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MEC e Secom apresentam Guia de Educação Digital e Midiática

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), lançou nesta quarta-feira, 21 de maio, o Guia de Educação Digital e Midiática: como elaborar e implementar o currículo nas escolas. A publicação, realizada em colaboração com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), contém orientações para apoiar as redes de ensino na inclusão da educação digital e midiática nos currículos. O webinário, transmitido pelo canal do MEC no YouTube, também lançou 60 novos cursos sobre a temática no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec). 

Queremos apoiar gestores escolares e redes educacionais com os fundamentos pedagógicos, orientações, de como fazer para adaptar os currículos e o que considerar para as formações de professores e professoras, trazendo exemplos de boas práticas. A gente precisa, cada vez mais, fomentar nos nossos estudantes a perspectiva crítica e reflexiva sobre os conteúdos que estão disponíveis e traduzir isso nos nossos currículos, destacou a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt. 

A coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da SEB, Ana Dal Fabbro, apresentou conceitos sobre o tema e ressaltou a importância de as redes revisarem seus currículos e realizarem um planejamento para a formação de seus professores ainda este ano. O prazo estabelecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) para alteração é até o fim de 2025, com implementação obrigatória a partir de 2026. 

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“É essencial, hoje, se desenvolver competências para analisar, criar e se posicionar de forma ética no ambiente digital. Por isso, precisamos preparar nossas crianças e adolescentes para enfrentar os riscos do mundo digital, como desinformação, cyberbulling, vício e exposição a conteúdos sensíveis. Estamos, assim, fortalecendo o papel da escola como espaço central no desenvolvimento da cultura e da cidadania digital, com inovação e responsabilidade”, afirmou Fabbro. 

Representando a Secom, o diretor de Direitos na Rede e Educação Midiática, David Almansa, ressaltou que o governo não tem medido esforços para acompanhar a evolução tecnológica que tem ocorrido no mundo e que causa impactos nas diferentes comunidades. Por isso, é importante que essa tecnologia seja bemutilizada pelos alunos e alunas.  

“Entendemos que a educação digital é um tema novo para muitos professores e professoras, por isso estamos lançando esse guia. Nós pretendemos formar mais de 300 mil professores para estarem habilitados a ensinar educação digital e midiática, pois temos preocupação com a formação de novas gerações”, observou Almansa. 

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Durante o webinário, a doutora Lilian Bacich, especialista em educação e tecnologia, destacou a importância de integrar materiais já disponibilizados pelo MEC para fortalecer a implementação da educação digital e midiática nas redes de ensino. Ela enfatizou que o novo guia deve ser utilizado em conjunto com o Referencial de Saberes Digitais e sua ferramenta de diagnóstico, permitindo que as redes identifiquem suas necessidades formativas e planejem ações pedagógicas mais eficazes. 

Bacich também mencionou de que maneira os novos cursos lançados podem ser utilizados de forma autoinstrucional, junto a outros elementos para potencializar o processo formativo dos professores. As formações já estão disponíveis no Avamec. Destinadas a professores, gestores e equipes técnicas, abordam temas como letramento digital, uso pedagógico de tecnologias e inteligência artificial na educação.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB  

Fonte: Ministério da Educação

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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