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Ministro do Turismo celebra sucesso do Carnaval 2026 e comemora números que podem ser recordes
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“Estamos celebrando um dos maiores e melhores carnavais da história, com expectativa recorde de foliões e de movimentação financeira, o que mostra o quanto o turismo contribui para o crescimento econômico e social do Brasil”. A avaliação é do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que percorreu os principais destinos da folia no Brasil – e comprovou os benefícios do período à população. Segundo estimativas do Ministério do Turismo, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da FecomercioSP, as festas devem movimentar mais de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da intensa procura por acomodação, alimentação e lazer no período. O resultado, 10% superior ao do Carnaval do ano passado, representa o melhor volume para o mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2011, e reflete o grande fluxo de visitantes registrado de norte a sul do país.
A estimativa é de que mais de 65 milhões de pessoas curtiram nas ruas de todo o Brasil, um aumento expressivo de 22% na comparação com o mesmo período de 2025. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça que, além da valorização da identidade cultural brasileira, o Carnaval representa oportunidades de emprego para os brasileiros. “O Carnaval de 2026 se consolida não apenas como a maior festa popular do planeta, mas como um motor fundamental para o crescimento econômico do Brasil e, consequentemente, a inclusão social de milhares de brasileiros. A festa move toda uma cadeia produtiva, gerando emprego e renda em diversos setores, desde a hotelaria ao pequeno empreendedor de rua”, observa.
As cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE), Olinda (PE) e Salvador (BA) – que mais atraem turistas nesse período – reuniram mais de 32 milhões de foliões, de acordo com as estimativas. São Paulo liderou em público, com 16,5 milhões de pessoas curtindo a folia e um impacto econômico de mais de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante impulsionado por eventos como a Sapucaí e os bloquinhos de rua, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de aproximadamente R$ 5,7 bilhões e a ocupação hoteleira atingindo quase a capacidade máxima, com 98%. No Nordeste, o polo Recife/Olinda reuniu uma multidão de mais de 7,6 milhões de foliões, com uma movimentação financeira de R$ 3,2 bilhões, e o estado projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.
REFLEXOS NA PONTA
O grande movimento do período de Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer o turismo acontecer na ponta, como meios de hospedagem, agências de viagens, bares e restaurantes. Alexandre Sampaio, diretor de Turismo da CNC e presidente da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), confirma o impacto positivo das festas populares sobre a atividade produtiva.
“O Carnaval de 2026 foi um sucesso em todo o Brasil, com hotéis em todos os destinos turísticos lotados, inclusive em destinos de serra, e não somente de praia; restaurantes com alta demanda. Nesses destinos, registramos ocupações plenas e demanda elevada. Um sucesso que demonstra a intensa movimentação de brasileiros e consolida o país como um destino maduro”, avalia Sampaio.
Os benefícios da celebração são igualmente visíveis em outro segmento vital ao turismo: o de alimentação fora do lar, bastante usado por visitantes. “O forte crescimento do movimento de turistas pelo país, tanto de estrangeiros quanto de brasileiros, está movimentando de maneira inédita e muito positiva o faturamento dos bares e restaurantes no país”, aponta Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).
Além das ruas, a folia também leva prosperidade ao turismo náutico no Brasil. Um levantamento do Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), mostra que, entre 13 e 23 de fevereiro, 10 navios de cruzeiro farão embarques e escalas pelos destinos brasileiros, consolidando o período como um dos mais movimentados para o turismo marítimo.
“O Carnaval brasileiro é uma celebração plural, vivida de diferentes formas em todo o país. Os cruzeiros se somam a esse movimento ao possibilitar que o passageiro conheça mais de um destino durante o feriado. Brasileiros e estrangeiros celebram o Carnaval a bordo dos navios e também em terra, ampliando o alcance do turismo e contribuindo para movimentar a economia e gerar oportunidades em diversas cidades”, afirma Marco Ferraz, presidente executivo da CLIA Brasil.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Rede Privativa Móvel conecta a PMDF, o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal
Brasília, 25/6/2026 – Em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Ministério das Comunicações apresentou os avanços da Rede Privativa do Governo Federal, projeto estratégico que cria uma infraestrutura exclusiva para órgãos públicos e permite que instituições que operavam em sistemas distintos passem a se comunicar em um ambiente único, seguro e integrado. O investimento é de R$ 1 bilhão, e a conclusão está prevista para dezembro de 2027.
A iniciativa da Rede Privativa Móvel já conecta a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal. Até então, cada uma dessas instituições operava em sistemas próprios de comunicação, que não se comunicavam entre si.
O ministro da Justiça, Wellington Lima, destacou que o combate ao crime organizado não é tarefa de apenas um órgão. “A transversalidade é necessária e indispensável, e este ato ilustra isso. Sem a comunicação e sem a integração das forças de segurança pública e dos órgãos de governo, sem a cooperação interinstitucional e interfederativa, nós não estaremos à altura do combate ao crime organizado”, afirmou.
Com a Rede Privativa, pela primeira vez, as corporações passam a compartilhar comunicações em uma mesma infraestrutura, de forma integrada e segura, ampliando a coordenação das operações e fortalecendo a capacidade de resposta em situações que exigem atuação conjunta.
“Estamos levando não só comunicação, mas infraestrutura para o trabalho dessas equipes. É a primeira vez que todos os sistemas estão integrados em um projeto em que a soberania tecnológica é o principal fundamento. A partir de agora, todas as forças de segurança e das Forças Armadas estão sob o mesmo guarda-chuva, conversando com criptografia e segurança”, disse o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reforçou que o Estado brasileiro precisava de uma infraestrutura própria, segura e preparada para situações críticas. “Os serviços públicos essenciais não podiam mais depender das redes comerciais, especialmente em casos de emergência, operações de segurança e grandes eventos. Hoje estamos apresentando uma resposta concreta a um desafio antigo”, ressaltou.
Primeiros órgãos já operam com a Rede Privativa
Além dos avanços na rede móvel, o Ministério das Comunicações apresentou a ativação do primeiro cliente da Rede Privativa Fixa: a Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju (SE).
A primeira etapa do projeto contempla a conexão de 12 prédios públicos por meio de uma infraestrutura dedicada de 75,5 quilômetros de fibra óptica. Entre os órgãos que passarão a utilizar a rede estão o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
As próximas ativações estão previstas para começar em setembro de 2026 e alcançarão os municípios de Macapá (AP), Rio Branco (AC), Goiânia (GO) e Vitória (ES).
Rede Privativa
A Rede Privativa foi criada para conectar órgãos da administração pública federal por meio de uma infraestrutura exclusiva, independente das redes comerciais de telecomunicações.
O projeto possui duas modalidades complementares. A Rede Privativa Fixa utiliza fibra óptica para interligar prédios e unidades administrativas, enquanto a Rede Privativa Móvel permite comunicações seguras em campo e durante operações.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com execução da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF).
Com a implantação das Redes Privativas, o Governo Federal estabelece uma nova infraestrutura de comunicação para o setor público, elevando os padrões de segurança, integração e eficiência das instituições brasileiras.


