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MEC e MCom lançam segundo edital do Fust
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O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério das Comunicações (MCom) lançaram nesta terça-feira, 27 de maio, um novo edital de benefício fiscal do Fundo do Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), relacionado à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). O Edital nº 144/2025 prevê a instalação de banda larga de alta velocidade e redes Wi-Fi em cerca de 5 mil unidades de ensino públicas espalhadas por todo o país até 2026.
No total, serão investidos até R$ 400 milhões por meio do edital, que vai garantir internet de qualidade para alunos e professores da educação básica para fins pedagógicos. As propostas poderão ser enviadas até o dia 2 de junho de 2025, por meio de site específico do edital.
O secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, representou na cerimônia o ministro da Educação, Camilo Santana. Segundo ele, o lançamento do segundo edital do Fust é mais um importante passo rumo à transformação digital da educação pública no Brasil. “Esse edital representa mais do que um instrumento de fomento, ele simboliza o compromisso do governo Lula com a inclusão digital e com a democratização do acesso à internet de qualidade nas escolas públicas do nosso país”, disse.
Para ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, “a conexão nas escolas é uma ponte entre o presente e o futuro do Brasil. Garantir internet de qualidade nas salas de aula é dar oportunidade para milhões de estudantes sonharem mais alto, aprenderem com equidade e se prepararem para um mundo cada vez mais digital”.
“A seleção permitirá levar conectividade onde ela ainda não chegou, onde é mais necessária. Ela faz parte do esforço federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, de conectar, ao total, 137 mil escolas do país”, explicou Barchini. “Estamos falando de escolas que fazem parte de uma lista cuidadosamente elaborada, espalhadas por todo o Brasil. Muitas delas, em áreas remotas ou de difícil acesso.”
Balanço – Até o final de 2026, a Enec receberá investimentos na ordem de R$ 6,5 bilhões, com o objetivo de levar internet de fibra e de satélite às escolas, custear a banda de internet e a compra de equipamentos, como dispositivos para professores e alunos.
De acordo com o balanço do MEC, 73,1 mil unidades escolares já contam com o serviço, o que representa mais de 53% do total. Para atender as que faltam, o Ministério das Comunicações contratou, em 2024, a conexão de 32,5 mil escolas e vai fechar contrato, neste ano, para ao menos outras 27,5 mil unidades. As demais serão atendidas até o final de 2026.
FUST Direto – Este é o segundo edital da modalidade direta do Fust. Em 2024, foi lançado o primeiro edital, que resultou na contratação de conectividade para 15,4 mil escolas. Nesta modalidade, as conexões são realizadas por empresas de telecomunicações com seus próprios recursos, que poderão abater das contribuições obrigatórias ao fundo. As operadoras poderão usar até 50% do que contribuiriam para o Fust para conectar escolas.
A iniciativa será concedida às prestadoras de serviços de telecomunicações que apresentarem as melhores propostas, com o maior desconto em relação ao valor de referência e o menor prazo. A lista com as escolas com projetos à disposição está disponível no portal da seleção desde o último dia 15, para que as companhias possam adiantar suas propostas técnicas.
A medida foi oficializada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do Decreto 12.023/24. Este determina que o reconhecimento do benefício fiscal pode acontecer sem necessidade de intermediação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES é o agente financeiro responsável pelo repasse de financiamentos reembolsáveis e não reembolsáveis a projetos feitos com dinheiro do Fust.
Escolas Conectadas – Do total de recursos destinados à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, R$ 6,5 bilhões são provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Outros R$ 2,3 bilhões provêm de três fontes: R$ 1,7 bilhão da Lei 14.172/2021; R$ 350 milhões da Política de Inovação Educação Conectada (Piec); e R$ 250 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A Enec articulou e reuniu diversas políticas de conectividade de escolas, como o Programa Aprender Conectado; o Programa Wi-Fi Brasil; os programas Norte Conectado e Nordeste Conectado; a Política de Inovação Educação Conectada (Piec); o Programa Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas (PBLE); e o Programa de Atendimento de Escolas Rurais (4G Rural).
A estratégia está estruturada em seis eixos interligados. Na dimensão pedagógica, além das ações mencionadas, busca fortalecer o uso da tecnologia de forma consciente e segura a partir de diversas ações, como:
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lançamento de um Referencial de Saberes Digitais Docentes, com ferramenta para autodiagnóstico (mais de 80 mil respostas);
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assessoria técnica às redes estaduais (23 estados aderiram) e municipais (mais de 4,700 municípios com indicação) para apoiar a incorporação e a implementação de Educação Digital e Midiática nos currículos e escolas;
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webinários e materiais lançados para orientar as redes, as escolas, as famílias e os estudantes sobre a implementação da Lei 15.100 e o uso saudável dos aparelhos eletrônicos pessoais;
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criação de mil laboratórios maker, com investimento de R$ 100 milhões, para estimular o letramento digital e a aprendizagem ativa – previsão de mais 1.000 laboratórios até 2026;
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lançamento de mais de 60 cursos disponíveis no Avamec, totalizando mais de 80 sobre Educação Digital e Midiática, incluindo Inteligência Artificial;
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webinário de apresentação do Guia de Educação Digital e Midiática e das Diretrizes Operacionais da Resolução CNE/CEB nº 2/2025, com foco no fortalecimento do apoio às redes de ensino na implementação dos currículos da educação básica;
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lançamento do Guia para o Planejamento da Adoção de Dispositivos Tecnológicos nas Escolas.
Essas ações impulsionam a inovação pedagógica, fortalecem a formação docente e promovem a equidade no letramento digital da comunidade escolar.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do MCom
Fonte: Ministério da Educação
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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial
Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.
Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais.
Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais.
Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.
Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União.
O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola.
Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades.
Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública.
Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis.
Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas.
Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado.
Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar.
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



