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MEC se reúne com GT da Educação do G20 na África do Sul

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Para discutir o tema “Desenvolvimento Profissional da Educação para um Mundo em Transformação”, o Ministério da Educação (MEC) participou, nesta semana, entre os dias 1º e 3 de julho, da 3ª Reunião Técnica do grupo de trabalho (GT) de Educação do G20. Ocorrido em Durban, na África do Sul, o encontro abordou o tema definido como a terceira e última prioridade do GT.  

No dia 1º de julho, a coordenadora de Assuntos Multilaterais da Assessoria Internacional (AI) do MEC, Michelle Muniz, participou do workshop “Educação para a Igualdade de Gênero e a Paz: avanços rumo a uma educação transformadora de gênero para todos”. O objetivo do debate foi garantir uma educação segura e igualitária para todas as crianças, em especial para meninas e grupos marginalizados, fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico inclusivo. O seminário reuniu líderes mundiais, sociedade civil e jovens para promover a educação transformadora de gênero (ETG), como um caminho para a igualdade, a paz e a prosperidade. 

Em sua exposição, a coordenadora Michelle Muniz apresentou o Programam Mulheres Mil, que busca a inclusão educacional, social e produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade a partir dos 16 anos, com a oferta de cursos de qualificação profissional. O intuito é permitir que elas tenham autonomia financeira e a superem violências vividas no dia a adia. Relançado em 2023 pelo MEC, o programa integra-se a outras políticas públicas do governo federal que têm como finalidade a promoção da igualdade de gênero em todas as esferas da vida: educação, trabalho, saúde, cultura, participação política e tomada de decisões. 

Muniz falou ainda sobre o Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero, com interseccionalidades da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e sobre as ações desenvolvidas pelas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT), com o intuito de promover e fortalecer a igualdade de gênero, o combate à violência no ambiente escolar, o desenvolvimento sustentável e o empoderamento feminino. 

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Os países do GT Educação consideram que os sistemas educacionais precisam ser reformulados para eliminar vieses de gênero, combater a violência baseada em gênero relacionada à escola (SRGBV, na sigla em inglês) e garantir a participação plena de meninas e meninos em todos os aspectos da aprendizagem e da liderança.  

Os objetivos do workshop foram: alinhar uma nova e ambiciosa agenda para a Educação pela Igualdade de Gênero e pela Paz; co-criar, juntamente com governos, sociedade civil e outras partes interessadas, um caminho impactante, com indicadores concretos e definir os próximos passos; aproveitar o pensamento estratégico e a liderança nos níveis global, regional e nacional; e inspirar e capacitar os ministérios da educação a liderarem e impulsionarem a agenda de igualdade de gênero, por meio de seus orçamentos e planos educacionais. 

Programação – Na programação do dia 2 de julho, houve a reunião técnica sobre “Desenvolvimento Profissional da Educação para um Mundo em Transformação”, terceira prioridade do GT da Educação do G20. Discutiu-se a necessidade de um desenvolvimento profissional holístico e de alta qualidade, juntamente com a importância de enfrentar os desafios relacionados à oferta de professores e às demandas da força de trabalho, no contexto de um mundo em transformação. 

Com base no compromisso assumido pelo GT de Educação do G20, em 2024, de valorizar e fortalecer a capacidade dos profissionais da educação, quando o grupo estava sob a presidência brasileira, o encontro destacou a necessidade de garantir professores qualificados; posicionar o desenvolvimento profissional como um processo de aprendizagem ao longo da vida; e capacitar os docentes com competências do século XXI. O objetivo é assegura que estejam preparados para a necessidades educacionais em constante evolução.  

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O debate do tema continuou nesta quinta-feira, 3 de julho. Na reunião, a diretora de Formação de Professores da Educação Básica da Capes, entidade vinculada ao MEC, Marcia Serra Ferreira, falou sobre as políticas educacionais implementadas pela Pasta e os desafios do desenvolvimento profissional de professores. Para o ministério, o desenvolvimento profissional de professores deve ser como um processo de vida, com alta-qualidade de preparação inicial, estendendo para mentorias e apoio colaborativo. 

Entre as políticas educacionais do MEC apresentadas estão: o Programa Nacional para Promover Equidade na Formação de Professores (Parfor); o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid); e a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Foram destacadas ainda ações de valorização e fortalecimento da profissão docente, como o Pé-de-Meia Licenciaturas; o Programa Mais Professores para o Brasil e a Prova Nacional Docente.  

Já em relação ao desenvolvimento profissional, as representantes do MEC ressaltaram as seguintes ações: o Novo Plano de Ações Articuladas; o Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores (PDPP); o Programa de Mestrado Profissional para Professores da Educação Básica (ProEB); o Programa de Formação Continuada para Diretores Escolares e Técnicos das Secretarias de Educação (Proditec); e a Oferta de Cursos no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec). 

A programação do terceiro dia conta ainda com a elaboração do rascunho da Declaração Ministerial, da qual participou a coordenadora de Assuntos Multilaterais da AI, Michelle Muniz. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da AI 

Fonte: Ministério da Educação

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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