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MEC lança compromisso pelo ensino da matemática
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O Ministério da Educação (MEC) lançou o Compromisso Nacional Toda Matemática. A iniciativa busca fortalecer o regime de colaboração entre os entes federativos na elaboração de ações e programas voltados a garantir o ensino de qualidade e melhorar o desempenho acadêmico dos estudantes nesse componente curricular. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o Decreto nº 12.641/2025, que regulamenta o programa, na quarta-feira, 1º de outubro, acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana.
Por meio de apoio técnico e financeiro às redes de ensino, o MEC busca reduzir desigualdades regionais, consolidando a matemática como ferramenta essencial para o desenvolvimento educacional dos estudantes e do país. A política também visa à articulação entre os sistemas de avaliação educacional da educação básica para a tomada de decisões de gestão pelas redes de ensino, pelas escolas e pelos professores, ao longo do processo de ensino-aprendizagem.
O programa terá um orçamento previsto de aproximadamente R$ 70 milhões, ainda em 2025, voltados à formação de professores e gestores escolares, à disponibilização de materiais didáticos suplementares e a outros recursos pedagógicos. Desse total, R$ 20 milhões estão previstos no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Toda Matemática. O MEC adotará os critérios de desempenho do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para a priorização do apoio via PDDE Toda Matemática.
Os outros R$ 50 milhões deverão vir dos PDDEs Escola das Adolescências e Recomposição das Aprendizagens, destinados à melhoria da aprendizagem por meio da implementação de clubes de letramento nas escolas para os anos finais do ensino fundamental. Em 2024, a pasta investiu R$ 107 milhões via PDDE Escola das Adolescências para a melhoria da aprendizagem de matemática, em especial, de alunos do 6º ano.
Contexto – Dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2022 apontaram que 73% dos estudantes brasileiros apresentaram um desempenho insuficiente em matemática, resultado que colocou o país abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O quadro atestou as grandes dificuldades dos estudantes com operações básicas de matemática, como realizar cálculos simples e converter moedas, o que compromete o exercício de uma cidadania plena.
Para enfrentar esse quadro, o Compromisso Nacional Toda Matemática se integra a outras iniciativas do MEC já em curso para a melhoria do currículo e da aprendizagem dos estudantes desse componente curricular.
Em 2025, a Escuta Nacional de Professores e Professoras que Ensinam Matemática mobilizou a comunidade educacional para compartilhar experiências exitosas de redes de ensino e gerar dados sobre a urgência do olhar para a aprendizagem de matemática na educação básica. O levantamento ouviu mais de 57 mil educadores dos anos iniciais do ensino fundamental ao ensino médio em mais de 28 mil escolas. O relatório produzido com as contribuições será lançado no final de setembro. Além disso, o MEC segue investindo na formação continuada dos professores e ofertando materiais de inovação curricular para apoiar o planejamento pedagógico.
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) identifica e estimula talentos na área desde 2005. O Impa Tech, inaugurado em 2024, oferta o primeiro curso de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em matemática da tecnologia e inovação, capacitando talentos da matemática selecionados a partir do desempenho em olimpíadas do conhecimento, como a OBMEP, e do resultado em matemática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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Ideb: Rio de Janeiro inicia análise de resultados nas redes
O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisarem os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território.
A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado nesta quinta-feira (20) reuniu o MEC, a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos de municípios fluminenses. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental.
Durante a reunião, a diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC, Tereza Farias, ressaltou que o objetivo dos encontros é auxiliar as redes, principalmente aquelas que não atingiram a meta do Ideb, a direcionar os esforços para fortalecer a aprendizagem. A diretora informou que serão disponibilizados painéis interativos, relatórios completos e guias e materiais de orientação, todos com o objetivo de redirecionar os esforços para chegar mais perto de algumas realidades que ainda não atingiram os resultados esperados, fornecendo mais possibilidades educacionais para esses estudantes.
A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações.
Rio de Janeiro – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental do Rio de Janeiro passou de 5,9 para 6,1 nos anos iniciais e de 4,9 para 5,1 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,5 para 5,8 nos anos iniciais; de 4,5 para 4,7 nos anos finais; e de 3,3 para 3,7 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Leia mais: Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio de Janeiro
Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território.
Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens.
Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio.
Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores.
Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho.
Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades.
Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados.
O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação.
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



