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MEC inaugura prédio multiuso da UFMS e visita obras
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Em agenda em Mato Grosso do Sul nesta terça-feira, 30 de setembro, o ministro da Educação Camilo Santana inaugurou o novo prédio multiuso da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), campus de Três Lagoas. O edifício multiuso, de mais de 3,2 mil m², contempla laboratórios, salas de aula e auditório, que auxiliarão na formação de mais de três mil estudantes, principalmente do curso de medicina.
“Todos os campi de universidades federais do estado estão recebendo investimentos do Novo PAC. Mas quero também destacar que estamos lutando para garantir previsibilidade e sustentabilidade orçamentária para as instituições federais do nosso país. Estamos construindo esse fundo para que universidade nenhuma precise ficar mendigando recursos. Isso é garantia de orçamento para dar o que há de melhor para o nosso país, que é educação de qualidade no ensino superior”, afirmou o ministro.
Estamos lutando para garantir previsibilidade e sustentabilidade orçamentária para as instituições federais do nosso país. Estamos construindo esse fundo para que universidade nenhuma precise ficar mendigando recursos.” Camilo Santana, ministro da Educação
Durante a visita ao campus sede da UFMS, em Campo Grande (MS), Santana conheceu a obra em andamento da Faculdade de Direito (Fadir), que contará com um novo bloco acadêmico de 3,2 mil m², orçado em R$ 8,8 milhões, sendo R$ 5,8 milhões pelo Novo PAC. A previsão é que a obra seja concluída até julho de 2026.
Ao todo, a UFMS recebeu investimentos de R$ 22,4 milhões do Novo PAC para obras de consolidação, que incluem obras de estrutura acadêmica, complexo esportivo, infraestrutura e urbanização em diversos campi. Ademais, o MEC garantiu, em 2025, a recomposição do orçamento das universidades federais, incluindo a UFMS. Com a recomposição, o orçamento discricionário da universidade passou a R$ 114.326.535 — R$ 1.316.894 a mais que o inicialmente previsto.
“Hoje é um dia de muita emoção, porque estamos testemunhando um país que dá certo e dará certo, afinal estamos vendo a união de todas as pessoas, gestoras e gestores, em prol da educação, da ciência e da tecnologia. Receber o ministro e sua equipe em nossa casa é como receber uma visita que a gente espera para mostrar o que temos feito”, disse Camila Ítavo, reitora da UFMS, que aproveitou o evento para anunciar o lançamento, em 2026, de dois novos cursos da instituição: inteligência artificial e relações exteriores.
Agenda – Mais cedo, o ministro Camilo Santana inaugurou o prédio da reitoria do campus Unidade 2 da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados (MS). Na solenidade de inauguração da reitoria, foram assinadas as ordens de serviço para reformar as clínicas médica, pediátrica, psiquiátrica e cirúrgica do Hospital Universitário da UFGD (HU-UFGD), além de implantar o serviço de hemodiálise na unidade de saúde.
Na ocasião, o ministro Camilo Santana ainda assinou como testemunha o contrato de doação do terreno pela Secretaria de Patrimônio da União, onde será construído um espaço para desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFGD.
Ainda como parte da agenda em Dourados (MS), o ministro Camilo também visitou as obras da segunda etapa da Unidade da Mulher e da Criança (UMC) do HU-UFGD, que teve investimento de R$ 28 milhões do Novo PAC.
Financiamento – O estado de Mato Grosso do Sul está recebendo, com recursos do Novo PAC, um investimento total de R$ 524,9 milhões, direcionados à educação básica, profissional e tecnológica e superior.
Só para a educação básica são R$ 331,2 milhões, que contemplam 55 municípios para a construção de 33 creches, 16 escolas em tempo integral e aquisição de 39 ônibus escolares.
Já para os campi do Instituto Federal, o repasse total será de R$ 87,8 milhões, sendo R$ 37,8 milhões para consolidação e melhoria da infraestrutura dos campi existentes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), nos municípios Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas. Desse montante, já foram destinados 12,9 milhões. Outros R$ 50 milhões estão sendo destinados à expansão do IFMS, com a construção de dois novos campi, nos municípios de Amambaí e Paranaíba.
Ainda na educação profissional e tecnológica, o MEC já investiu R$ 17,6 milhões para a oferta de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), gerando 6.874 vagas em ações como o Mulheres Mil, em cursos técnicos de nível médio na modalidade de tempo integral, entre outros.
Para a educação superior, o MEC está investindo R$ 105,9 milhões em obras de consolidação dos campi e hospitais universitários da UFGD e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), nos seguintes municípios: Aquidauana, Campo Grande, Chapadão do Sul, Coxim, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Investimentos do MEC em Mato Grosso do Sul
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu, da Setec e da Ebserh
Fonte: Ministério da Educação
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MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares
Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.
Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.
A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.
O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.
O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).
Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.
A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.
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