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Ministério do Turismo destina R$ 73,1 milhões para obras de infraestrutura no Pará
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Sede da COP30 de 2025, a cidade de Belém, no Pará, terá apoio do Ministério do Turismo para aprimorar atrativos locais e potencializar o legado da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou nesta quinta-feira (10/07), na capital paraense, a destinação de R$ 73,1 milhões à realização de obras de infraestrutura turística no estado, que vão reforçar a capacidade local de atender visitantes.
Os recursos do governo federal vão contemplar 23 localidades, incluindo Belém. O município terá à disposição R$ 1,5 milhão voltados à readequação urbanística do Portal da Amazônia, que abriga várias opções de lazer e diversos eventos. A visita de Celso Sabino à cidade formalizou ainda a assinatura do contrato de implementação do processo de sinalização turística da capital paraense, que conta com R$ 4,7 milhões do Ministério do Turismo e prevê a instalação de 670 placas.
Sabino ressaltou que o investimento amplia as possibilidades de ascensão da atividade turística local. “O turismo no Pará vem registrando forte crescimento. Em 2024, o Aeroporto de Belém recebeu 4,1 milhões de passageiros, contra os 3,6 milhões de 2023. O bom momento do estado no setor reforça a necessidade de os atrativos paraenses estarem devidamente preparados para oferecer boas experiência aos visitantes”, apontou o ministro.
Os aportes do Ministério do Turismo englobam melhorias em outros atrativos do Pará. A cidade de Castanhal, por exemplo, terá R$ 10,4 milhões reservados à promoção de obras no Parque Natural Camillo Viana, unidade de conservação ambiental que oferece experiências em meio à natureza. Já Capanema contará com R$ 6,2 milhões para a construção do Parque Jazida, complexo turístico que vai proporcionar diversas alternativas de entretenimento.
Outras ações são a estruturação de um mirante em Redenção (R$ 5,9 milhões) e a pavimentação da orla de Itupiranga e da Lagoa Geovana (R$ 5 milhões). As cidades beneficiadas incluem ainda Bagre, Bannach, Breu Branco, Goianésia do Pará, Igarapé-Açu, Limoeiro do Ajuru, Mãe do Rio, Medicilândia, Novo Repartimento, Ourém, Ponta de Pedras, Rurópolis, Santa Maria das Barreiras, São Domingos do Capim, São Geraldo do Araguaia, Soure, Ulianópolis e Uruará.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



