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MEC lança pedra fundamental de obras da Ufape (PE)

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O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta quarta-feira, 4 de março, do lançamento da pedra fundamental das obras do Blocos Acadêmicos da Graduação e da Pós-Graduação da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), no campus de Garanhuns (PE). Os empreendimentos integram o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e contam com recursos de mais de R$ 19,7 milhões. O ministro da Educação, Camilo Santana, e sua equipe estão nesta semana em diversas cidades do Nordeste para conhecer universidades e institutos federais, inaugurar obras e autorizar novos investimentos na educação.  

Na agenda, Santana ainda visitou a Fazendinha Experimental da Ufape, um espaço de ensino e extensão que se destaca por atividades práticas, como a produção de pesquisas em zootecnia, educação ambiental e a produção de leite de jumenta para fins medicinais, já utilizado por países como Itália, China e Estados Unidos. O leite é rico em nutrientes e ajudará, inclusive, na amamentação de crianças nos casos de mães que não conseguem amamentar.    

Segundo Camilo Santana, é fundamental conhecer os projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos pelas universidades, para que a sociedade conheça a dimensão do trabalho realizado pelas instituições públicas. O ministro ressaltou que as universidades públicas são responsáveis por cerca de 90% da pesquisa produzida no país e, por isso, precisam ser reconhecidas e valorizadas. “É por isso que o presidente Lula tem o compromisso de fortalecer não só o orçamento, mas também o ensino e a pesquisa no Brasil. Eu vim aqui hoje para autorizar essas duas obras importantes que o reitor já vai começar. Tenham muito orgulho de fazer parte desta universidade. Vocês são responsáveis por transformar vidas, são responsáveis por abrir portas para jovens, homens e mulheres aqui de Garanhuns, de Pernambuco e do Brasil. A universidade é isso, é pesquisar juntamente com o setor produtivo, é oportunidades. A pesquisa gera soluções”, destacou.    

A universidade é isso, é pesquisar juntamente com o setor produtivo, é oportunidades. A pesquisa gera soluções.” Camilo Santana, ministro da Educação  

Santana também informou que está expandindo a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com um novo campus em Sertânia, e que liberará recursos para a compra de equipamentos do restaurante universitário da Ufape. “Nós vamos botar esse restaurante para funcionar e atender os alunos dessa universidade. E não é só construir, não, reitor, nós vamos garantir o custeio para funcionar o restaurante”, afirmou.   

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Já reitor da Ufape, Airon de Melo, disse que hoje era um dia muito especial para a comunidade acadêmica. “A universidade com o apoio que nós estamos tendo será, no futuro, a universidade do jeito que nós precisamos. Uma universidade moderna, que vem atender toda a nossa comunidade do agreste do sertão, da zona da mata e de todo Pernambuco”, disse.  

Novos blocos – O Bloco Acadêmico da Graduação tem investimento de R$ 12,9 milhões e terá quatro pavimentos. No térreo, o prédio contará com auditório com 500 lugares e sete salas de aula. No primeiro andar, serão nove salas de aula. No segundo e terceiro andares, serão 15. 

Já no Bloco Acadêmico da Pós-Graduação, os recursos somam R$ 4,5 milhões, para construção de um prédio com quatro pavimentos. O térreo abrigará o auditório com 196 lugares e duas salas de aula. O primeiro andar terá cinco salas de aula, enquanto no segundo e terceiro andares serão quatro salas administrativas em cada um. O espaço será destinado a atividades dos cursos de mestrado e doutorado da instituição.  

Visitas – A agenda na Ufape incluiu, ainda, uma visita à Fazendinha Experimental, espaço do curso de Zootecnia pensado para jovens que desejam conhecer a profissão e esclarecer dúvidas sobre a formação. 

O professor Jean Anderson coordena a parte da Fazendinha que trabalha com café e algumas culturas industriais. Ele contou que o trabalho é voltado ao desenvolvimento da região e começou em 2017. Até então, não havia nenhuma cultura na região.     

“Nós reintroduzimos uma cultura que já foi muito importante aqui e faz parte da história de Garanhuns. Trouxemos arranjos culturais, de consórcio e cultivo intercalar, para que agricultores venham a adotar esses sistemas nas suas fazendas ou unidade produtiva familiar. Os alunos ficam encantados, uma vez que eles conseguem ver, na prática, a diversidade de cultivares. Eles conseguem implantar a cultura a partir de mudas produzidas por eles. Nessa condição que nós trabalhamos, eles produzem o adubo e implanta a cultura com adubos próprios. Inclusive, nós temos a unidade aqui de vermicultura com a minhoca californiana. Usamos, ainda, outros rejeitos agroindustriais que seriam jogados fora, como a cinza de cana-de-açúcar”, explicou.  

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Além disso, o ministro conheceu o Restaurante Universitário (RU) que já está pronto e, após receber os equipamentos básicos, atenderá mais de 300 pessoas por dia. As obras do RU receberam recursos do Novo PAC, no valor de R$ 2,3 milhões. O local conta com refeitório, áreas de preparo, cocção, armazenamento e higienização. A iniciativa fortalece as políticas de permanência estudantil e beneficiará a comunidade acadêmica.   

Santana também visitou a Casa do Estudante da Ufape, gerida pelo Programa de Moradia Estudantil (PME), parte da política de assistência estudantil da instituição. Ela atende alunos de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com o intuito de garantir a permanência na educação superior por meio de moradia própria ou auxílio-moradia, com acesso via edital. No Programa Bolsa Permanência (PBP), o MEC destinou, em 2025, R$ 900,2 mil. Ao todo, 54 estudantes recebem o PBP: 23 estudantes indígenas e 31 quilombolas.    

Ufape – Criada pela Lei nº 13.651/2018, a Ufape surgiu do desmembramento da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Vinculada à administração pública federal desde janeiro de 2019, a instituição consolidou sua autonomia e desempenha papel estratégico na interiorização do ensino superior público em Pernambuco. Ufape em números: nove cursos de graduação; mais de 2,5 mil estudantes de graduação; sete programas de pós-graduação, sendo sete dos programas de mestrado e um de doutorado); 250 estudantes de pós-graduação; 189 docentes; e 148 técnicosadministrativos. Com os novos investimentos, o MEC fortalece a infraestrutura da Ufape, ampliando a capacidade de formação, pesquisa, inovação e permanência estudantil no Agreste pernambucano.  

Agenda – Ainda nesta quarta-feira (4), Santana estará em Petrolina, (PE) onde cumprirá agenda no Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), para vistoriar obras da biblioteca, construída com recursos do Novo PAC, e conhecer a exposição de projetos dos alunos do Campus Petrolina Rural. 

Resumo | Mais educação para Pernambuco 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva

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I nstituído oficialmente no Brasil pela Lei Federal nº 11.133/2005, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro, marca a mobilização histórica pela garantia de direitos, acessibilidade e combate ao capacitismo na sociedade. A data reforça a necessidade contínua de políticas públicas voltadas à participação plena e com dignidade de pessoas com todos os tipos de deficiência. No contexto educacional, o Ministério da Educação (MEC) atua para aplicar a igualdade de direitos na prática cotidiana da rede pública de ensino.

O MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está com inscrições abertas para o Edital Conjunto nº 5/2026 para a implementação do Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). A iniciativa destinará recursos de custeio, capital e bolsas de pesquisa ao longo de 36 meses, com o objetivo de estruturar uma central de monitoramento da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI).  

O coordenador-geral de Avaliação, Monitoramento e Fortalecimento da Política de Diversidade da Secadi, Francisco Moraes da Costa Marques, destacou que a educação inclusiva no Brasil percorre um caminho estratégico e que o Obeduc-EI atuará como a central de inteligência, bússola e orientação ao longo do processo. Marques ressaltou ainda que a missão do observatório é aproximar a produção científica das necessidades da sala de aula, substituindo diagnósticos isolados por indicadores nacionais capazes de nortear a tomada de decisão de estados e municípios.  

 Assista ao vídeo:

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Estrutura em rede – O Observatório integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei) e será composto por redes regionais formadas por Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) em todo o país. Essa arquitetura garante capilaridade no levantamento de dados quantitativos e qualitativos, uma vez que envolve pesquisadores multidisciplinares, estatísticos, gestores e professores da educação básica.  

Ao analisar o edital, é possível aferir que a atuação do Obeduc-EI organiza-se em quatro eixos centrais de implementação:  

  • Acompanhar e Medir (Gerar Dados Reais): elaboração de indicadores de aprendizagem e de qualidade da oferta escolar para mapear a inclusão efetiva de estudantes nas turmas comuns e no Atendimento Educacional Especializado (AEE).  
  • Conectar Mundos: integração direta entre os programas de pós-graduação das universidades públicas, secretarias de educação estaduais e municipais, e o ecossistema escolar local.  
  • Criar Materiais e Treinamentos: formulação de cadernos de orientação, dados abertos e tecnologias pedagógicas acessíveis para o ambiente escolar e familiar. 
  • Formar Pessoas: capacitação continuada de profissionais da rede pública e concessão de bolsas acadêmicas em diversos níveis de formação.  

Valorização Profissional – Para assegurar o suporte técnico às equipes, a Capes concederá modalidades de bolsa mensal aos integrantes de acordo com o programa de pesquisa:  

  • Pós-Doutorando: R$ 5.300  
  • Doutorando: R$ 3.100 
  • Coordenador Geral / Mestrando: R$ 2.100 
  • Coordenador Local: R$ 2.000 
  • Professor Pesquisador: R$ 1.800 
  • Professor da Educação Básica: R$ 1.100 
  • Graduando (Iniciação Científica): R$ 700 
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Prazos de Submissão de Propostas – A inscrição no processo seletivo pode ser realizada por docentes ou doutores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino de IES públicas, a fim de representar a instituição. O coordenador da Secadi, Francisco Marques, fez um alerta aos pesquisadores e às instituições para que não deixem a articulação e o envio das propostas para a última hora, tendo em vista a complexidade da constituição das redes de trabalho.  

As propostas devem ser submetidas, exclusivamente, por meio do Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes) até o dia 5 de outubro de 2026. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 12 de novembro de 2026, com início imediato das atividades. Dúvidas técnicas e consultas sobre o certame podem ser encaminhadas ao e-mail institucional do programa. 

Com a articulação entre ciência, universidades públicas e redes de ensino, a implementação do Obeduc-EI visa garantir que a produção de dados e o acompanhamento técnico cheguem ao cotidiano da sala de aula, fortalecendo a consolidação da educação especial inclusiva como realidade de aprendizagem e permanência para todos os estudantes do país.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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