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Ministério da Justiça e Segurança Pública apoia operação contra golpe da falsa central de atendimento
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São Paulo, 11/07/2025 – A Polícia Civil de Minas Gerais realiza, nesta sexta-feira (11), a Operação Telefone Mudo para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo. A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas do tipo “Golpe da Falsa Central de Atendimento”.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)
As investigações iniciaram-se após denúncia registrada em Minas Gerais, envolvendo um crime ocorrido em junho de 2024, no qual a vítima foi induzida, por meio de uma ligação telefônica, a realizar diversas transferências via PIX. O golpista se passou por atendente bancário, alegando supostas invasões na conta da vítima. O prejuízo ultrapassou R$ 85 mil.
As quantias transferidas foram direcionadas a contas de pessoas físicas e jurídicas vinculadas a instituições financeiras diversas, como PagSeguro, Caixa Econômica Federal e Mercado Pago. As transferências foram fracionadas e executadas de forma rápida, dificultando o bloqueio e rastreamento dos valores.
A Justiça autorizou, além das buscas, a quebra de sigilo bancário e de dados dos investigados, o bloqueio de valores até o montante do prejuízo e a extração de informações de aparelhos eletrônicos apreendidos. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guarulhos (4), em São Paulo (2), em Piracicaba (1), em Luís Antônio (1) e em Sumaré (1).
“O Ciberlab, em articulação com as forças policiais estaduais, vem promovendo uma integração essencial para o enfrentamento qualificado da criminalidade digital. Por meio do intercâmbio de dados e da análise técnica das informações, conseguimos subsidiar e fortalecer a atuação das polícias civis no combate a fraudes eletrônicas em todo o território nacional”, destaca Rodney Silva, diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp/MJSP.
Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, uso de documento falso, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Operação Telefone Mudo
O nome faz referência ao uso do telefone como instrumento de engano e ruptura, onde o aparelho é o principal meio utilizado pelos golpistas para enganar suas vítimas. No objetivo da operação policial, significa o encerramento das atividades criminosas praticadas por meio do telefone, encerrando assim o ciclo de fraudes.
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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