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MEC inaugura reformas e autoriza obras do Novo PAC na Ufob
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O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta quarta-feira, 18 de março, o início da construção de novos espaços nos campi Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Bom Jesus da Lapa da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), que ocorrem por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Também foram entregues as reformas do prédio da reitoria e da Central Multiusuária de Análise da instituição. Ao todo, a universidade recebe investimento de R$ 25 milhões em obras, com recursos do programa. A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana.
Durante a solenidade, Santana destacou a importância dos investimentos na Ufob para o desenvolvimento regional, enfatizando o alinhamento da oferta de cursos estratégicos ao crescimento econômico da região. “Tenho muita alegria de estar aqui na Ufob. É uma região que vem crescendo muito, então todos os cursos que o reitor tem planejado são focados na infraestrutura tecnológica, pensando na indústria da agropecuária e do agronegócio para formamos profissionais que possam atender a demanda do mercado atual”.
Ele também anunciou novos aportes para construção de um complexo esportivo para a universidade a pedido dos estudantes durante a sua visita na instituição. “O DCE [Diretório Central dos Estudantes] me trouxe a dificuldade de não ter um centro esportivo em nosso campus. Então, anuncio aqui, publicamente, que vamos repassar R$ 2,5 milhões para licitar a obra, no campus de Barreiras”, afirmou.
O reitor da Ufob, Jacques Antônio de Miranda, falou sobre a importância dos investimentos e da presença do ministro no campus para a comunidade acadêmica. “Hoje é um dia histórico. O senhor é o primeiro ministro no exercício do cargo a visitar este campus, para não só inaugurar as obras, mas também a Ufob. As entregas e os anúncios retratam o compromisso do governo federal, que reconhece a universidade pública como instrumento de transformação social.”
Novos espaços – No Campus Barreiras, a autorização assinada nesta quarta-feira compreende o início da construção do Pavilhão de Laboratórios das Ciências Exatas e das Tecnologias no campus Barreiras, com valor global de investimento de R$ 3,8 milhões.
Para o Campus Luís Eduardo Magalhães, o MEC investirá, por meio do Novo PAC, cerca de R$ 4,9 milhões para a construção do Núcleo I do Complexo Didático Multiuso de Biotecnologia e Produção. A concepção do espaço, que terá laboratórios, salas de aula e áreas de apoio técnico, visa atender a múltiplas finalidades acadêmicas, articulando ensino, pesquisa e extensão em um mesmo espaço. A integração fortalece as bases para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, especialmente em setores produtivos relevantes do Oeste baiano, como o agronegócio e a agroindústria.
Já no Campus Bom Jesus da Lapa, serão investidos aproximadamente R$ 4,9 milhões nesta unidade, sendo R$ 3,8 milhões para a construção do Núcleo I do Complexo Didático Multiuso das Engenharias — que permitirá a ampliação da infraestrutura acadêmica e tecnológica da Ufob —, e R$ 1,1 milhão para a edificação do centro de convivência do campus/refeitório e lanchonete — que atende a uma demanda da comunidade acadêmica e faz parte das ações estruturantes de implantação e consolidação da infraestrutura física universitária.
Para a coordenadora de gestão laboratorial da Ufob, professora Luciana Lucas Machado, as novas obras fortalecerão a estrutura acadêmica e científica da instituição: “Esses equipamentos vêm para consolidar principalmente a pós-graduação da Ufob em nível de mestrado e doutorado, permitindo, assim, as análises laboratoriais e toda a instrumentação utilizada pelos pesquisadores”.
Entregas – Durante a cerimônia, também foram entregues as reformas do prédio da reitoria e da Central Multiusuária de Análise do Campus Reitor Edgard Santos, em Barreiras (BA). O prédio da reitoria passou por uma reestruturação para modernizar e adequar os seus espaços. Foram realizadas a substituição do telhado dos sete pavilhões; a troca e regularização de pisos internos e externos; a instalação de sinalização tátil e substituição de portas; a pintura dos pavilhões; e a ampliação da sala técnica, incluindo a modernização do sistema de lógica e da infraestrutura de rede da reitoria. Já a Central Multiusuária de Análise passa a contar, após a reforma, com oito laboratórios, um almoxarifado, três salas administrativas e um escritório compartilhado.
Visita – Na agenda, o ministro também visita quatro laboratórios da instituição: o Instituto de Virologia do Oeste da Bahia, que emite laudos técnicos, realiza pesquisas em epidemiologia molecular de vírus e desenvolve vacinas; o laboratório de Física Moderna, que possui equipamento para o estudo das teorias quântica e da relatividade; a Central Multiusuária de Análise, que tem a finalidade de produzir análises químicas e físico-químicas; e o laboratório de simulação, que atende às necessidades de aulas práticas de ensino em ciências médicas.
Ufob – A Universidade Federal do Oeste da Bahia foi criada em 2013, a partir do desmembramento do campus Barreiras da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente, a Ufob conta com cinco campi: Luís Eduardo Magalhães, Santa Maria da Vitória, Barra, Reitor Edgard Santos (Barreiras) e Bom Jesus da Lapa. Aproximadamente 3,1 mil estudantes estão matriculados nos 30 cursos de graduação, enquanto outros mais de 300 participam dos 12 programas de pós-graduação.
Investimentos – Por meio do Novo PAC, o MEC investirá cerca de R$ 5,5 bilhões na expansão e consolidação das universidades federais e dos hospitais universitários de todo o Brasil. O aporte é utilizado para começar, retomar e finalizar obras da educação superior, para construir novos campi e para fortalecer as estruturas das unidades de saúde focadas na assistência e no ensino. Na Ufob, o MEC repassará cerca de R$ 25 milhões para obras estruturais nos cinco campi.
Resumo | Mais educação para a Bahia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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