BRASIL
Adesão de universidades ao PET-Saúde termina em 8 de abril
BRASIL
A nova edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde/Informação e Saúde Digital (PET-Saúde/ISD) está com inscrições abertas para projetos até o dia 8 de abril. A iniciativa é uma ação estratégica de implementação do Programa (Trans)Formação para o SUS Digital, vertente de educação permanente do Programa SUS Digital, do Sistema Único de Saúde (SUS). O Edital Conjunto SEIDIGI/SGTES-MS Nº 1/2025 segue as diretrizes do Programa SUS Digital e visa promover a atuação colaborativa, em rede, a partir de grupos tutoriais, aplicada e integrada à transformação digital do SUS.
A submissão dos trabalhos deve ser realizada pelo coordenador do projeto por meio do preenchimento do formulário eletrônico e do envio do termo de compromisso, devidamente preenchido e assinado pelos representantes da secretaria de saúde e da instituição de ensino superior proponente.
As instituições devem desenvolver propostas alinhadas aos três eixos do Programa SUS Digital: cultura de saúde digital, formação e educação permanente em saúde; soluções tecnológicas e serviços de saúde digital no âmbito do SUS; e interoperabilidade, análise e disseminação de dados e informações de saúde.
Os projetos devem ser elaborados em parceria com secretarias de saúde estaduais e municipais, identificando demandas prioritárias para educação, pesquisa, desenvolvimento e inovação em informação e saúde digital. Essa colaboração garantirá que as soluções propostas atendam às reais necessidades do SUS e estejam alinhadas aos Planos de Ação para a Transformação Digital do SUS do Programa SUS Digital.
Novidade – O PET-Saúde, reconhecido entre profissionais de saúde e comunidade acadêmica, traz uma novidade nesta edição: a possibilidade da participação de alunos de cursos como Ciência da Computação; Engenharia de Software; Engenharia Biomédica; Engenharia Elétrica; Ciência de Dados; Direito; Economia, entre outros.
PET- Saúde – Instituído pelas Portarias Interministeriais MS/MEC nº 1.328/2023 e nº 1.329/2023, e suas alterações, o PET-Saúde é uma ação do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério da Educação (MEC), conduzida pela Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), que visa à qualificação da integração ensino-serviço-comunidade, aprimorando, em serviço, o conhecimento dos profissionais da saúde e dos estudantes dos cursos de graduação na área da saúde.
“O PET-Saúde Informação e Saúde Digital vai aproximar estudantes, docentes e profissionais do SUS, estimulando-os a inovar, a cocriar novas soluções digitais e a envolver a comunidade na transformação digital do SUS, orientada a facilitar a jornada do usuário do SUS pela rede de serviços, ampliando acesso e a qualidade da atenção à saúde”, afirma a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.
Equidade – Desde 2008, o PET-Saúde contribui com o processo de reorientação da formação para o SUS. Atualmente o PET-Saúde conta com a edição temática Equidade, presente em todas as unidades de Federação, com 150 projetos e mais de 8.200 bolsistas em 664 grupos tutoriais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do MS
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
MDIC firma parceria para aprimorar a mineração urbana e recuperação de minerais estratégicos
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) formalizou, na terça-feira (9), parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do estado de São Paulo (IPT) para promover ações voltadas à mineração urbana, à reciclagem avançada e à recuperação de minerais críticos e estratégicos no Brasil.
A iniciativa integra os esforços da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, agregar valor ao trabalho de catadores e ampliar a circularidade de materiais na indústria nacional.
A mineração urbana recupera matérias-primas valiosas como metais críticos, plásticos e vidros diretamente de produtos descartados, lixo eletrônico ou estruturas demolidas nas cidades. A prática é importante à soberania do país, uma vez que mantém aqui os minerais estratégicos necessários à inovação e desenvolvimento da Nova Indústria Brasil.
O projeto-piloto da Rede de Mineração Urbana e Reciclagem Avançada (Reminera) prevê o diagnóstico de oportunidades de melhoria técnico-operacional e a elaboração de planos de capacitação técnica e agregação de valor para até cinco cooperativas de recicladores que atuam na cadeia de resíduos eletroeletrônicos no município de São Paulo.
A iniciativa apoiará cooperativas envolvidas nas etapas de coleta, triagem, separação e pré-processamento de materiais recicláveis. Também contempla a aquisição de sistemas de fragmentação e refino de resíduos, que servirão de suporte técnico e base experimental para validar os parâmetros propostos nos planos de capacitação e agregação de valor.
Por meio de capacitação técnica a cooperativas de catadores de resíduos eletroeletrônicos, o convênio entre o Ministério e o Instituto pretende contribuir para que essas organizações ampliem sua capacidade produtiva, melhorem seus processos internos e se integrem de forma mais qualificada à cadeia da reciclagem e a setores produtivos que utilizam matérias-primas secundárias.
De acordo com a secretária da SEV, Julia Cruz, a proposta fomenta a economia circular ao promover o aproveitamento de recursos já presentes em produtos descartados, possibilitando novas fontes de valor e empregos.
“Ao conectar empresas, centros de pesquisa e instituições para transformar resíduos eletrônicos em oportunidades de mercado, a Reminera tem o potencial de reduzir impactos ambientais, ao mesmo tempo em que promove a inclusão socioprodutiva de catadores e catadoras em atividades de alto valor agregado”, afirmou.
Assinada pela SEV/MDIC e o IPT durante o 1º Workshop da Rede de Mineração Urbana e Reciclagem Avançada (Reminera), realizado em São Paulo (SP), a Declaração de Intenções para Cooperação Institucional estabelece as bases para o desenvolvimento conjunto de iniciativas de inovação, pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade.
O evento reuniu representantes do governo, instituições de ciência e tecnologia, empresas e organizações do ecossistema de inovação para discutir oportunidades e desafios relacionados à recuperação de materiais estratégicos a partir de resíduos eletroeletrônicos. Também contou com a presença do catador e agente de Defesa Ambiental Cristiano Elias Ferreira, integrante da Associação Nacional de Catadores (ANCAT).
Reminera
A Reminera foi criada para conectar governo, setor produtivo, academia e centros de pesquisa no desenvolvimento de soluções voltadas à recuperação de minerais estratégicos, à estruturação de novas cadeias produtivas e à promoção da economia circular. A expectativa é transformar passivos ambientais em oportunidades de desenvolvimento industrial, geração de renda e fortalecimento da competitividade brasileira na economia de baixo carbono.
Em reconhecimento à sua atuação na agenda de desenvolvimento sustentável, a secretária Julia Cruz foi designada Embaixadora da Rede de Mineração Urbana e Reciclagem Avançada. A homenagem destacou a contribuição dela para o fortalecimento de políticas voltadas à economia verde, à descarbonização industrial e ao desenvolvimento de cadeias produtivas estratégicas para o País.
Economia circular
A atuação do MDIC na Reminera está alinhada às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) e à Estratégia Nacional de Economia Circular. A ampliação da circularidade de materiais, o estímulo à inovação e a valorização de resíduos são elementos centrais para a construção de uma indústria mais competitiva, resiliente e sustentável.
A Rede também se conecta ao Recicla Indústria, cujo objetivo é fortalecer capacidades produtivas, organizacionais e econômicas na recuperação e circularidade de materiais recicláveis e reutilizáveis, promovendo modernização, maior eficiência operacional e inserção qualificada nas cadeias da reciclagem, além de incrementar a geração de emprego e renda a catadores.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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