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MEC participa da 77ª reunião anual da SBPC em Recife

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O ministro da Educação, Camilo Santana, participa de conferência, nesta quarta-feira, 16 de julho, durante a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Na ocasião, serão apresentados dados sobre a educação superior brasileira, bem como avanços e investimentos em pesquisa e ciência. O evento ocorre na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), de 13 e 18 de julho, em Recife (PE).

Com o tema “Progresso é ciência em todos os territórios”, a feira conta com um estande organizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Desde o início da atual gestão, o MEC tem trabalhado para formar profissionais qualificados e promover o desenvolvimento científico e tecnológico. A prioridade é expandir a infraestrutura de pesquisa e ampliar programas de pós-graduação e de formação de professores, garantindo mais recursos e excelência nos cursos de pós-graduação das instituições públicas do ensino superior em todo o país.

Por meio da Capes, a pasta intensificou investimentos em infraestrutura e apoio aos programas de pós-graduação, a fim de fortalecer a pesquisa acadêmico-científica no Brasil, elevando patamares que não eram alcançados desde 2017. Ao todo, desde 2023, foram destinados R$ 6,6 bilhões para o fomento de bolsas de pós-graduação, além de um reajuste de 40% nas bolsas de estudo. Entre os avanços, está a criação de 6.900 novas bolsas de pós-graduação.

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Também foi retomada a concessão institucional de bolsas de pós-doutorado no país, totalizando 157 mil bolsas. Além disso, após dez anos, o Programa Pró-Equipamentos foi retomado para aquisição de equipamentos de uso compartilhado entre os programas de pós-graduação, beneficiando mais de 200 instituições de ensino superior e mais de quatro mil programas de pós-graduação.

Instituto Federal – Como parte da agenda em Pernambuco, na manhã desta quarta-feira (16), o ministro Camilo Santana também assinou as ordens de serviço que autorizam o início da execução das obras dos campi Águas Belas e Araripina, do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). A construção de cada nova unidade terá o valor de R$ 15 milhões. Outros R$ 10 milhões serão repassados para aquisição de equipamentos, totalizando um orçamento de R$ 25 milhões, em média, para cada campus.

As unidades estão sendo implementadas com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), como parte do plano de expansão dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), que está implantando 102 novos campi por todo o Brasil, em regiões que ainda não possuem unidades ou que registram baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da região. O investimento total na expansão é de R$ 2,5 bilhões.

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O IFSertãoPE conta, hoje, com sete unidades, nas quais são ofertados 157 cursos para 12.375 estudantes. Quando os dois campi estiverem em funcionamento, a previsão é atender, em média, mais 2.800 estudantes, majoritariamente em cursos técnicos integrados ao ensino médio.

Mais Pós-Graduação e Incentivo à Ciência

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informação da Capes e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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