sido implementadas pelo MEC para o aprimoramento da educação básica no Brasil, como investimentos na formação de professores e na educação básica em tempo integral e a criação do Programa Pé-de-Meia, que promove a permanência e a conclusão escolar de estudantes do ensino médio público beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Os secretários presentes complementaram as informações prestadas pelo ministro. 

A educação midiática, a digitalização e o uso de tecnologia nas escolas foram identificados como temas de interesse comum entre o Brasil e os nórdicos. A restrição do uso de telefones celulares na escola adotada no país, por exemplo, também tem sido discutida nesses países, de maneira a reduzir o uso excessivo dos equipamentos no ambiente escolar e potencializar os seus benefícios em atividades pedagógicas direcionadas. Também foi debatida a importância de capacitar as crianças e os jovens a interpretarem as informações que chegam a eles com cada vez mais velocidade em diferentes meios e formatos. 

Outra prioridade do MEC, o fortalecimento da educação profissional e tecnológica, já é uma realidade nos países nórdicos. Na Finlândia, por exemplo, 68% dos alunos do ensino médio estudam em cursos de educação profissional e tecnológica, uma das porcentagens mais altos do mundo, havendo grande potencial de cooperação com o Brasil na área. 

No âmbito do governo digital, foram suscitadas parcerias em curso entre Brasil e Dinamarca. O intercâmbio de experiências entre os dois países tem potencial para contribuir com as iniciativas executadas pelo MEC, como a Plataforma de Dados da Educação Básica, que integra instrumentos de governo digital na educação básica, com o objetivo de coletar e compartilhar dados escolares de forma padronizada, segura e eficiente, promovendo mais transparência e eficiência administrativa. 

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Relações bilaterais  

Dinamarca – As relações diplomáticas entre o Brasil e a Dinamarca remontam a 1828, com a abertura da primeira legação brasileira no país. Um exemplo perene da colaboração entre os países é a oferta, há mais de duas décadas, do programa de bacharelado em Estudos Brasileiros pela Universidade de Aarhus. O programa tem se consolidado como centro de referência no ensino do português do Brasil como segunda língua e na promoção da cultura brasileira, em especial na região nórdica. 

Um marco recente da colaboração entre os países foi a repatriação do Manto Tupinambá, que permaneceu por mais de três séculos no acervo do Museu Nacional da Dinamarca. O artefato foi devolvido ao Brasil em 2024, após gestões da Embaixada do Brasil em Copenhague e articulações com os Ministérios das Relações Exteriores, da Cultura, da Educação e dos Povos Indígenas, além do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Finlândia – As relações diplomáticas entre o Brasil e a Finlândia foram estabelecidas em 1929. Atualmente, a Finlândia figura entre os países mais avançados em educação midiática, destacando-se no Media Literacy Index como referência mundial em políticas públicas voltadas à promoção da cidadania digital. Por sua vez, o Brasil tem intensificado esforços para fortalecer a educação midiática como ferramenta essencial para a defesa da democracia e da integridade da informação.  

Em fevereiro de 2024, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) formalizou parceria com a Finlândia e a Dinamarca para apoiar o desenvolvimento da Estratégia Brasileira de Educação Midiática (EBEM). Financiada pelo programa Technical Assistance and Information Exchange (TAIEX) da União Europeia, a parceria visa promover o intercâmbio de experiências e boas práticas entre especialistas governamentais na área de educação midiática. 

Como parte dessa cooperação, em março de 2024, uma missão técnica brasileira visitou a Finlândia e a Dinamarca para conhecer e mapear as políticas públicas de educação midiática implementadas nesses países. A missão contou com a participação de representantes da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, do MEC e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

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Além disso, em 2023, o Instituto Guimarães Rosa (IGR), vinculado à Embaixada do Brasil em Helsinque (IGR Helsinque), foi credenciado como posto aplicador do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (CELPE-BRAS), ampliando as oportunidades de certificação para falantes não nativos da língua portuguesa na região nórdica. Iniciativas em planejamento devem envolver a capacitação de professores brasileiros com apoio de instituições finlandesas. 

Noruega – As relações diplomáticas entre o Brasil e a Noruega foram estabelecidas em 1905, quando o Brasil reconheceu a independência do Reino da Noruega após a dissolução da união com a Suécia.  

Em 2011, o governo norueguês lançou a “Estratégia Brasil”, com diretrizes para o relacionamento bilateral, visando fortalecer a colaboração em áreas como ciência, tecnologia, inovação, educação e meio ambiente. Para 2025, está prevista uma nova atualização da estratégia, que envolverá diferentes esferas do governo, com o objetivo de aprofundar e diversificar a cooperação bilateral. 

Nesse sentido, em setembro de 2024, o MEC do Brasil assinou Memorando de Entendimento com o Ministério da Pesquisa e Educação Superior da Noruega. O documento visa promover o intercâmbio de informações e oportunidades em todos os níveis de ensino, com foco na colaboração acadêmica e na mobilidade estudantil. 

Suécia – As relações diplomáticas entre Brasil e Suécia foram estabelecidas em 1826. A partir de 2009, com a criação do Plano de Ação da Parceria Estratégica, essa relação ganhou novo patamar, sendo posteriormente reforçada em 2015 com a assinatura do Novo Plano de Ação, consolidando uma agenda ampla e diversificada. A próxima conferência da Associação Europeia para Educação Internacional (EAIE) será realizada na cidade sueca de Gotemburgo e contará com participação de Instituições de Educação Superior do Brasil, com apoio do MEC e do MRE. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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