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MEC mobiliza escolas para enfrentar a violência de gênero

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O mês de março, marcado pelas reflexões sobre os direitos das mulheres, e o mês de abril, dedicado à convivência escolar, abrem uma oportunidade importante para que escolas de educação básica aprofundem o debate sobre o enfrentamento da violência de gênero no ambiente escolar. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) orienta que o tema seja abordado de forma educativa, preventiva e articulada às políticas de convivência escolar promovidas pela pasta, fortalecendo ambientes seguros e respeitosos para todos. 

Para apoiar redes de ensino e escolas nessa agenda, o MEC disponibiliza uma série de materiais pedagógicos e cursos de formação voltados à promoção da convivência e ao enfrentamento das violências nas escolas. 

Como parte do programa Escola que Protege, está disponível no Portal Mais Professores o curso autoinstrucional Escolas ON, Violências OFF, que visa aprimorar as competências de profissionais da educação, da rede de proteção e da sociedade civil na identificação, prevenção e enfrentamento das violências contra meninas, considerando as especificidades das juventudes hiperconectadas e reconhecendo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como referência para a promoção de uma educação livre de violências. 

Também estão disponíveis materiais que podem ser adaptados pelas escolas e redes de ensino, como: 

Esses materiais apoiam escolas e gestores na construção de ações preventivas, pedagógicas e intersetoriais, contribuindo para ambientes escolares mais seguros e acolhedores. 

Violência de gênero – A violência de gênero pode se manifestar de diferentes maneiras no cotidiano escolar, como comentários sexistas, humilhações relacionadas ao corpo ou à aparência, importunação sexual, exposição de imagens íntimas em ambientes digitais e situações de violência em relacionamentos entre adolescentes. 

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Embora a escola não seja a origem dessas violências, ela desempenha um papel fundamental na promoção de relações respeitosas, na identificação de situações de risco e na construção de respostas educativas e protetivas. 

Por isso, gestores escolares e educacionais podem integrar o tema às ações pedagógicas e às estratégias de convivência. Entre as possibilidades estão rodas de conversa, projetos interdisciplinares, atividades de leitura e debates sobre igualdade, respeito, consentimento e relações saudáveis. Essas iniciativas ajudam a fortalecer valores como empatia, diálogo e resolução pacífica de conflitos, essenciais para a construção de uma comunidade escolar mais saudável. 

Outro aspecto importante é envolver os meninos nas reflexões. O debate sobre violência de gênero também precisa incluir discussões sobre masculinidades, com temas como pressão social, expressão de emoções e responsabilidade nas relações. Ao participar dessas conversas, os estudantes podem reconhecer comportamentos de desrespeito e atuar como aliados na construção de ambientes escolares mais seguros. 

Etapas de ensino  Ao tratar de temas como convivência, respeito e enfrentamento das violências, é fundamental que as escolas considerem a faixa etária e o estágio de desenvolvimento dos estudantes. As estratégias pedagógicas precisam ser planejadas de forma adequada à idade, à maturidade emocional e ao contexto escolar, garantindo que o tema seja abordado de maneira educativa, responsável e protetiva. 

Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a orientação é priorizar atividades que trabalhem valores como respeito, empatia, cuidado com o outro e resolução pacífica de conflitos. Histórias, jogos cooperativos, rodas de conversa e atividades lúdicas ajudam as crianças a reconhecerem sentimentos e desenvolverem atitudes de convivência respeitosas. 

Nos anos finais do ensino fundamental, as escolas podem ampliar o diálogo sobre relações entre pares, respeito às diferenças, uso responsável das redes sociais e prevenção do bullying e de outras formas de violência. Debates mediados por educadores e projetos interdisciplinares ajudam os estudantes a compreenderem o impacto de suas atitudes na convivência escolar. 

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No ensino médio, é possível aprofundar discussões sobre cidadania, direitos humanos, igualdade de gênero, relações afetivas e responsabilidade no ambiente digital. Nesse estágio, os estudantes também podem participar de projetos de protagonismo juvenil, campanhas de convivência e iniciativas de mediação de conflitos. 

Independentemente da etapa de ensino, o mais importante é que essas ações façam parte de um projeto pedagógico contínuo, que promova o diálogo, fortaleça vínculos e contribua para ambientes escolares seguros e acolhedores. 

Sistema de proteção – Além das atividades pedagógicas, as escolas também precisam estar preparadas para acolher e encaminhar situações de violência, quando elas ocorrem. Em situações mais graves, como ameaças, incitação à violência, circulação de conteúdos de ódio ou sinais de radicalização, a escola deve acionar o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). 

Nesses casos, a equipe escolar deve registrar o ocorrido, realizar o acolhimento inicial e comunicar a gestão da escola e a rede de ensino. A partir daí, podem ser acionados órgãos da rede de proteção, como o conselho tutelar, serviços de assistência social ou saúde e, em situações de risco iminente, autoridades de segurança pública. 

Essa articulação é fundamental, uma vez que situações de radicalização entre adolescentes costumam envolver fatores emocionais, familiares, sociais e digitais, os quais exigem respostas intersetoriais. Ao acionar o sistema de proteção, a escola busca garantir acompanhamento adequado ao estudante e proteger a comunidade escolar. O objetivo não é apenas responder a um episódio de risco, mas prevenir a escalada da violência e promover caminhos de cuidado, responsabilização e reconstrução de vínculos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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Paraná recebe projeto Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados

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Curitiba, 27/6/2026 – O projeto Defensoras Populares será lançado neste sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação da iniciativa em dez estados brasileiros. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o projeto fortalece a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para a prevenção da violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.

O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e assistência.

A cerimônia contará com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participará da mesa de abertura a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional com o enfrentamento à violência contra as mulheres.

O lançamento ocorre em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.

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Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.

“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade. O crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando alternativas para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades”, afirma.

Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolida uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e ampliar o acesso aos serviços de proteção.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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