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MJSP apresenta novas iniciativas para Guardas Municipais

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Recife, 22/08/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) marcou presença no 3º Fórum Nacional de Segurança Pública, Defesa Civil e Trânsito, de terça-feira (19) a quinta-feira (21), no Recife (PE).

O encontro reuniu secretários municipais de segurança, dirigentes da Defesa Civil, comandantes de Guardas Municipais e gestores de trânsito de todo o País para discutir o futuro da segurança pública e fortalecer a atuação conjunta entre União e municípios.

Representando o MJSP, a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Isabel Figueiredo, destacou avanços de políticas públicas voltadas às Guardas Municipais e apresentou projetos estratégicos, como o Centro Comunitário pela Vida (Convive), o Escuta Susp e o programa Município Mais Seguro, previsto para ser lançado em outubro.

Segundo Isabel, o Escuta Susp — projeto de atendimento psicológico especializado para profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), presente em 25 unidades federativas, será ampliado para atender também às Guardas Municipais até o fim deste ano. Já o Município Mais Seguro vai reforçar a atuação das Guardas e aprimorar a gestão da segurança em nível local, fortalecendo a proteção comunitária.

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“Em um cenário de crescentes desafios sociais e ambientais, a presença do Governo Federal é uma aposta no diálogo entre União e municípios para a construção de soluções integradas e inclusivas. Essa é também uma oportunidade para reafirmar nosso compromisso com a segurança municipal e, principalmente, com as Guardas Municipais”, afirmou Isabel.

O coordenador de Gestão de Dados da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), Armando Slombo Filho, e o coordenador-geral de Inteligência da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), Marcos Vinicius Dantas, participaram de um painel sobre o uso de tecnologias e projetos do Governo Federal a serviço das Guardas Municipais.

Convive

Espaço comunitário de cuidado, escuta e mediação de conflitos, o Convive é voltado à juventude e aos territórios mais vulneráveis. A iniciativa integra serviços de educação, cultura, esporte, assistência social, saúde e geração de renda, promovendo cultura de paz e fortalecimento comunitário. O projeto será implementado em 30 municípios prioritários do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) II, que concentram cerca de 50% dos homicídios do País.

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Escuta Susp

Lançado em 2024, o projeto já proporcionou mais de 16 mil atendimentos e, desde julho de 2025, também oferece consultas psiquiátricas e acompanhamento medicamentoso. O serviço é on-line, sigiloso e conduzido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fórum

O evento, organizado pelo Conselho Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Segurança Pública, é um espaço para debater modelos de segurança pública que respeitem os direitos humanos, valorizem a prevenção e fortaleçam a justiça social.

A programação teve como foco a cooperação entre os entes federativos para enfrentar desigualdades, ampliar o acesso à segurança e responder de forma eficaz a situações de risco, como desastres ambientais e acidentes de trânsito, que afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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