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Mesa Nacional de Diálogo inicia trabalhos e aprova Regimento Interno do Pacto pelo Trabalho Decente no Meio Rural

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A primeira reunião da Mesa Nacional de Diálogo para a Promoção do Trabalho Decente no Meio Rural foi realizada no dia 26 de novembro, em Brasília. Durante o encontro, os integrantes aprovaram por unanimidade o Regimento Interno do Pacto Nacional pelo Trabalho Decente no Meio Rural. Coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o pacto define diretrizes para incentivar boas práticas trabalhistas no campo, além de prevenir o trabalho infantil e combater situações análogas à escravidão.

O encontro reuniu representantes de empregadores, trabalhadores e do governo em um espaço dedicado ao diálogo social. Com atuação consultiva e propositiva, a Mesa busca construir soluções que garantam condições dignas e sustentáveis de trabalho no meio rural. Entre suas prioridades estão a garantia de condições adequadas de saúde e segurança no trabalho, o estímulo à formalização dos contratos de trabalho e o incentivo ao cumprimento das obrigações legais.

O auditor-fiscal do Trabalho do MTE Guilherme Candemil, coordenador do Pacto da Mesa Nacional, destacou que a Mesa tem como objetivo promover, valorizar e disseminar boas práticas trabalhistas, estimular o desenvolvimento sustentável e contribuir para o aprimoramento do cenário econômico no meio rural. “Sua criação representa um avanço significativo no fortalecimento das relações de trabalho no campo”, afirmou.

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Ele acrescentou também, que essa iniciativa reforça o compromisso coletivo de construir um meio rural mais justo, produtivo e sustentável, onde o respeito às normas trabalhistas e a valorização das pessoas sejam pilares para o desenvolvimento do país.

A próxima reunião extraordinária está agendada para 15 de dezembro de 2025, quando será deliberado o plano de trabalho para 2026. “Até 5 de dezembro, cada instituição deverá encaminhar suas sugestões, de modo a consolidar um plano participativo e alinhado aos desafios do trabalho decente no meio rural”, acrescentou o auditor-fiscal.

Instituído em 2024, o Pacto é coordenado pelo MTE e conta com a participação de outros cinco ministérios, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Ministério Público do Trabalho (MPT), além de órgãos públicos e representantes de empregadores e trabalhadores — ao todo, são 16 signatários.

Entre as ações previstas, estão mesas permanentes tripartites nos estados, coordenadas pelas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE), para promover debates periódicos e garantir diálogo entre trabalhadores e empregadores, assegurando condições dignas no meio rural.

Além do pacto nacional, o MTE já firmou acordos setoriais para a cafeicultura, vitivinicultura e fruticultura. Em novembro, também foi assinado o Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente no Carnaval de Salvador, ampliando a estratégia para grandes eventos culturais.

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Parceiros que participaram da reunião inaugural da MESA:

Órgãos e Ministérios

•         MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

•         Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

•         Ministério da Agricultura e Pecuária

•         Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

•         Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania 

Instituições e Entidades

•         Organização Internacional do Trabalho (OIT)

•         Ministério Público do Trabalho (MPT)

•         Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG)

•         Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR)

•         Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

•         Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar)

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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