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MEC participa da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura
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A 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura aconteceu nesta quinta-feira, 21 de maio, em Aracruz (ES), com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini, entre outras autoridades. O encontro, realizado após um hiato de 12 anos, teve início em 19 de maio e prossegue até o dia 24, sendo realizado pela primeira vez fora de uma capital e em um território indígena com forte presença dos povos Tupiniquim e Guarani.
Criados em 2004, com o lançamento do Programa Cultura Viva, os Pontos de Cultura são grupos e entidades que desenvolvem ações culturais de base comunitária em seus territórios. A política consolidou-se como Política Nacional de Cultura Viva em 2014, por meio da Lei nº 13.018, e completa mais de 20 anos como a principal iniciativa de cultura comunitária do país. A iniciativa tornou-se uma das principais políticas culturais do país e inspirou iniciativas semelhantes em 14 países, que deram origem ao IberCultura Viva em 2014.
“É uma alegria imensa ver de perto a força e a resistência dessa Teia tecida a tantas mãos. Nós, brasileiras e brasileiros, somos admirados no mundo inteiro pela nossa cultura e pela nossa extraordinária capacidade de transformar a essência brasileira em música, literatura, teatro, dança, cinema e artes visuais”, disse Lula.
Atualmente, o Brasil conta com 16.057 Pontos de Cultura e 681 Pontões certificados, totalizando 16.738 iniciativas reconhecidas. Até o início de 2023, eram 4.329. Nos últimos três anos, o Cultura Viva foi retomado e intensificado por meio de investimento histórico de quase R$ 1 bilhão. Entre as ações de recomposição orçamentária para a cultura, está a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), que garante piso anual de R$ 400 milhões para o fortalecimento da Cultura Viva em todo o território nacional.
“Em junho deste ano, a nossa política nacional Cultura Viva completa 22 anos, com cerca de 16 mil pontos e pontões de culturas cadastrados. Mesmo com a extinção do Ministério da Cultura e o desmonte das políticas culturais do governo passado, os pontos e pontões sempre se mantiveram firmes, ativos e cheios de vida. A Teia é a materialização do nosso compromisso com o potencial social e popular como elemento estruturante de nossas políticas públicas e do país que queremos”, afirmou Margareth Menezes.
Normas – A solenidade foi marcada pela assinatura do presidente Lula em dois decretos. Um deles cria a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, com a finalidade de promover medidas intersetoriais e integradas de reconhecimento, preservação, promoção, valorização e proteção das culturas tradicionais e populares no país. Com ela, o Brasil, pela primeira vez, passa a contar com uma política nacional dedicada exclusivamente à valorização e à proteção das culturas tradicionais e populares. O segundo decreto, por sua vez, reestrutura o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). O conselho é órgão de caráter consultivo, fiscalizador e deliberativo, integrante da estrutura regimental do Ministério da Cultura (MinC), e funciona como instância de controle social da política pública de cultura, com composição paritária.
Além dos decretos, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, assinou duas portarias. A primeira regulamenta a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares, desse modo, a sabedoria dos mestres e mestras finalmente ganha uma casa na rede do Estado. A segunda portaria regulamenta o programa Festejos Populares do Brasil, a fim de fomentar as festas tradicionais e populares do calendário nacional, do São João ao Carnaval, do Boi Bumbá à Folha de Reis.
Assessoria Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência
Fonte: Ministério da Educação
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Egressa da escola técnica à reitora do IFS: professora transforma oportunidades em compromisso com a educação pública
A educação pode mudar o rumo de uma história. Para a professora Ruth Sales, essa transformação começou ainda na infância, em uma família de poucos recursos, em Aracaju (SE), onde os estudos eram tratados como um caminho para conquistar novas oportunidades. Décadas depois, a menina que ingressou na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe se tornaria professora da instituição e chegaria à reitoria, consolidando uma trajetória marcada pela formação acadêmica, pela dedicação ao ensino público e pelo compromisso com a inclusão social. “Meu pai sempre dizia que o melhor que ele poderia nos proporcionar era a educação. Em casa, podíamos não ter roupa nova, mas tínhamos livros”, recorda.
Em uma família de sete filhos, o incentivo aos estudos vinha acompanhado da compreensão de que as conquistas exigiam esforço. O pai que enfrentou dificuldades para concluir a própria formação, insistia na importância da educação e estimulava os filhos a buscarem oportunidades. A experiência deixou marcas na trajetória de Ruth, que aprendeu, desde cedo, a valorizar cada possibilidade de aprender.
A aprovação na instituição foi uma de suas primeiras grandes conquistas. Mais do que o aprendizado técnico, a experiência ampliou seus horizontes e contribuiu para suas escolhas profissionais e pessoais. “A minha aprovação na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe, foi a minha primeira grande conquista. A escola foi fundamental não apenas para minha formação técnica, mas também para minha formação cidadã, e o impulso para todas as minhas conquistas posteriores”, afirma.
Da formação técnica à docência – Depois do curso técnico em química, Ruth ingressou na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde se graduou em química industrial. Durante a graduação, aproximou-se da docência e escolheu disciplinas optativas da área de licenciatura. Antes mesmo de concluir o curso, foi aprovada no mestrado em química da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. Posteriormente, concluiu o doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo.
Em 1996, após atuar como professora substituta na UFS, ingressou na Escola Técnica Federal de Sergipe, instituição onde havia estudado. O retorno, agora como educadora, deu novo significado à relação construída com a escola. “Foi uma caminhada de muito sacrifício, estudo e renúncia, mas também de muitas oportunidades. Foi ali que me formei, fiz escolhas e encontrei a direção que queria dar à minha vida”, conta.
Como professora, ministrou disciplinas da área de química, como química analítica e análise instrumental, além de atividades de iniciação à pesquisa. Ao longo dos anos, acompanhou as transformações da instituição e a ampliação de sua missão educacional.
Para Ruth, um dos diferenciais da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica está na combinação entre conhecimento técnico e desenvolvimento humano. “Os institutos federais formam profissionais diferenciados porque articulam a educação profissional à formação humana”, destaca.
Pioneirismo e representatividade – A trajetória de Ruth também foi marcada pela conquista de espaços de liderança em um ambiente no qual as mulheres enfrentavam barreiras para ocupar posições de decisão. Ela se tornou a primeira mulher a assumir a reitoria da instituição em Sergipe, conforme relato, após construir uma carreira acadêmica e profissional na própria Rede Federal. “Quando uma mulher dizia que queria ser reitora, havia risadinhas e questionamentos. Eu precisava provar todos os dias que tinha capacidade para ocupar aquele lugar”, relata.
A experiência reforçou o compromisso com a ampliação das oportunidades para outras mulheres. Durante sua gestão, Ruth manteve a atenção voltada a iniciativas de inclusão social e qualificação profissional, entre elas o programa Mulheres Mil, que promove a formação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Ela participou da elaboração de projetos e continuou acompanhando as ações do programa como pró-reitora e reitora. O trabalho inclui o contato com comunidades indígenas e quilombolas e com mulheres de diferentes realidades sociais. “Faço questão de participar das aulas inaugurais, visitar as comunidades e estar perto das mulheres. Quero continuar trabalhando por elas, independentemente do lugar em que eu esteja”, afirma.
Uma rede que amplia horizontes – Ao comparar a época de estudante com a realidade atual, Ruth destaca a ampliação das oportunidades de formação, pesquisa e intercâmbio para os alunos dos institutos federais. Segundo ela, os estudantes de hoje podem vivenciar experiências acadêmicas desde os primeiros anos de formação, descobrindo possibilidades que antes pareciam distantes.
Para a professora, conhecer oportunidades como as quais são ofertadas pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica pode ser o primeiro passo para descobrir novos caminhos profissionais e pessoais. “Conheçam a Rede Federal de Educação! Quando vocês chegam, descobrem oportunidades que nem imaginavam existir”, aconselha.
Após oito anos à frente da reitoria, Ruth encerra um ciclo de gestão sem se afastar dos princípios que orientaram sua trajetória. Convidada a assumir uma função na área de desenvolvimento social da instituição, pretende continuar contribuindo para a elaboração de projetos, a ampliação de oportunidades e o fortalecimento das ações de inclusão.
Mesmo diante das responsabilidades administrativas, ela afirma que nunca deixou de acompanhar os estudantes nem de trabalhar para viabilizar iniciativas que beneficiassem a comunidade acadêmica. “Tenho 30 anos de Rede Federal e sinto que tudo o que fiz pela instituição foi uma forma de retribuir um pouco do muito que recebi. Nunca abandonei o contato com os estudantes nem o trabalho com projetos”, afirma.
Na Semana dos Professores, a história de Ruth Sales mostra como a educação pública pode acompanhar e transformar uma trajetória inteira: da formação técnica à universidade, da sala de aula à gestão institucional. A ex-aluna que encontrou na antiga escola técnica o impulso para construir o futuro tornou-se professora da instituição e passou a contribuir para a formação de novas gerações.
Sua caminhada reafirma o papel dos educadores na construção de oportunidades e na transformação social. Afinal, como demonstra sua própria história, ensinar também é abrir caminhos para que outras pessoas descubram até onde podem chegar.
Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
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