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Medida da União Europeia contra exportações brasileiras de produtos de origem animal
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O governo brasileiro recebeu, hoje (12/5), com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026.
A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.
O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos.
O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para amanhã (13/5) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.
Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil
Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.
Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.
Referências
No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.
Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.
Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.
Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.
Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.
No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.
Integração
As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.
Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


