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Ministros de Comércio dos BRICS defendem fortalecimento do multilateralismo

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Ministros de Comércio do BRICS adotaram nesta quarta-feira (21/5) declaração conjunta em que reforçam o compromisso com o fortalecimento do sistema multilateral de comércio e com a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). A Declaração reconhece o risco que o aumento de medidas restritivas traz ao comércio global e destaca o apoio dos BRICS à promoção do comércio e de investimentos. 

O documento, denominado “Declaração sobre a Reforma da OMC e o Fortalecimento do Sistema Multilateral de Comércio”, foi divulgado ao final da 15ª Reunião dos Ministros de Comércio dos BRICS, que aconteceu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, no contexto da presidência brasileira do grupo de 11 países (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia, Irã e Indonésia).

Confira Declaração Conjunta

“O sistema multilateral de comércio há muito se encontra em uma encruzilhada”, diz a declaração. “A proliferação de ações restritivas ao comércio, seja sob a forma de aumentos indiscriminados de tarifas e medidas não tarifárias, seja de protecionismo disfarçado sob objetivos ambientais, ameaça reduzir ainda mais o comércio global, interromper cadeias de suprimentos e introduzir incertezas nas atividades econômicas e comerciais internacionais, potencialmente agravando disparidades econômicas existentes e afetando as perspectivas de desenvolvimento econômico global”.

Os ministros defendem o pleno funcionamento e a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), reconhecida no documento como a única instituição multilateral com capacidade para liderar as discussões do comércio internacional em suas múltiplas dimensões, incluindo a negociação de novas regras comerciais. 

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O documento destaca a importância da restauração de um sistema eficaz de solução de controvérsias e reforça o compromisso do BRICS com o sucesso da 14ª Conferência Ministerial da Organização, que acontecerá em 2026 em Camarões.

A declaração ressalta, ainda, que nenhum país deve ser deixado para trás na busca pelo desenvolvimento sustentável. “O comércio deve ser conduzido com o objetivo de elevar os padrões de vida, garantir pleno emprego, promover o desenvolvimento sustentável e ampliar os meios para alcançá-lo de forma compatível com as necessidades e preocupações de cada país em seus diferentes níveis de desenvolvimento econômico”.

Os ministros de Comércio também aprovaram e divulgaram importantes documentos e reconheceram discussões que reforçam a cooperação econômico-comercial do bloco:

Entendimento sobre a Governança da Economia de Dados do BRICS

Nesse texto, os países reconhecem a necessidade de um marco comum de governança de dados, incluindo fluxos transfronteiriços, para tratar dos princípios de coleta, registro, armazenamento, organização, processamento e transferência de dados; promovendo a interoperabilidade das regulamentações nacionais e distribuindo benefícios monetários e não monetários entre os países em desenvolvimento e seus cidadãos.

O entendimento é inédito não apenas no âmbito do BRICS como também em diversos outros fóruns multilaterais. Neste, são estabelecidas diretrizes claras para a formulação de políticas públicas que orientam o desenvolvimento soberano dos mercados de dados.

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Entre os objetivos dos países estão: promover o acesso seguro à tecnologia, proteger os interesses individuais e nacionais, impulsionar a digitalização da indústria e dos serviços, expandir o comércio intra-BRICS e fomentar a cooperação para um futuro digital aberto, inclusivo, sustentável, justo, equitativo, seguro e confiável.

Marco do BRICS sobre Comércio e Desenvolvimento Sustentável

Neste texto, os ministros de Comércio apoiam a criação de uma plataforma para que os países membros promovam um paradigma mutuamente favorável, em total conformidade com as regras do sistema multilateral de comércio, no que se refere à conexão entre comércio e política ambiental, explorando suas sinergias como motores do desenvolvimento sustentável e de ações eficazes para assegurar a integridade do sistema ambiental global.

Estratégia para a Parceria Econômica 2030

Por fim, os Ministros de Comércio reconheceram os avanços obtidos nas negociações para atualização da Estratégia para a Parceria Econômica do BRICS. A estratégia atualizada discorrerá sobre ações prioritárias e princípios orientadores em cinco áreas: Sistema Multilateral de Comércio; Economia Digital; Comércio Internacional e Investimentos; Cooperação Financeira; e Comércio e Desenvolvimento Sustentável. 

As discussões para conclusão da “Estratégia para a Parceria Econômica dos BRICS 2030” seguem, para adoção pelos líderes na Cúpula dos BRICS, que ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Entenda cada item cobrado na conta de luz e como acompanhar o consumo

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A conta de energia elétrica reúne diferentes informações sobre o consumo, medido em quilowatt-hora (kWh), e os custos necessários para que a energia chegue ao consumidor. A cobrança contempla, por exemplo, valores relacionados à geração, transmissão e distribuição.

Na prática, a tarifa é composta por duas parcelas principais. A Parcela A reúne custos que não são gerenciados pela distribuidora (compra de energia, transmissão e encargos setoriais). Já a Parcela B corresponde aos custos relacionados à prestação do serviço de distribuição (operação, manutenção e expansão da rede elétrica).

Além desses valores, também são incluídos encargos setoriais, tributos e contribuições definidos pela legislação federal, estadual e municipal. Um exemplo é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual cuja alíquota varia de acordo com a legislação de cada estado. Também incidem as contribuições federais para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), destinados ao financiamento de políticas públicas da União.

Iluminação Pública e Bandeiras Tarifárias

Outro item que pode aparecer na fatura é a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP ou COSIP), instituída pelos municípios e pelo Distrito Federal.

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Também podem ser aplicadas as bandeiras tarifárias, identificadas pelas cores verde, amarela e vermelha. Elas indicam as condições de geração de energia no período e, conforme a bandeira vigente, podem resultar em cobrança adicional na tarifa.

Conhecer esses itens ajuda a entender a composição da conta de energia elétrica e as cobranças que fazem parte da fatura.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone:
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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