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MEC inaugura dois Núcleos de Inovação em Goiás

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O Ministério da Educação (MEC) participou da inauguração de dois novos Núcleos de Inovação (NIs) da Rede de Inovação para Educação Híbrida (Rieh), instalados na sede da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), em Goiânia. A cerimônia, realizada na segunda-feira, 2 de maio, marca o avanço da política de apoio à implementação da Lei nº 14.945/2024, que trata da reestruturação do ensino médio no Brasil. 

Representaram o MEC no evento a coordenadora-geral de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica (SEB), Valdirene Alves de Oliveira; o coordenador de Programas, José Ricardo Albernás; e a consultora técnica Nilcea Moreno. A presença da equipe ministerial reforça o compromisso com o fortalecimento de práticas pedagógicas inovadoras em todas as regiões do país. 

Com as novas unidades inauguradas em Goiás, a Rieh passa a contar com 14 núcleos abertos nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além de outros 19 em funcionamento, totalizando 33 espaços dedicados ao desenvolvimento de ações formativas, produção de conteúdos e apoio técnico às redes de ensino. 

Durante a solenidade, Valdirene Alves destacou a relevância estratégica dos núcleos. “A entrega desses espaços representa um passo importante na valorização da juventude do ensino médio e na criação de ambientes potentes para a inovação educacional. Goiás tem uma história importante nessa trajetória, sendo o primeiro estado a aderir à Rieh, ainda em 2022”, afirmou. 

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A coordenadora também ressaltou o papel das instituições de ensino superior na qualificação das ações da Rieh, citando a contribuição da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) na vertente pedagógica da Rede, e agradeceu o trabalho conjunto do professor Ibsen Bittencourt, coordenador nacional da Rieh, e da professora Daniela Lima, da Universidade Federal de Goiás, responsáveis pela realização das formações presenciais com professores da rede nos meses de abril e maio. 

A secretária de Estado da Educação de Goiás, Fátima Gavioli, enfatizou a importância da parceria com o MEC: “A oficialização dos núcleos representa o fortalecimento de um trabalho conjunto, iniciado ainda em 2022, que agora se consolida com a entrega desses espaços para a comunidade escolar”. 

Reunião Após a inauguração, foi realizada uma reunião técnica com a equipe pedagógica do ensino médio da rede estadual. O encontro contou com a presença de docentes e gestores que integram os programas de especialização e aperfeiçoamento em Gestão de Políticas e Qualidade Social do Ensino Médio, promovidos pelo MEC com foco na implementação da Lei nº 14.945/2024 e da Resolução nº 2 do CNE/CEB/2024. 

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Na ocasião, foram discutidas contribuições para a finalização do Plano de Ação do estado, conforme previsto no artigo 4º da nova legislação, que estabelece diretrizes para a transformação gradual do ensino médio nas redes públicas de ensino. 

Rieh – A Rede de Inovação da Educação Híbrida é uma iniciativa federal que visa promover e fomentar a implementação de estratégias da educação híbrida. Além disso, busca criar uma rede de colaboração para a produção, a atualização e o compartilhamento de Recursos Educacionais Digitais (REDs) e de itinerários formativos, entrevistas, podcasts, entre outras ferramentas que possibilitam a alternância dos tempos de aprendizagens, em momentos presenciais e remotos, com qualidade e equidade.   

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro Luiz Marinho defende a redução de jornada e o fim da escala 6×1 em Audiência Pública na Câmara

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (6), da primeira Audiência Pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC 221/2019 que analisa a redução da jornada de trabalho e o fim da jornada 6×1 no Brasil

O ministro falou aos deputados e as entidades presentes na Audiência Pública da importância da aprovação da PEC de redução de jornada encaminhada pelo governo, com urgência constitucional, que estipula uma redução para 40 horas semanais e com dois dias de folga remunerados. A proposta do governo é de implementação imediata. A mudança, segundo o ministro, vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho.

“Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais”, afirmou o ministro, lembrando que a proposta de redução já ocorreu anteriormente, mas acabou não sendo aceita pelas entidades na época por ser uma proposta fracionada. “Foi um erro, não aceitamos a proposta fracionada e nem conseguimos garantir de forma imediata, ou seja, ficamos sem nada. Já poderíamos estar com a redução da jornada de 40 horas há muitos anos”, lembrou.

Vantagens

Durante sua palestra “Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho”, o ministro pontuou as vantagens da redução da jornada, que como salientou, “já é realidade em quase todos os países. A jornada 5×2 é a regra, a 6×1 é a exceção. A maioria dos países já não mais utiliza a jornada de 44 horas”, disse.

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Para Luiz Marinho, o parlamento precisa estar em sintonia com a sociedade, “que clama pelo fim da jornada 6×1”. Ele citou experiências práticas em empresas que adotaram a escala 5×2 e obtiveram aumento de desempenho e redução de faltas. O diagnóstico produzido pelo Ministério, explicou o ministro, demonstra que a proposta é economicamente viável e necessária para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira”.

A discussão sobre jornada, avaliou, não pode ser limitada apenas ao impacto direto na folha salarial. “Existem custos invisíveis relacionados ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores, ao absenteísmo, à rotatividade e aos acidentes de trabalho. A discussão da regulamentação deve ser construída em conjunto com negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, avaliou.

Luiz Marinho também comentou sobre uma compensação pedida por empregadores de algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho. Ela é compensada pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que quando você reduz a jornada, você elimina absenteísmo, evita acidentes, evita doenças. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou.

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O diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Vinícius Carvalho, pontuou posicionamentos da OIT a favor da redução da jornada, que segundo afirmou está associada a melhores indicadores de saúde e produtividade dos trabalhadores. “Há um esforço de todos os países de redução gradual da jornada, seguindo as convenções da OIT. É preciso ressaltar aqui que 745 mil das mortes por ano no mundo estão relacionadas ao excesso de trabalho, principalmente AVC e doenças cardíacas”, lembrou.

Para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada, a redução da jornada precisa ser implementada de imediato, sem transição “O povo quer ver o cansaço e o adoecimento resolvidos agora. Não é sensato adiar uma resposta para 71% dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Presente na Audiência a vice-procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Tereza Cristina Basto, afirmou que “o fim da escala 6×1 promove o trabalho decente e contribui para a construção de um meio ambiente de trabalho seguro, a redução de irregularidades trabalhistas e o fortalecimento das relações coletivas de trabalho”.

As audiências na Comissão Especial que discute a PEC continuam por todo o mês, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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