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Ministério do Turismo lança edital para contratação de consultoria para diagnóstico e mapeamento do Turismo Pet Friendly no Brasil

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O Ministério do Turismo, em parceria com a UNESCO, lançou um edital para contratação de consultoria especializada (pessoa física) para realizar estudos, levantamento e sistematização de dados voltados à elaboração de um diagnóstico e mapeamento do Turismo Pet Friendly no Brasil. A iniciativa vai subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas e orientar o fortalecimento desse segmento estratégico no turismo nacional.  As inscrições estão abertas até o dia 6 de março.

  Acesse AQUI o edital na íntegra.

A consultoria terá como foco a análise do mercado turístico pet friendly, incluindo a oferta de serviços, a demanda atual e potencial e o ecossistema que envolve empreendimentos, destinos, operadores e experiências nas 27 unidades da federação.  

QUEM PODE PARTICIPAR? – A vaga é destinada a profissionais com ensino superior completo em Turismo, Hotelaria, Administração, Economia, Ciências Sociais, Humanas e da Saúde, Gestão Pública, Marketing, Comunicação Social ou áreas correlatas e com experiência comprovada em atividades ligadas ao Turismo Pet Friendly. As candidaturas devem ser submetidas até o dia 06 de março, exclusivamente pela plataforma Roster da UNESCO.

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Entre os produtos previstos estão a elaboração de um diagnóstico nacional do Turismo Pet Friendly, um Manual de Boas Práticas direcionado a empreendedores e gestores públicos e privados, e um Guia Nacional de Turismo Pet Friendly para os tutores de animais de companhia, com orientações práticas e informações sobre  convivência e bem-estar animal em viagens e os destinos, experiências e serviços pet disponíveis no país.

POTENCIAL – O Brasil possui uma das maiores populações de animais de estimação do mundo, com cerca de 160 milhões de pets, presentes em mais de 50% dos lares brasileiros. Só em 2024, o mercado pet movimentou cerca de R$ 75 bilhões, consolidando o Brasil como o terceiro maior mercado no mundo todo.

Esse cenário reflete mudanças no perfil das famílias e a importância dos animais de estimação na vida cotidiana e nas decisões de consumo, incluindo as escolhas relacionadas ao turismo. 

OPORTUNIDADES – Para garantir o desenvolvimento estruturado do segmento, é essencial que o poder público compreenda a oferta e a demanda, identifique desafios e oportunidades para que possa formular políticas públicas efetivas. 

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O diagnóstico proposto pelo edital permitirá identificar desafios, oportunidades e vocações regionais, contribuindo para o planejamento estratégico e para a estruturação do Turismo Pet Friendly de forma sustentável e integrada, assim como o fortalecimento de seus atores, atendendo às novas tendências de consumo e comportamento dos viajantes que querem incluir seus pets nas suas viagens.

Por Victor Mayrink

Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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