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MEC inaugura sede do Campus Catalão do IF Goiano
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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta terça-feira, 2 de junho, a sede própria do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), em Goiás. A agenda contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Educação, Leonardo Barchini, além de autoridades locais, professores, técnicos e estudantes. O valor total da obra foi de R$ 8,3 milhões, sendo R$ 6,5 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Em todo o país, são 36 sedes próprias de campi, com um investimento de mais de R$ 430 milhões por meio do Novo PAC.
Na inauguração, o presidente Lula afirmou que seu “fanatismo” pela educação se justifica por acreditar que não existe outra forma de o Brasil se transformar em uma nação, que disputa qualidade e competitividade tecnológica com outros países mais avançados, se não for pela via da educação. “O que a gente vai investir hoje é o retorno financeiro amanhã, é o retorno cultural. Se prepare, porque vem muita coisa na educação. Hoje eu tenho consciência de que não há saída para este país se a gente não houver investimento na educação. Eu quero que os filhos sejam mais estudados que os pais”, disse.
O presidente também comentou sobre a visita que fez ao Laboratório de Tratamento Mineral do Campus Catalão e que ficou impressionado com o trabalho dos estudantes. “Eu vi um grupo de jovens separando as chamadas ‘terras raras’ e disse para eles que se continuarem assim, qualquer dia desses os chineses vão vir até nós para aprender com os nossos institutos federais como é que separa as terras raras”, comentou.
O ministro Leonardo Barchini destacou a importância do modelo de educação do instituto federal para o desenvolvimento pleno do estudante. “A gente precisa fazer com que a educação brasileira seja igual a este instituto federal, que todas as escolas do Brasil procurem se alinhar a este modelo de educação, um modelo verticalizado. Aqui tem licenciatura, tem graduação, tem mestrado, tem ensino médio concomitante, ensino médio integrado, ensino médio subsequente, curso técnico, tem tudo o que um jovem precisa para se desenvolver plenamente”, afirmou.
A gente precisa fazer com que a educação brasileira seja igual a esse instituto federal, que todas as escolas do Brasil procurem se alinhar a este modelo de educação, um modelo verticalizado. Tudo o que um jovem precisa para se desenvolver plenamente”. Leonardo Barchini, ministro da Educação.
“É por isso que nós acabamos de anunciar que esta escola, de tipologia IF Campus 40/26 (com 40 professores e 26 técnicos), que pode atender até mil alunos, vai passar a ser de tipologia 70/45. Teremos 70 professores e atenderemos 1.500 alunos aqui, para que a gente possa oferecer uma educação digna e dar o exemplo de que investindo na educação agora, nós vamos colher um país muito mais próspero, muito menos desigual, muito mais desenvolvido economicamente e socialmente do que a gente teve nos últimos anos”, finalizou.
O reitor do IF Goiano, Elias Monteiro, destacou que a inauguração do Campus Catalão possui um significado que vai muito além da entrega de uma obra física. “Este campus é a materialização de um compromisso com os jovens que sonham com um futuro melhor e com os trabalhadores que buscam qualificação profissional. É um compromisso com a ciência, com a inovação, com o desenvolvimento regional, com a inclusão social e com a redução das desigualdades”.
As obras do Campus Catalão começaram em dezembro de 2018, mas enfrentaram paralisações em diferentes momentos. Após a retomada definitiva, em novembro de 2023, o empreendimento foi concluído em janeiro deste ano.
A sede própria do Campus Catalão amplia a capacidade de atendimento da unidade e substitui o imóvel anteriormente alugado, cujo custo mensal era de R$ 23 mil. O campus possui, atualmente, 1.210 matrículas, incluindo cursos de qualificação profissional. Antes do anúncio desta terça-feira, a unidade já havia passado por uma ampliação de tipologia, de IF Campus 20/13 (20 professores e 13 técnicos-administrativos) para IF Campus 40/26 (40 professores e 26 técnicos-administrativos). Atualmente, o campus conta com 32 professores e 12 técnicos administrativos, mas tem previsão de contratação de mais oito docentes e 14 técnicos administrativos até o final do ano.
A estrutura entregue inclui bloco administrativo e bloco pedagógico. Este último com 12 salas de aula e seis laboratórios básicos, sendo eles: três de informática; um de química; um de física; e um de tratamento mineral; biblioteca e auditório. Além disso, estão sendo construídos um restaurante estudantil e um laboratório de mineração.
O Campus Catalão oferta os seguintes cursos: técnico em mineração integrado ao ensino médio; técnico em informática integrado ao ensino médio; técnico em desenvolvimento de sistemas integrado ao ensino médio; técnico em mineração; técnico em gerência em saúde; bacharelado em sistemas de informação; especialização em EAD na educação profissional e tecnológica, além de qualificações profissionais.
No segundo semestre, está prevista a criação do curso de Tecnólogo em desenvolvimento e análise de sistemas e, para 2027, está prevista a implementação do técnico em enfermagem e técnico em gerência em saúde integrado ao ensino médio. Com a abertura dos novos cursos e a chegada de novos servidores, a previsão é expandir para 800 matrículas em cursos presenciais.
Edital – Na cerimônia, o ministro e o presidente Lula assinaram o Edital nº 4/2026, que prevê apoio financeiro para estudantes das instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e das universidades federais participarem de olimpíadas científicas e competições acadêmicas no Brasil e no exterior. A ação promove o estímulo à pesquisa, à extensão, ao empreendedorismo e à inovação por meio da participação em competições técnicas e científicas, além de engajar estudantes e servidores em atividades voltadas às áreas tecnológicas relacionadas a diversas áreas do conhecimento.
“Os estudantes de todos os institutos federais do Brasil e de todas as universidades federais que participam de competições nacionais e internacionais, de Olimpíadas da Ciência, de Matemática, de Foguetes, de Robótica e de todas as competições, agora vão poder fazer a requisição no Ministério da Educação e a gente vai financiar a viagem de vocês para todos os lugares do mundo. Para que vocês possam participar das competições internacionais. Isso é muito importante nós. Estamos em 2026, em um ano de Copa do Mundo e o Brasil vai ganhar a Copa do Mundo não só no futebol, mas vai ganhar a copa do mundo na educação”, falou o ministro da Educação.
Serão destinados até R$ 30 mil para participações individuais, incluindo estudante e servidor acompanhante, quando necessário. Para equipes de até quatro integrantes, o valor poderá chegar a R$ 100 mil, enquanto equipes com cinco ou mais participantes poderão receber até R$ 120 mil.
Os recursos poderão ser utilizados para custear despesas como taxas de inscrição, passagens aéreas ou rodoviárias, hospedagem, alimentação, transporte urbano e contratação obrigatória de seguro-viagem e seguro-saúde relacionadas às competições. O valor do edital está condicionado à disponibilidade orçamentária.
IF Goiano – O IF Goiano possui, atualmente, 14 campi e oferta 236 cursos, com cerca de 30,5 mil estudantes matriculados. A instituição conta com 801 docentes da carreira de ensino básico, técnico e tecnológico e 583 técnicos-administrativos em educação.
Expansão e Consolidação – No eixo de expansão do Novo PAC, o IF Goiano está recebendo investimentos de R$ 24,5 milhões para a construção e aquisição de equipamentos do novo Campus Porangatu. Já na ação de consolidação, destinada à melhoria da infraestrutura das unidades existentes, estão previstos recursos de R$ 28,1 milhões em investimentos. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 25,5 milhões – ainda há previsão de outros R$ 4,1 milhões. Ao todo, o IF Goiano recebe investimentos na ordem de R$ 52,6 milhões do governo federal, por meio do Novo PAC.
Também estão em execução a construção da cozinha para o restaurante estudantil do Campus Morrinhos e do restaurante estudantil do Campus Rio Verde, ambos com recursos de R$ 2,6 milhões provenientes do MEC.
Formação técnica e fortalecimento do SUS – O Campus Catalão vem ampliando sua atuação na área da saúde. Em maio de 2026, foi realizada a aula inaugural do curso técnico em gerência em saúde, com oferta de 55 vagas. A previsão é iniciar o curso técnico em enfermagem em 2027.
A expansão do eixo tecnológico Ambiente e Saúde ocorre em parceria com a Universidade Federal de Catalão (UFCat) e acompanha a implantação do Hospital Regional Universitário da instituição, fortalecendo a formação técnica voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS) no interior de Goiás.
O curso Técnico em Mineração é ofertado pelo campus desde 2015. Com a nova sede, foi possível estruturar o Laboratório de Tratamento Mineral, voltado ao desenvolvimento de pesquisas em processamento mineral, com destaque para agrominerais e terras raras, atividades estratégicas na região de Catalão.
Entre os projetos desenvolvidos pela unidade está a pesquisa “Da Mina à Tecnologia de Ponta”, que cria rotas tecnológicas para o processamento de minerais críticos e terras raras extraídos no complexo mineral de Catalão.
Outro destaque é o projeto de monitoramento ambiental com uso de sensores de baixo custo e tecnologias de internet das coisas (IoT), desenvolvido por estudantes e professores da área de informática. A iniciativa acompanha indicadores de qualidade do ar, água e poluição sonora no município, e seus dados são disponibilizados gratuitamente à população por meio de plataforma digital.
Resumo | Mais educação para o Goiás
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
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Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação



